Autoconhecimento Consciência Aplicada Espiritualidade

Quando o discurso não sustenta o cuidado

Imagem de uma mulher à frente de um microfone, simbolizando o conceito de: quando o discurso não sustenta o cuidado.
Karola G / Pexels / Canva
Escrito por Merikol Duarte

Há pausas que não são escolha, mas necessidade. Quando discurso e prática não caminham juntos, relações e ambientes adoecem em silêncio. Consciência, espiritualidade e autoconhecimento só existem quando se manifestam em escuta, presença, coerência e responsabilidade no encontro com o outro.

Há momentos em que o corpo pede pausa antes que a alma se rompa. E, quando isso acontece, não se trata de fraqueza, trata-se de escuta.

O adoecimento emocional raramente surge do nada. Ele se constrói aos poucos, entre silêncios, excessos, exigências e a dificuldade de reconhecer os próprios limites. Em algum ponto do caminho, parar deixa de ser escolha e passa a ser necessidade.

Vivemos uma era em que palavras como consciência, propósito, espiritualidade e autoconhecimento estão cada vez mais presentes nos ambientes de trabalho. Isso, por si só, é um sinal de avanço. No entanto, existe uma diferença profunda entre falar sobre consciência e viver a consciência nas relações.

A verdadeira espiritualidade não se revela nos discursos, nem nos símbolos, tampouco nas práticas que exibimos ao mundo. Ela se manifesta na forma como lidamos com o outro, especialmente quando o outro está vulnerável.

Liderar, conviver e trabalhar em conjunto são atos profundamente humanos. Exigem presença, escuta, maturidade emocional e responsabilidade. Não basta conhecer conceitos elevados se, na prática, não sabemos acolher, comunicar ou sustentar processos delicados com respeito e clareza.

Existe um ponto importante que precisa ser dito com honestidade e amor: espiritualidade não substitui preparo emocional. Autoconhecimento não é personagem. Consciência não é estética, é prática cotidiana.

Imagem de três mulheres sentadas em suas mesas de trabalho. Todas estão na frente do computador e ao telefone.
Annastills / Canva

Ambientes profissionais também são espaços de troca energética, emocional e simbólica. Eles podem nutrir ou adoecer, expandir ou contrair. Quando não há coerência entre discurso e ação, algo se rompe silenciosamente dentro das pessoas.

Toda experiência carrega um convite. Algumas chegam como conforto. Outras, como ruptura. Ambas têm potencial de transformação quando acolhidas com verdade.

Transformar vivências desafiadoras em aprendizado é um caminho de maturidade e escolha consciente. É reconhecer que dor não precisa se tornar amargura, mas pode se tornar serviço, propósito e contribuição.

Hoje, escolho seguir ampliando esse diálogo por meio do meu trabalho, criando espaços de escuta, reflexão e reconexão, individuais e coletivos, para que pessoas e organizações possam se relacionar com mais presença, humanidade e responsabilidade emocional.

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Que possamos lembrar que consciência não se proclama.
Consciência se pratica.
E começa sempre no encontro com o outro.

Se este texto ressoou em você, talvez seja um convite para olhar com mais gentileza para si, para suas relações e para os ambientes que você constrói ou habita.

Sigo disponível para quem deseja caminhar com mais verdade, presença e sentido.

Sobre o autor

Merikol Duarte

Merikol Duarte é executiva, mentora e produtora, com mais de 30 anos de trajetória profissional e mais de 20 anos de atuação em produção e gestão de eventos nos contextos corporativo, cultural e institucional.

Construiu carreira em posições de coordenação, gerência e liderança, com forte experiência prática em Marketing, Comunicação, Planejamento, Gestão de Projetos e Desenvolvimento de Pessoas, destacando-se pela capacidade de estruturar estratégias, conduzir processos complexos e integrar visão de negócio com cultura organizacional.

É formada em Pedagogia e possui formações e estudos continuados em Programação Neurolinguística (PNL), Comunicação Não Violenta (CNV), Yoga, Mindfulness, Reiki e práticas integrativas, que ampliam sua atuação com uma abordagem sistêmica, ética e humanizada da liderança.

É coautora do livro Propósito, que teve pré-lançamento na Bienal do Livro de São Paulo, obra que aborda consciência, escolhas e liderança com sentido no mundo contemporâneo.

É cofundadora da Regenera Consulting, onde atua no desenho e condução de programas de mentoria executiva, desenvolvimento de lideranças, cultura organizacional e gestão de riscos psicossociais, apoiando empresas e líderes na construção de ambientes mais saudáveis, estratégicos e sustentáveis. Também é cofundadora da Em Pulso, iniciativa voltada à criação de projetos autorais e experiências estratégicas de desenvolvimento humano.

Atua como mentora de líderes, mulheres executivas e profissionais em transição, em processos individuais e em grupo que integram visão estratégica, comunicação, presença, tomada de decisão e alinhamento com propósito.

Seu trabalho está na intersecção entre governança, humanidade e futuro, com uma atuação madura, autoral e alinhada aos desafios da liderança contemporânea.

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