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Os 4 compromissos da Filosofia Tolteca (Parte 2)

Toltec warriors columns topping the pyramid of Quetzalcoatl in Tula, mesoamerican archaeological site, Mexico
Escrito por Leticia Vidigal

No artigo anterior, comecei a falar sobre a filosofia Tolteca. Vamos à segunda parte desse assunto? No livro “Os Quatro Compromissos – O livro da filosofia Tolteca”, o autor Don Miguel Ruiz nos apresenta de forma e clara quatro compromissos que podemos assumir para transformar nossas vidas.  Mas por que devemos assumir compromissos?

De acordo com o autor, fazemos isso o tempo todo. Criamos compromissos a partir de quem acreditamos que devemos ser. Isso ocorre porque, segundo ele, aprendemos, enquanto crescemos, que nossos atos terão consequências “boas” ou “ruins”. Passamos a ter medo das consequências ruins, pois a associamos à rejeição e, a partir daí, passamos a agir de forma a recebermos apenas as recompensas “boas” – mesmo que isso signifique assumirmos compromissos que contradizem quem somos.

Talvez pareça bobagem, mas quantas vezes deixamos de fazer algo ou fazemos algo porque pessoas importantes para nós nos levaram a isso com seus comentários, expectativas ou julgamentos?

Para Ruiz, assumir os 4 compromissos da Filosofia Tolteca significa se libertar de todos os outros para viver, finalmente, de uma forma plena e feliz.

No texto anterior, falei sobre o primeiro compromisso – seja impecável com a sua palavra – e a importância que ele tem para conquistarmos uma vida mais plena e saudável.

Ele é, segundo o autor, o mais importante de todos, pois é aquele que alimenta nossa mente e nosso espírito. Ressalto que muito tem se falado sobre a importância do que dizemos (para nós mesmos e para as outras pessoas) e Ruiz reforça: ser impecável com sua palavra significa não pecar – e não pecar significa não usar a palavra contra si mesmo, pois, quando fazemos, isso estamos cometendo o maior pecado de todos.

Os outros três compromissos complementam o primeiro, mas são também de extrema importância.

O segundo deles é não levar nada para o lado pessoal. Para o autor, aquilo que o outro faz ou diz a você tem a ver somente com o outro. E ele se refere a tudo, desde opiniões e comentários a atos amorosos ou violentos.

Mayan Warrior And Pyramid

Como estudiosa do Ho’oponopono, acredito ser importante ressaltar que o 2º compromisso de Ruiz percebe o que o outro faz de uma forma diferente dos nativos havaianos. Aqueles que conhecem o Ho’oponopono sabem que, para seus praticantes, tudo que ocorre na sua vida é de sua responsabilidade. Se alguém o agride, o Ho’oponopono sugere que algo em você foi responsável por isso.

Portanto, a prática é de limpeza de memórias, pois são elas as responsáveis pelo que acontece com você hoje. Já para a filosofia Tolteca, tudo o que você faz é de sua inteira responsabilidade, inclusive o que você sente ou pensa quando o outro faz algo com você. Pois o que o outro faz é de inteira responsabilidade dele e está relacionado diretamente com o “sonho” onde ele vive. Portanto, o 2º compromisso ressalta: não se envolva com o sonho do outro. Como você não tem nada a ver com ele, se você se ofende, magoa ou até mesmo se alegra com o que o outro faz, não está fazendo nada além de se misturar com algo que pertence a ele – e não a você.

Acredito que, apesar de parecerem contraditórias, a crença do Ho’oponopono e a Filosofia Tolteca expressam uma mesma ideia: o outro, quando não permitimos, não pode nos afetar.

Mesmo que sejamos nós mesmos os responsáveis pelo que fazem conosco, somos também responsáveis por mudar isso – o outro seria apenas uma espécie de “alerta” para que fiquemos atentos que há memórias em nós que precisam ser purificadas.

Portanto, acredito que uma proposta deve ser adicionada à outra: devemos purificar nossas memórias e não devemos levar nada para o lado pessoal.

Dessa forma, vamos trilhando um caminho de paz interna que começa pela aceitação do outro da forma como ele é – o que vai refletir na aceitação de sermos quem somos. E a “autoaceitação”, o “amor-próprio” e a segurança de não sermos rejeitados (por nós mesmos inicialmente) nos permite trilhar um caminho cada vez mais seguro para a felicidade.

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Em breve, escreverei sobre os 2 últimos compromissos e sobre como assumir todos eles pode mudar as nossas vidas.

Aguardem!

  • Leticia Vidigal

    Leticia Vidigal

    Pedagoga, escritora e facilitadora de Ho'oponopono
    [email protected](31) 99152-6843@hooponoponoanjos@HooponoponoAnjoshooponoponoanjos

    Letícia Vidigal é pedagoga, escritora e facilitadora de Ho'oponopono, com mais de 20 anos de experiência na área da educação. Ao longo de sua trajetória, atuou como professora, coordenadora pedagógica, gestora e, mais recentemente, na gestão de projetos educacionais e sociais.

    Seu encontro com o Ho'oponopono começou a partir das conhecidas frases “sinto muito, me perdoe, te amo e sou grata”. O interesse despertado por elas a levou a pesquisar e estudar a prática em uma época em que o tema ainda era pouco difundido no Brasil.

    Sua primeira leitura foi “Limite Zero”, de Joe Vitale. Em 2015, participou do curso online Zero Limits, com Joe Vitale e Dr. Hew Len, e posteriormente aprofundou seus estudos em formações internacionais promovidas pelo IZI LLC, Pacifica Seminars e Global Science Foundation.

    É autora do Oráculo Ho'oponopono, ilustrado por sua sobrinha Marie Amorim, além de produzir conteúdos, e-books e textos sobre Ho'oponopono, espiritualidade, autoconhecimento e experiências da vida.

    Aos 50 anos, também passou a direcionar sua escrita para temas relacionados à maturidade, aos recomeços e às transformações que acontecem quando aprendemos a olhar para nossa própria história não apenas como passado, mas como ferramenta para construir aquilo que ainda desejamos viver.