Autoconhecimento Coaching

Prazer em estar solteiro

Nadya Prem
Escrito por Nadya Prem

Fomos criados em meio a valores socioculturais que por vezes nos impõem à escolhas e conclusões equivocadas, provocando estragos em nossa vida difíceis de serem reajustados.

Não faltam mulheres que dizem sofrer e sentir a autoestima baixa, simplesmente pelo fato de estarem solteiras ou por acreditarem que já passaram da idade de se casar. E homens que caem nas malhas do casamento por pura convenção e vivem, por anos, infelizes.

Que bom, pouco a pouco, as pessoas estão se abrindo para uma nova consciência e se libertando da prisão do preconceito e de condutas que não cabem à nossa felicidade.

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Ser solteiro pode ser maravilhoso!

Sentir prazer em estar em sua própria companhia, liberdade para ser o que é, não ter medo da solidão. Estar sozinho e não se sentir solitário.

Solto, isso é ser solteiro.

Sem ter que viver sob o jugo de normas ultrapassadas do certo e errado. Antigamente, havia um grande preconceito em relação aos solteiros. Se homem, diziam que era boêmio, malandro. Se mulher, era vista como uma pobre coitada, desprezada.

O índice de pessoas solteiras, principalmente nas grandes cidades pelo mundo, vem aumentando. Estamos aprendendo a ser solteiros ou estamos nos tornando egoístas e solitários?

Estar solteiro pode ser positivo ou não, dependendo do ponto de vista. Não pode ser sinônimo de intolerância, rigidez ou dificuldade de convivência. Se esse é o seu caso, você precisa começar a reverter a situação.

Você é feliz solteiro?

Se sim, então, não há problema, porque você não se sente sozinho. Porém, se você preferiria estar com alguém, se relacionando com um companheiro, então, vamos ter uma conversinha…

Primeiro, veja se está procurando a aprovação da sociedade. Você se importa com o que as pessoas pensam sobre sua condição de solteiro? Seja sincero com você mesmo…

Depois, observe a sua responsabilidade por suas escolhas e por seu comportamento nos relacionamentos. Será que você tem exigido demais de si e de seus parceiros?

O que tem movido suas relações?

Tem gente que começa uma relação já pensando no casamento. Não vivem o momento presente. Estão mais preocupadas em avaliar se o outro é um “bom partido”, como dizia minha avó.

Você tem corrido atrás de relacionamentos, deixando qualquer um entrar em sua vida, por medo da solidão?

Relacionar-se com alguém não é uma obrigação, deve ser um prazer. Algumas pessoas preferem se manter solteiras, preservando sua individualidade em certos aspectos. Sentem-se completas, não dependem do outro para preencher algum vazio existencial.

É muito bom ter alguém juntinho, dormindo em posição de conchinha, mas pode ser melhor ainda ter a cama todinha para você se espalhar, principalmente no dias de verão.

Sim, vivemos ciclos, como a natureza tem suas estações. Se agora você está solteiro, quem sabe o amanhã?

Compartilhar não significa ter que dormir na mesma cama, xeretar as mensagens do outro no Facebook e Whatsapp ou casar na igreja e no civil.

Conviver com o outro não é fácil, mas ainda mais difícil é conviver com você mesmo. Tem pessoas que nunca estão sozinhas, que buscam compromissos e encontros o tempo todo. Não porque querem, verdadeiramente, compartilhar com alguém, mas porque não conseguem viver com elas mesmas.

Ser solteiro é bom demais quando você compreende que não há nada de errado nisto. É um modo de vida que não extingue a pessoa de relações saudáveis, amigáveis ou mais apimentadas.

Fazemos parte da Grande Família Universal e jamais estaremos sozinhos, seja na felicidade ou na tristeza, na saúde ou na doença, amante ou namorado, solteiro ou casado.

Namastê!

Sobre o autor

Nadya Prem

Nadya Prem

Formada em Administração de Empresas e Gestão de Recursos Humanos, Técnica em Naturopatia, Acupunturista. Estudiosa e pesquisadora dos estados alterados de consciência, mediunidade e psicopatologias. Unindo ciência e espiritualidade, desenvolvi junto aos meus guias a ORIENTTI (Orientação Terapêutica Transpessoal Integrativa). Há mais de 30 anos de atuação na esfera transpessoal, médium ostensiva de incorporação e cura, desde a adolescência, buscadora do entendimento e desenvolvimento transpessoal. Atendimento presencial em São Paulo e Itupeva e a distância por skype ou e‐mail. Para mais informações sobre orientação e terapia, agendamento e valores, envie um e‐mail.

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