Crudivorismo (comida viva) Nutrição

Crudivorismo: a dieta dos alimentos crus

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Escrito por Eu Sem Fronteiras
O hábito de cozinhar alimentos é relativamente novo. Segundo alguns estudiosos, a raça humana só começou a utilizar o fogo com essa finalidade há cerca de 10 mil anos. Sendo assim, antes disso, tudo era consumido como de fato está na natureza: cru.

E essa é a premissa de uma doutrina alimentar ainda pouco conhecida no Brasil, mas muito comum em várias partes do mundo: o Crudivorismo. “É uma dieta baseada na ingestão de grãos germinados, sementes, oleaginosas, brotos, frutas e verduras em suas formas naturais, ou seja, cruas, explica Eduardo Corassa, escritor, palestrante e consultor, especializado em Higienismo pela University of Natural Health.

Os alimentos crus mantêm os nutrientes que são normalmente destruídos ou modificados durante o processo de cozimento. As vitaminas, proteínas e gorduras são sensíveis ao calor por serem destruídas ou inativadas, sofrerem desnaturação e oxidação durante o aquecimento. Ao elevar a temperatura de certos alimentos ainda é possível potencializar agrotóxicos ou outros elementos cancerígenos, que não estava presentes anteriormente ao cozimento.

Vertentes

Embora a maioria das pessoas não saiba, existem diversas abordagens do Crudivorismo. Duas das mais comuns são: a Alimentação Viva e o Crudivorismo Vegano hipo-lipídico ou Frugivorismo.

A Alimentação Viva é a mais conhecida e divulgada e se baseia na germinação de grãos e sementes, que tenta recriar a culinária cozida à qual os seres humanos estão acostumados, até mesmo com uso moderado de alguns temperos como o azeite. Já o Frugivorismo se baseia somente em frutas e vegetais, com uma adição de pequenas quantidades de sementes e oleaginosas em seu estado fresco e ‘in natura’, como a natureza os oferece.

“Nenhum outro animal na natureza altera quimicamente seu alimento pelo processo do cozimento, e cada raça é adaptada fisiológica e anatomicamente para a obtenção e a ingestão de sua alimentação específica. Nós, seres humanos, somos classificados como primatas antropoides, que são animais frugívoros, ou seja, vivem primariamente de frutas e vegetais, possibilitando assim a prática do Frugivorismo”, completa Eduardo Corassa, que há mais de sete anos vive em uma dieta exclusivamente crua de frutas e vegetais.

Benefícios

shutterstock_256902601-2Em seus artigos e livros, Eduardo Corassa enumera diversos benefícios na saúde de uma pessoa que se torna crudívora e adota um estilo de vida saudável. Confira alguns deles:

* Clareza mental, mais disposição e melhor rendimento no dia a dia, uma menor necessidade de sono, melhorias no desempenho atlético, manutenção do peso ideal, se ver livre de alergias, febres ou outros tipos de doenças e sintomas agudos, e diminuição ou mesmo reversão de doenças crônicas de longa data.

* O fato de não se perder mais tempo na cozinha cozinhando, lavando panelas, etc. também se torna um grande atrativo. Como também a grande redução na poluição, pois, por não haver mais o consumo de produtos industrializados, o único “lixo” criado é o orgânico, o que se encaixa perfeitamente na categoria de uma vida sustentável e com os princípios da natureza.

* Outros fatores são a economia e a simplicidade, pois produtos como frutas e vegetais são mais baratos e acessíveis a todos.

Como se tornar crudívoro

De acordo com Corassa, a fórmula para ser bem sucedido em uma dieta crua é comer em maior quantidade. “Muita gente costuma dizer que frutas não sustentam. Mas, o que temos que compreender é que frutas e vegetais são alimentos de baixa densidade calórica. Um exemplo: você precisa comer quatro vezes mais banana do que precisaria de arroz para suprir suas necessidades calóricas”. E completa. “É necessário estudar e adequar questões nutricionais antes de iniciar uma dieta crudívora. As obras do meu mentor – o pai do movimento do Crudivorismo, Frugivorismo e Nutrição Crua no mundo, Dr. Douglas Graham – são ótimas para quem quer aderir à doutrina de forma eficiente”.

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