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Dicas para ter mais Inteligência Emocional no trabalho

Vista aérea de uma reunião de trabalho
fauxels / Pexels
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Inteligência, segundo o dicionário Oxford Languages, é a capacidade de “conhecer, compreender e aprender”. Essa palavra normalmente é usada para se referir a acúmulo de conhecimento, mas você sabia que existe a inteligência emocional?

Assim como o mundo tem muito que podemos conhecer, compreender e aprender, internamente também há um universo de conhecimento que é essencial para que possamos entender quem somos e qual é a melhor forma de agir diante dos acontecimentos da vida — e do ambiente de trabalho.

O que é inteligência emocional?

Inteligência emocional é um conceito moderno e, portanto, sem uma definição absoluta já estabelecida. Normalmente, inteligência emocional se refere à capacidade de administrar suas próprias emoções e usá-las a seu favor, não se deixando conduzir por ela. Além disso, inclui o conceito de empatia, isto é, de se importar com o próximo e compreender as emoções dele.

Aquele que tem inteligência emocional e se preocupa em desenvolvê-la consegue sentir, pensar e agir de forma mais consciente e inteligente, em conformidade com aquilo que deseja para si, porque está no controle de suas emoções, não sendo controlado por elas.

Além disso, ao desenvolver a inteligência emocional, tornamo-nos mais capazes de lidar com situações como traumas, decepções e frustrações, que podem ir se acumulando na vida e nublando o nosso caminho e a percepção de quem somos, possivelmente causando doenças como depressão, transtorno de ansiedade, síndrome do pânico, entre outras.

Mulher pulando de alegria
fauxels / Pexels

Alguns psicólogos definem 5 pilares que estruturam o que é a inteligência emocional. São eles:

• Foco: é a capacidade de focar os aspectos positivos de uma pessoa, de uma situação ou de si mesmo ou de, pelo menos, ignorar os negativos e o pessimismo que vem com ele.

• Autorresponsabilidade: é a habilidade de assumir sua parcela de culpa ou de mérito em todas as vitórias e fracassos da vida, sem absorver muita culpa pelo que aconteceu de ruim ou orgulho pelo que aconteceu de bom.

• Percepção de emoções: é a capacidade de reconhecer suas emoções, as origens delas e os impactos que elas têm nas suas ações.

• Gerenciamento de emoções: define a maneira como você lida com os seus sentimentos, emoções e pensamentos e a sua capacidade de administrá-los e de não ser conduzido por eles.

• Ação: somente por meio de ações é possível lidar com sentimentos negativos, tais como medo, raiva e tristeza, ou buscar os sentimentos positivos, tais como amor e felicidade.

Por que a inteligência emocional é importante para o nosso trabalho?

Inteligência emocional é extremamente importante em todos os setores da vida, tais como relacionamentos afetivos, convivência familiar e saúde financeira, mas é essencial na vida profissional, que é um pilar da nossa vida e que é responsável por prover os nossos ganhos financeiros e materiais, além, é claro, de trazer sentimentos de sucesso, realização e orgulho, por exemplo.

Se não soubermos administrar nossas emoções no ambiente de trabalho e o que sentimos em relação à nossa carreira e ao nosso sucesso (ou fracasso nela), é muito provável que não sejamos bons funcionários e colegas de trabalho, o que impedirá o avanço da nossa carreira.

Com base nos pilares da inteligência emocional citados no tópico anterior, vamos listar exemplos que demonstram de que forma a inteligência emocional é importante no trabalho.

• Foco: um funcionário pessimista e pouco confiante em si mesmo, na empresa, na equipe e nos colegas de trabalho certamente vai entregar resultados pífios e atrasará o desenvolvimento da companhia em que trabalha.

Mulher trabalhando em frente ao laptop
Andrea Piacquadio / Pexels

• Autorresponsabilidade: um funcionário que não consegue assumir sua parcela de culpa quando as coisas dão errado, sendo incapaz também de trabalhar para reverter esse infortúnio, será mal avaliado por seus superiores. Além disso, o funcionário que não consegue ver seu mérito e seu valor, então precisa a todo tempo ser validado pelos superiores, pela equipe ou pelos colegas, pode se tornar um estorvo no ambiente de trabalho.

• Percepção de emoções: um funcionário que não consegue entender onde e de que forma encontra prazer ou frustração nas tarefas do cotidiano do seu trabalho não conseguirá exercer suas funções adequadamente. Como essa capacidade envolve também a percepção das emoções dos outros, ele pode prejudicar as relações com a chefia, com a equipe e com os colegas, especialmente se acabar sendo inconveniente sem perceber.

• Gerenciamento de emoções: um funcionário que percebe, por exemplo, que fica frustrado quando é criticado pelo superior, mas não sabe o que fazer com esse sentimento de frustração, pode acabar sendo bastante ruim para o ambiente de trabalho.

• Ação: um funcionário que fique aprisionado, por exemplo, pelo medo de tentar algo novo, pela tristeza de um projeto frustrado ou pela raiva diante de uma crítica negativa, será um atraso para a empresa e não conseguirá desempenhar o seu papel adequadamente.

Dicas para desenvolver a inteligência emocional

1. Não seja um personagem no ambiente de trabalho. Seja você. É claro que é preciso ser cuidadoso com palavras e atitudes que não combinam com um ambiente profissional; mas, se você for você mesmo, os riscos de se descontrolar são menores.

2. Controle as suas emoções no ambiente de trabalho. Evite, por exemplo, chorar na frente de outras pessoas ou responder o chefe rispidamente, mas evite também gritar demais quando fica feliz ou promover algazarras, influenciando outros colegas, em momentos agradáveis.

3. Você é multitarefa? Se sim, se você consegue lidar com dezenas de atribuições ao mesmo tempo, vá em frente. Se, no entanto, você prefere fazer uma coisa de cada vez para não se estressar, comunique isso aos seus superiores e pegue leve.

4. Evite respostas vagas e que demonstrem irritação, tristeza ou desânimo: “eu não vou conseguir”, “não vai dar tempo”, “isso não vai dar certo”, “já falei que…”, etc. Em vez disso, ofereça explicações detalhadas. Exercite isso e deixará de ser impulsivo.

5. Se você confia o suficiente em algum colega, compartilhe os seus sentimentos relacionados ao trabalho com ele, mas nada de transformar isso em momento de fofoca, hein!

Mãos de colegas de trabalho juntas
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6. Evite situações desagradáveis e que te causem estresse. Você não bebe e não gosta de estar no bar? Explique e evite o happy hour. Você fica tenso quando os prazos apertam? Tente se planejar melhor e fazer as coisas com mais tempo. Enfim, pense em como evitar que as situações que te estressam sequer aconteçam.

7. Peça desculpas. Não importa a gravidade do seu erro, nem se foi com alguém inferior ou superior a você na hierarquia, mas cultive o hábito de se desculpar, porém faça isso sinceramente, tendo refletido de maneira séria a respeito do seu erro.

8. Faça pequenas reflexões a respeito de como você está se sentindo ao longo do seu expediente e, sempre que identificar sentimentos negativos ou que minam a sua produtividade, tente entender o que está causando essas emoções e como você pode combatê-las ou evitar que aconteçam.

9. Isso pode parecer impossível, mas tente deixar os problemas da vida pessoal do lado de fora do ambiente de trabalho. Não traga aquela briga com o marido ou a esposa como mau humor para o ambiente de trabalho, por exemplo. Tente separar sua postura profissional da sua vida pessoal.

10. Encare os seus medos, as suas dificuldades e os seus defeitos. Não fuja deles. Não finja que eles não existem. Encare-os e pense no que você precisa fazer para lidar com eles e superá-los. Uma tarefa que você não faz muito bem? Receio de não entregar o relatório perfeitamente? Identifique o seu medo e lute contra ele. Não corra da luta.

11. Sempre que se exceder, sentir que fracassou ou se afundar em sentimentos negativos, procure entender a origem disso tudo para combater o mal pela raiz.

12. Faça terapia. Converse sobre o seu trabalho nela, exponha suas insatisfações, seus orgulhos, seus medos e suas esperanças. Falar e compartilhar faz muito bem.

13. Não dedique sua vida ao trabalho. Pegue leve. Tenha momentos de lazer, tenha uma vida fora do ambiente de trabalho. Sua vida não pode se resumir a um currículo.

14. Mas também não negligencie sua carreira. Pense no futuro e se prepare para ele. Não se acomode e esteja sempre preparado para mudanças.

15. Tenha objetivos de longo prazo. Eles manterão a sua chama acesa diante das pequenas decepções e frustrações do dia a dia.

Inteligência emocional é, enfim, extremamente importante em todos os setores da vida, mas no trabalho pode ser a diferença entre um funcionário bem preparado para lidar com os desafios do dia a dia e um funcionário que não consegue enfrentar desafios, medos e tristezas. Cuide da sua mente e da sua inteligência emocional para ser cada vez mais feliz.

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