Convivendo Parapsicologia Parapsicologia Clínica

Parapsicologia e fenômenos paranormais

Carlos Pompeu
Escrito por Carlos Pompeu
A parapsicologia já foi um assunto de interesse da segurança dos Estados Unidos, os americanos, de forma oficial, ficaram impressionados, afinal esses relatos são tão antigos quanto a civilização humana, quando fenômenos da natureza como trovões eram tratados como a manifestação dos deuses ou quando se faziam cultos aos mortos por xamãs em tribos ancestrais.

Durantes séculos essas lendas e mitos foram tratados como fantasia, superstições e crenças sem sentido de povos primitivos. Como a maioria dos cientistas e médicos, o suíço Carl Gustav Jung chegou a pensar assim, mas após vinte anos de estudos, chegou à outra conclusão, que havia uma lógica, que não tinha origem religiosa, mas tratava-se de dons psíquicos da mente humana.

A Guerra Fria, conflito surgido após a Segunda Guerra, provocou uma disputa entre os americanos e soviéticos, que levou alguns avanços científicos, como a corrida espacial, iniciada pelos russos que colocam em órbita da Terra, o Sputnik, o primeiro satélite artificial, também deram início aos estudos que nos levaram até a internet.

Talvez por serem uma nação mais antiga, na Rússia, já existiam histórias sobre artes adivinhatórias, premonições e muitos relatos sobre magia, com figuras como Rasputin que aumentaram a curiosidade a respeito de fenômenos que não eram explicados pela ciência.

Apesar de nascida na Rússia, Helena Blavatsky, que escreveu “A Doutrina Secreta”, um clássico esotérico, revelando outra perspectiva, do ponto de vista espiritual, recebida pelos Mahatmas, seres espirituais de origem humana, conhecidos como Irmãos mais velhos, como mestres da sabedoria espiritual, cujos ensinamentos, encontrados no templo do coração de cada ser humano, trazem a mensagem de Cristo.

Blavatsky, por sua vez, tinha dons psíquicos e buscou estudar na Índia, o orientalismo, termo usado para estudos orientais, e em outros países da Ásia, com os Mahatmas, os mestres ascensos, cuja a espiritualidade era desconhecida no mundo ocidental, cujo imaginário, era o judaico cristão, fortemente influenciado pelos egípcios e pelos tempos de cativeiro na Babilônia onde havia uma grande devoção por deuses da Pérsia e mais antigos da Suméria, onde teria sido inventado a escrita, que mais tarde foram tidos como abominações pelo profeta Eliseu, que era um adivinho, um profeta, assim, 2000 a.C., Marduk, era conhecido como o Deus Supremo da Babilônia e dos Quatro Cantos da Terra. Inclusive, sua divindade é citada no Código de Hamurabi, o famoso código legislativo da Antiguidade.

Esse mito também nos fala do sagrado feminino, de mudanças, que tiraram o empoderamento feminino por meio de uma batalha entre Marduk e Tiamat, da Suméria, considerada a deusa dragão do caos e das trevas, aliás uma briga política, vencida pelo patriarcado, pois na maioria dos cultos pagãos da antiguidade, as deusas eram tidas como criadoras do universo, como Sarasvati, no hinduísmo, além de outros nomes, devido ao politeísmo, o culto a uma única divindade surge na Pérsia, atual Irã, com Zoroastro, um profeta que introduziu concepções religiosas que tentaram desconstruir o sagrado feminino, a mão terra, passando incluir crenças como paraíso, ressurreição, depois banida juntamente com a gnose e a tese do juízo final, criando um mundo espiritual ocidental que viria ser dominados por religiões como judaísmo, cristianismo e islamismo. Dando a entender que religião é política e Fé se trata de espiritualidade.

Blavatsky surge no século XIX, mudando os paradigmas, ao mesmo tempo que Alan Kardec lança a filosofia do espiritismo, trazendo de volta a questão da reencarnação, a metempsicose, a conversa com os mortos.

No entanto, essas correntes de pensamento se distanciam, pois o espiritismo, que fazia apresentações públicas, atraindo um público significativo, tornou-se um circo, com a presença de charlatães, que simulavam truques, colocando em cheque os estudos teosóficos e jogando por terra a possibilidade dos fenômenos paranormais.

A mediunidade, então, passou a ser questionada por pessoas como o mágico Harry Houdini, um dos maiores ilusionistas da história, que começou a investigar as sessões e desvendar aqueles que se diziam detentores de poderes.

No entanto, apesar do escândalo, assuntos como a reencarnação, a metempsicose e dons psíquicos, como a clarividência, a telepatia, passaram a ser estudados em universidades, nos Estados Unidos, a partir de 1930.

Os estudos mostraram que haviam indícios, separando o aspecto sobrenatural do espiritismo que foi questionado por causa dos charlatões, passando a ser pesquisado por psicólogos, que evitavam iludir a boa fé pública, alcançando notoriedade aos estudos, os dons psíquicos da mente humana, os fenômenos paranormais, que passaram a ser pesquisados por cientistas, os parapsicólogos.

A Parapsicologia vem atuando na área da medicina, em diagnósticos.

Tanto que, nos anos 1970, o governo criou o Projeto Stargate que durou mais de 20 anos, apesar de desativado, os americanos comprovaram a existência desses fenômenos da mente humana, que não era mágica, tampouco atividade sobrenatural, mas que os seres humanos possuem faculdades mentais capazes de descobrir um submarino russo que estava sendo projetado no meio de um deserto. Hoje em dia, apesar do Projeto Stargate ter sido desativado pelo presidente Clinton, a Parapsicologia vem atuando na área da medicina, em diagnósticos, além de ter se tornado uma técnica de investigação policial utilizada pela CIA e pelo FBI, que utilizam paranormais e seus dons parapsicológicos, os poderes da mente, para desvendar assassinatos, encontrar crianças desaparecidas e casos de difícil solução.

Muitos parapsicólogos também atuam buscando áreas de mineração para empresas, assim como atendem investidores em busca de bons negócios. Apesar das histórias e lendas que beiram as fronteiras sobrenaturais, tidas na Bíblia como os anjos do Senhor que falavam aos profetas, depois com o espiritismo de Allan Kardec, no século XIX, com um novo ponto de vista de Blavatsky que aconselhava ter bom senso para tratar do assunto, a Parapsicologia ainda é vista como uma pseudociência que estuda fenômenos que não podem ser explicados.

 

Já a parapsicologia clínica, sessões em consultório, com um profissional, também serve como uma forma de terapia, hipnose, reprogramação mental, regressão da memória e outras práticas terapêuticas podem ajudar a resolver problemas e os mistérios contidos na mente humana.

Espero que esse breve texto seja uma pequena introdução para que você busque maiores informações por meio de pesquisas na internet e para vasta literatura que temos e poderá lhe oferecer uma concepção mais ampla sobre fenômenos paranormais, que não são atividades sobrenaturais, mas dons psíquicos, poderes da mente.

Sobre o autor

Carlos Pompeu

Carlos Pompeu

Carlos Pompeu, 46 anos, bacharel em Direito e formação em Letras, tendo sido redator publicitário e colunista em jornais e revistas, escreve em blogues, sobre entretenimento e cultura, na internet, sendo autor de livros virtuais de ficção, no qual adota o pseudônimo Boris de Pedra. Começou, ainda nos anos 1990, com esse nome artístico,”Boris”, em uma banda de Rock, na qual tocava baixo e cantava, além de compor as músicas e letras.

Já no século XXI, migrou para a Literatura, não tendo ainda nenhuma publicação, mas com a esperança de ter sua obra editada. No entanto, sabe que essa possibilidade encontra-se na formatação de um público leitor, o que vem fazendo, escrevendo na internet.

Atualmente tem suas atenções voltadas para a Terapia Holística, sendo sua especialidade o Reiki, com a graduação Nível III, o que o inspirou a escrever textos com a temática esotérica, que abordam a espiritualidade, pensamentos positivos e a autossugestão mental.

E-mail: [email protected]
Site: tecnocibernetico.wordpress.com/