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Aplicativo que ajuda crianças autistas

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

O autismo é caracterizado por ser uma desordem no desenvolvimento de uma criança, já que costuma ficar mais evidente nos três primeiros anos de vida, comprometendo a interação social e as habilidades na comunicação.

Apesar das causas ainda serem desconhecidas, o problema atrai a atenção de diversos pesquisadores. Segundo pesquisas realizadas, uma criança tem cerca de 50% de chance de desenvolver o transtorno por conta da herança genética. Os outros 50% correspondem a fatores exógenos, como por exemplo, o ambiente em que a criança foi criada.

Em suma, ele afeta mais meninos do que as meninas, sendo de quatro até cinco vezes mais predispostos. Além disso, acredita-se que, quanto mais os pais tenham idade avançada, maior será a chance da criança desenvolver o transtorno até completarem três anos.

Crianças portadoras de autismo normalmente têm grande dificuldade na comunicação não verbal e verbal, na interação social e em brincar de faz de conta. Em geral, essas crianças podem ter o paladar, o olfato, a audição ou a visão sensíveis, tendem a demonstrar um apego do tipo anormal com objetos, fazem movimentos repetitivos com o corpo e, quando há uma mudança repentina na rotina, demonstrar uma alteração anormal em seu emocional.

Os sinais do autismo podem ser observados logo no primeiro ano de vida. Por isso, se o seu filho não conseguir falar nenhuma palavra até completar 16 meses, não gesticular ou balbuciar até os 12 meses, não imitar expressões da face ou sons até os 9 meses, não responder com expressão de felicidade ou com um sorriso até os seis meses ou ainda não conseguir formar frases utilizando ao menos duas palavras até os 24 meses, procure um médico. Apesar de não ter cura, um tratamento adequado e específico pode ajudar a criança no desenvolvimento de suas habilidades.

Pensando na evolução dessas crianças, um grupo de alunas de uma escola de São Caetano criou um aplicativo que ajuda crianças autistas e conquistaram o primeiro lugar do torneio voluntário e internacional Technovation, que tem como objetivo principal aumentar significativamente o número de meninas no mundo da programação.

A ideia do aplicativo é auxiliar crianças autistas no seu processo de aprendizado e ainda promover uma maior conscientização contra o preconceito.

E o seu funcionamento é bem simples. Quando a criança acessa pela primeira vez o aplicativo, escolhe um personagem. Ela até poderá modificar o nome dele, se desejar. No total, o MQMM apresenta três jogos. No Boas Maneiras, a criança autista aprende através da tomada de decisões o que é errado e o que é certo. Já o jogo Labirinto trabalha a coordenação motora e o senso de direção da criança. O objetivo principal é que a bolinha menor seja levada até a maior. No terceiro jogo, chamado de desenho livre, cada criança é livre para desenhar o que vier à mente, utilizando também uma paleta de cores. Se desejar apagar o que foi desenhado, basta mexer o aparelho, chacoalhar de um lado para o outro, o que faz com que ele também trabalhe a coordenação motora.

O aplicativo, que recebeu o nome de MQMM – Meu querido mundo mágico, já está disponível para download gratuito na loja virtual do Google Play.


Escrito por Flávia Faria da Equipe Eu Sem Fronteiras

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