Autoconhecimento

Otimismo: causa ou consequência?

Geralmente, quando se pergunta o motivo de alguém ser pessimista é porque as coisas nunca dão certo a essa pessoa. “Nada nunca dá certo, por isso eu já acho que nada vai dar certo”, ou seja, o pessimismo acaba sendo uma reação aos acontecimentos indesejados. Mas e se, de fato, há uma relação entre as duas coisas, porém com a ação e reação invertidos? Invés dos fatos desagradáveis gerarem uma expectativa negativa, não é possível que a expectativa negativa possa resultar nos fatos desagradáveis?

Seguindo pela linha mais simplista dessa corrente de pensamento, tomamos por exemplo o vencedor do maior prêmio da loteria.O que determina a premiação de uma determinada pessoa em meio a um milhão de outros apostadores é a sorte. Porém, esse milhão de indivíduos que apostaram tem algo em comum: todos acreditaram que poderiam ser vencedores, agindo para que houvesse a possibilidade disso quando compram o bilhete de loteria.

Na vida não é diferente. O velho ditado de que a vida é uma “caixinha de surpresas” nada mais é do que um sinônimo metafórico de uma loteria. Realmente há uma série de ocorrências que, infelizmente, vão acontecer de ruim sem que a gente tenha o mínimo controle para poder evitar. Por mais que a gente faça tudo certo e siga rigorosamente um planejamento, há sempre a possibilidade de outros fatores atrapalharem tudo e o resultado não ocorrer da forma esperada. O ponto positivo disso é que vale também para o oposto, de coisas boas acontecerem e tudo se acertar de forma inesperada.

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Muitas vezes, a sorte está atrelada ao agir. Se você teve sorte foi porque você acreditou que poderia ter sorte. Da mesma forma que a sorte o beneficiou, o azar pode prejudicar amanhã. Só que quanto mais confiante você é para acreditar nas coisas boas, os acontecimentos desagradáveis vão causar um abalo cada vez menor pelo fato de que você vai ter a convicção que logo em seguida tudo pode melhorar. E quando melhorar, pode ficar ainda melhor em seguida, transformando toda a sua vida.

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Particularmente falando, eu não me defino como um otimista. Entre otimista ou pessimista, estou mais perto do otimismo. Ter um pouco de prudência para conter um otimismo desenfreado não é ruim, pois nos oferece uma estabilidade maior ao fixar nossos pés no chão. A cabeça deve estar nas nuvens, mas os pés sempre no chão. Assim como o dizia o fabuloso escritor Ariano Suassuna, entre pessimista ou otimista, prefiro ser um realista esperançoso.


  • Texto escrito por Diego Rennan da Equipe Eu Sem Fronteiras.

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