Blog do Editor Convivendo

Regando a vida e a alma!

Plantas
Silvia Jara
Escrito por Silvia Jara
Sempre fui apaixonada pela terra, pelas plantas, pelas flores e um dos pensamentos que sempre esteve presente em minha mente foi:

“Nossa, quanto amor tem que ter uma pessoa para dispensar o ‘conforto’ de viver em cidades e viver em regiões agrícolas e plantar para pessoas que ela não conhece frutos que ela vai colher, mas não vai comer. Esse já é por si só um princípio de coletividade”. 

Pensava em todo o trabalho em condições diversas, como: chuva, sol, escassez de água, terrenos íngremes, etc. Quanta dedicação para plantar e servir aos outros. Mesmo que a atividade agrícola seja lucrativa, é uma atividade que demanda amor e muita dedicação.

Mexer com a terra é uma terapia para mim. Uma meditação. Enquanto estou com as plantas estou presente, imagino o todo envolvido desde a criação daquela planta específica até as propriedades que ela pode oferecer à nossa saúde física e emocional. Projeto o futuro dessa muda que se tornará planta. Ou, quanticamente, colapso o seu futuro. Amo o verde! Estar em contato com a terra me remete ao prazer mais simples, puro e rudimentar que um ser pode ter: estar em contato com a natureza, com a mãe de toda a vida. Me acalma, me ensina sobre paciência e sobre espera. Um broto precisa de tempo para florescer e crescer. Precisa da luz de cada manhã. É preciso compreender e respeitar o tempo de cada etapa, coisa que raramente fazemos com a nossa própria vida. Temos muito o que aprender por meio do cultivo de plantas.

Plantas

Converso com as minhas plantinhas, festejo pela chegada de uma flor, de um fruto. Agradeço porque elas dão para mim o seu melhor enquanto estou oferecendo o que há de melhor em mim. 
Há pouco tempo resolvi colocar em prática um antigo projeto que posterguei e nem sei o porquê. Tudo parecia muito complicado: terra, jardineira, manta de bidim, argila expandida, regar todos os dias, adubar, etc… Pura procrastinação! Pronto, comprei o material e, em um único final de semana, pendurei as jardineiras, montei os vasos e lá estavam: manjericão, salsinha, cebolinha, hortelã e alecrim, todos plantadinhos. Aos poucos estou ampliando a variedade de temperos e ervinhas. Algumas deram certo, outras não, mas estou insistindo na ideia.

Já fiz muitos pratos com as minhas cebolinhas (cheiro de casa de avó), muito molho com o manjericão (cheiro de alegria), sucos com a hortelã e almeirão refogado (o fígado agradece)… Em breve, teremos abacaxi, tomate cereja e alface.

Plantas

Nessas horas que eu vejo como nos distanciamos de nossa essência simples e ingênua, de lidar com a mãe terra de forma simples, amorosa, respeitosa e prazerosa. Como precisamos de poucas, verdadeiras e pequenas coisas para sermos felizes.

Qualquer cantinho serve! Uma prateleira, uma garrafa pet, uma soleira de janela, um raio de luz e muita vontade de fazer diferente. Experimente! Sua saúde agradece!


Você também pode gostar de outro artigo desta autora. Acesse:  Jardinagem como forma de terapia

 

Sobre o autor

Silvia Jara

Silvia Jara

Depois dos dois primeiros anos do Eu Sem Fronteiras, resolvemos atualizar nossas informações e isso foi um belo exercício de reflexão!
Nosso propósito sempre foi ajudar as pessoas na busca do autoconhecimento e eu, pessoalmente, não fiquei isenta disso.

Contato:
[email protected]

Em meu perfil anterior disse: “olhando para trás percebo que, em minha vida, as coisas sempre aconteceram de maneira fluida, sem muito planejamento, embora tenha verdadeira admiração pelo planejamento ‘das coisas'”. Hoje entendo que foi o foco no presente que me fez seguir o fluxo da vida em muitos momentos, sem me preocupar com o ontem ou com o amanhã. As coisas caminharam como deveriam ser.

Minha paixão pela publicidade se transformou na paixão por pessoas, comportamentos, sentimentos, atitudes e, principalmente, na capacidade e necessidade do ser humano de se comunicar, compartilhar e crescer. Minha formação acadêmica em Publicidade não mudou, mas minha formação humana tem sofrido diversas e importantes mudanças no sentido de compreender que sozinhos não chegaremos longe. Somos um sistema e como tal, precisamos uns dos outros.

Minha capacidade analítica e observadora, aplicada à Pesquisa Qualitativa de Mercado que, até então, me serviu para compreender o comportamento de consumo das pessoas e grupos, agora parece muito mais voltada a me compreender, a olhar para dentro de mim e buscar minha essência verdadeira. É praticamente impossível ficar ilesa, isolada e desconsiderar tantas informações e conteúdos com os quais lidamos no dia a dia de nossa redação.

Hoje entendo que o trabalho em áreas comerciais, marketing de empresas, agências de publicidade e a atuação em pesquisa de mercado estavam me preparando para esse mergulho no autoconhecimento. Nada é coincidência!

A curiosidade pelo mundo espiritual, pela meditação, pela metafísica, pela energia vital está se transformando em novos conhecimentos e práticas: Reiki, Apometria, Constelação Familiar, Thetahealing, PNL, EFT, Florais e tantas outras técnicas. Sigo acreditando que o questionamento, a busca de informação e a vivência me levarão a conhecer minha missão de vida, meus caminhos e minha plenitude.

Trabalhando no Eu Sem Fronteiras desde 2014, tenho aprendido muitas coisas, vivenciado outras tantas e não sei onde isso chegará! O que me importa é continuar nessa busca. É um caminho sem volta no qual o grande objetivo é aceitarmos que somos sujeitos de nossa própria vida, os únicos capazes de transformá-la.

Grande abraço e muita luz!