Convivendo Cristianismo Espiritualidade

O Senhor é meu Pastor, nada me faltará

Carlos Pompeu
Escrito por Carlos Pompeu
A Bíblia, o livro sagrado dos cristãos, é uma coletânea de textos, tanto o novo quanto o velho testamento, aceita pelos judeus, formada por palavras inspiradas em Deus. Esta afirmação nos foi trazida por Paulo de Tarso, o apóstolo Paulo, conhecido por arquitetar o novo testamento e ser o criador da Igreja Católica e seus dogmas, um dos mais influentes doutrinadores do Cristianismo.

Ele afastou o gnosticismo, que chegou a ser tratado como blasfêmia, por ser visto como uma tendência política por conta do seu aspecto esotérico primitivo, pregado pelo apóstolo Pedro, o fundador da igreja cristã.

O ex-perseguidor de cristãos, que hoje é mais conhecido como São Paulo, com toda a modéstia, digna de um santo que veio a se tornar após sua conversão, apesar de ser um assassino, afirmava que foi Deus, por meio do Espírito Santo, que orientou os escribas nas linhas de pensamento do evangelho, da Bíblia — as escrituras sagradas.

Por sua vez, a Bíblia, o velho e o novo testamento, é um livro sagrado, apesar de ignorar parte da espiritualidade dos demais povos ao declarar Deus como seu único autor — ele só se tornou o altíssimo entre os judeus.

Mais tarde, a Igreja Católica, dominada pela sua obsessão de dominar o mundo, pela fé em seus dogmas, usou esse argumento para matar e fazer desaparecer os antigos cultos, muitos deles transformados em demônios. A Igreja declarou o Deus de Israel como sendo o único que traz a verdade que nos liberta, que acalma o espírito inquieto, que nos ensina técnicas espirituais para alcançar a paz da nossa alma e a bênção do Altíssimo.

No entanto, Cristo afirmou que existem muitas moradas na casa do Pai, o que indica uma visão mais ampla da espiritualidade, que passa longe dos dogmas. Segundo o apóstolo Pedro, um leal seguidor de Cristo, que foi o primeiro bispo de Roma, esses escribas, que pertenciam às correntes de pensamento do Cristianismo, os evangelistas, foram muitos.

Eles escreveram estimulados pelo Espírito Santo, além da orientação que agradava correntes políticas da Igreja, que nos permite acesso a um conhecimento, à essência da fé cristã, que está presente em mais de 31 mil versículos, como aquele que nos diz:

“A sabedoria oferece proteção, como faz o dinheiro, mas a vantagem do conhecimento é essa, a sabedoria protege a vida de quem possui”

(Eclesiastes 7:12)

Por sua vez, Norman Vincent Peale, doutor em terapêutica espiritual, pastor e escritor norte-americano, um dos primeiros a desenvolver teorias sobre o pensamento positivo, autor do livro “O Poder do Pensamento Positivo” – “Guia Prático dos seus problemas Diários” e professor na Igreja do Colégio de Mármore, em Nova Iorque, ensinou um método prático por meio da leitura da Bíblia. Ele receitava a fé e sua observância àqueles que seguiam os ensinamentos bíblicos e conseguiam vencer todos os reveses.

Em seu livro, acima citado, ele faz referência a um médico que lhe disse que o mal de muitos de seus pacientes estava no espírito. Esse doutor não tinha por hábito enviar seus pacientes para uma farmácia em busca de remédios, mas receitava versículos da Bíblia, como Romanos 12:12, cujo teor era:

“Transforma-te, renovando o espírito”

Segundo o autor, o simples contato, por meio da leitura da Bíblia, nos conecta espiritualmente com Deus através do nosso pensamento. Dessa forma, a energia divina flui em nosso espírito, mudando nosso estado emocional e nos trazendo paz interior e serenidade.

Uma das passagens bíblicas mais famosas ou a que mais me toca espiritualmente teria sido creditada ao Rei Davi, “o homem segundo o coração de Deus” (Samuel 13:14). Davi é um dos preferidos de Deus, pelo seu arrependimento e fé, tido como o maior rei de Israel e autor do Salmo 23, que diz: “O Senhor é meu pastor e nada me faltará”. A frase faz analogia a outro versículo de Filipenses 4:13: “Tudo posso naquele que me fortalece” e ainda nos garante segurança, mais uma vez voltando ao Salmo 23, de Davi: “Ainda que atravesse o vale da morte, nada temerei, porque (Deus) está comigo”.

Diante dessas palavras a respeito das escrituras, finalizamos com uma das passagens mais famosas: o Sermão da Montanha. Segundo Mahatma Gandhi, uma grande alma da Índia — que não era cristão, diga-se de passagem — se não houvesse a Bíblia no Cristianismo ou se todos os livros sagrados fossem perdidos, bastaria o Sermão da Montanha, que vem a ser o projeto, o ideal de Cristo, o maior código moral e espiritual para a humanidade.

Sobre o autor

Carlos Pompeu

Carlos Pompeu

Carlos Pompeu, 46 anos, bacharel em Direito e formação em Letras, tendo sido redator publicitário e colunista em jornais e revistas, escreve em blogues, sobre entretenimento e cultura, na internet, sendo autor de livros virtuais de ficção, no qual adota o pseudônimo Boris de Pedra. Começou, ainda nos anos 1990, com esse nome artístico,”Boris”, em uma banda de Rock, na qual tocava baixo e cantava, além de compor as músicas e letras.

Já no século XXI, migrou para a Literatura, não tendo ainda nenhuma publicação, mas com a esperança de ter sua obra editada. No entanto, sabe que essa possibilidade encontra-se na formatação de um público leitor, o que vem fazendo, escrevendo na internet.

Atualmente tem suas atenções voltadas para a Terapia Holística, sendo sua especialidade o Reiki, com a graduação Nível III, o que o inspirou a escrever textos com a temática esotérica, que abordam a espiritualidade, pensamentos positivos e a autossugestão mental.

E-mail: [email protected]
Site: tecnocibernetico.wordpress.com/