Autoconhecimento

Otimismo: causa ou consequência?

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras



Geralmente, quando se pergunta o motivo de alguém ser pessimista é porque as coisas nunca dão certo a essa pessoa. “Nada nunca dá certo, por isso eu já acho que nada vai dar certo”, ou seja, o pessimismo acaba sendo uma reação aos acontecimentos indesejados. Mas e se, de fato, há uma relação entre as duas coisas, porém com a ação e reação invertidos? Invés dos fatos desagradáveis gerarem uma expectativa negativa, não é possível que a expectativa negativa possa resultar nos fatos desagradáveis?

Seguindo pela linha mais simplista dessa corrente de pensamento, tomamos por exemplo o vencedor do maior prêmio da loteria.
O que determina a premiação de uma determinada pessoa em meio a um milhão de outros apostadores é a sorte. Porém, esse milhão de indivíduos que apostaram tem algo em comum: todos acreditaram que poderiam ser vencedores, agindo para que houvesse a possibilidade disso quando compram o bilhete de loteria.

Na vida não é diferente. O velho ditado de que a vida é uma “caixinha de surpresas” nada mais é do que um sinônimo metafórico de uma loteria. Realmente há uma série de ocorrências que, infelizmente, vão acontecer de ruim sem que a gente tenha o mínimo controle para poder evitar. Por mais que a gente faça tudo certo e siga rigorosamente um planejamento, há sempre a possibilidade de outros fatores atrapalharem tudo e o resultado não ocorrer da forma esperada. O ponto positivo disso é que vale também para o oposto, de coisas boas acontecerem e tudo se acertar de forma inesperada.

shutterstock_115871620Muitas vezes, a sorte está atrelada ao agir. Se você teve sorte foi porque você acreditou que poderia ter sorte. Da mesma forma que a sorte o beneficiou, o azar pode prejudicar amanhã. Só que quanto mais confiante você é para acreditar nas coisas boas, os acontecimentos desagradáveis vão causar um abalo cada vez menor pelo fato de que você vai ter a convicção que logo em seguida tudo pode melhorar. E quando melhorar, pode ficar ainda melhor em seguida, transformando toda a sua vida.

Particularmente falando, eu não me defino como um otimista. Entre otimista ou pessimista, estou mais perto do otimismo. Ter um pouco de prudência para conter um otimismo desenfreado não é ruim, pois nos oferece uma estabilidade maior ao fixar nossos pés no chão. A cabeça deve estar nas nuvens, mas os pés sempre no chão. Assim como o dizia o fabuloso escritor Ariano Suassuna, entre pessimista ou otimista, prefiro ser um realista esperançoso.


  • Texto escrito por Diego Rennan da Equipe Eu Sem Fronteiras.

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