Convivendo

Primata mais antigo

Pessoa limpando fóssil.
microgen / 123rf
Escrito por Nilton C. Moreira

Nos sedimentos da costa do Mississippi, surgiu fóssil de um animal de 55.8 milhões de anos, o primata conhecido mais antigo a habitar a América do Norte. É uma criatura adulta semelhante a um macaco e que pesa não mais que 30 gramas. É difícil de imaginar que os pequenos primatas dessa espécie foram capazes de migrar para esse continente desde seu habitat na Ásia. O planeta, naquela época, era muito mais quente, apresentando condições tropicais e subtropicais em todas as regiões, enquanto os continentes se separavam.

Por gerações incontáveis, os primatas que vivem em árvores lentamente cruzaram para a América pela Sibéria, presumivelmente através do estreito de Bering, quando ele estava, provavelmente, densamente arborizado. Alguns primatas aparentemente continuaram na Groenlândia e na Escócia, elos conectando a Europa em um tempo de baixos níveis oceânicos. Essa nova reconstrução da dispersão dos primatas, a ordem de mamíferos que inclui humanos e macacos, parte de uma análise de um fóssil de primata descoberto em 2001, perto da cidade de Meridian, Mississippi. A identificação e o significado da nova espécie foram divulgados na revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences.

Fóssil de dinossauro.
Jon Butterworth / Unsplash

K. Christopher Beard, paleontólogo do Carnegie Museum of Natural History, em Pittsburgh, escreveu que a espécie, Teilhardina magnoliana, é mais antiga e mais primitiva que os outros primatas já encontrados na América do Norte e na Europa. Ela é pelo menos 100 mil anos mais velha que os espécimes encontrados na bacia Big Horn de Wyoming e na Bélgica. O gênero ostenta o nome de Pierre Teilhard de Chardin, jesuíta e paleontólogo francês que passou anos estudando fósseis na China. Magnoliana é uma referência ao Mississippi, Estado da magnólia. “Esse primata é um cara pequenino”, disse Beard, em entrevista.

O menor primata vivo é o lêmure camundongo pigmeu, aproximadamente do mesmo tamanho. No início, todos os primatas eram pequenos. Esse do Mississippi, disse Beard, provavelmente parecia com um pequeno macaco. Cientistas teorizam que o gênero Teilhardina não está longe do ancestral comum entre os tarsius, pequenos primatas asiáticos, e os macacos.

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Certamente a descoberta proporciona à ciência fixar tempos e datas quanto à aparição do homem no Planeta, pois teorias de estudiosos afirmam que o homem tem um ancestral comum com macaco, mas devemos entender isso em relação ao corpo carnal, pois somos o princípio inteligente do Universo, espírito Criado independentemente do corpo material, cujas raças foram, nos primórdios, fixadas, e o macaco da época continua o mesmo macaco de hoje. Já o espírito que habita o corpo do homem evolui a cada reencarnação. Portanto o homem propriamente não desceu da árvore e evoluiu. Lembremos: “O que é da carne é carne; o que é do espírito é espírito”.

Sobre o autor

Nilton C. Moreira

Policial Civil, natural de Pelotas, nascido em 20 de maio de 1952, com formação em Eletrônica, residente em Redentora (RS), religião Espírita, casado.
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