Autoconhecimento Coaching

Os quatro tipos de perfil DISC

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Se você precisa de alguém que bata o prego na parede, o indivíduo que tiver um martelo será o mais indicado. Cada ferramenta tem a sua utilidade de acordo com a ocasião, portanto todas são igualmente importantes. A maior tolice é colocar o martelo, o serrote, a chave de fenda e o alicate para executarem a tarefa de bater o prego, cobrando que todos executem a ação com a mesma eficácia. As outras ferramentas terão um desempenho ruim e os proprietários delas se sentirão inferiorizados ao dono do martelo. O erro, na verdade, é daquele que colocou as vocações diferentes, porém igualmente valiosas, para realizarem uma mesma atividade e cobrar delas o mesmo resultado.

Esse tipo de pensamento é muito comum no mercado de trabalho. O Departamento de Recursos Humanos faz a seleção e o trabalhador não corresponde às expectativas ainda no período de experiência. “Aaaaah, mas ele era muito ruim. Não sabia fazer nada”, está aí um pensamento comum, mas na verdade quem pode ter sido ruim foi a pessoa que selecionou esse indivíduo e o colocou para desempenhar uma função diferente da sua vocação.

Procurando adequar as funções para aqueles que se sentem melhor para desempenhá-las, as empresas têm utilizado a metodologia DISC para determinar o perfil de cada funcionário. DISC representa as iniciais de cada um dos quatro tipos de perfis: dominância, influência, estabilidade e conformidade. O autor da teoria é do psicólogo William Moulton Marston e o objetivo da metodologia é examinar o comportamento dos indivíduos em um determinado ambiente.

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Todos nós temos variados graus dos quatro perfis dentro da gente, segundo a teoria. Nenhum é melhor ou pior do que o outro, porém cada um dos tipos acaba sendo mais adequado para uma determinada de situação.

A dominância indica que são pessoas ativas ao lidar com problemas e desafios, costumando ser diretas, exigentes e determinadas em seus objetivos.

Já a influência tem relação com os indivíduos que utilizam o poder da comunicação, gostam de conversar e sabem persuadir de forma amistosa ao próximo.

O fator estabilidade está presente em pessoas que buscam a segurança e não gostam de mudanças súbitas. Costumam ser pessoas pacientes, gentis e calmas.

Por fim, a conformidade é a valorização das regras, regulamentos e estruturas. São pessoas disciplinadas, precisas e analíticas, que buscam o perfeccionismo.

Uma pessoa, por exemplo, com alto índice de estabilidade e baixo de dominância tende a se estressar atuando em cargos de chefia. Enquanto alguém com alta dominância e baixa estabilidade pode ter dificuldades para acatar ordens. Obviamente, como tudo relacionado com a mente humana, é muito relativo, sem falar que você pode treinar para dosar os perfis dentro de você para cada uma das situações. Se os perfis são ferramentas, metaforicamente você é um “canivete-suíço”, mas que alguns dispositivos estão mais fáceis de utilizar do que outros. Tudo está dentro de você, basta se aperfeiçoar e evoluir.


  • Texto escrito por Diego Rennan da Equipe Eu Sem Fronteiras

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