Autoconhecimento

Que remédio você toma?

Juliana Meyer Luzio
Escrito por Juliana Meyer Luzio

Quais são seus melhores remédios? 

Os meus são: natureza, música, dança e arte! 

Não há mau humor, irritação, desânimo, cansaço, desesperança, falta de horizonte, crises existenciais, problemas reais, doença, dores, desamores… Enfim, a lista de dissabores e doenças pode ser imensa, mas nada resiste ao belo da natureza, da música, da dança e da arte, pelo menos para mim!

Você já sabe quais coisas te alimentam, te curam e te levam embora de qualquer lugar ruim? Se sim, em qual dosagem você faz uso? Se ainda não sabe ou nunca pensou que existem remédios desse tipo, que têm esse poder avassalador, pois fica a dica: descubra, use e abuse!

Normalmente, são coisas simples, de fácil acesso e que justamente por isso não são valorizadas. São coringas que temos na manga, mas como aprendemos que é preciso sofrer, cá estamos eternos sofredores.

Desconstrua esse princípio, tire suas cartas da manga e permita-se momentos frequentes de estar bem! Descortine o belo que há em seu dia a dia e perceba sua força atuando em seu corpo e pensamentos.

Certa vez eu precisei ficar uns dias isolada em um quarto de chumbo para terminar um tratamento difícil e me lembro que no terceiro dia de internação, quando a médica pôde entrar no quarto, lá estava eu cantando e sorrindo ao som de Bethânia. Ela de longe, porque não podia se aproximar, perguntou como eu estava e estranhou a minha cantoria e sorriso. Afinal, radioterapia não é legal. De fato, não é mesmo! E é claro que eu passei por momentos chatos, mas me lembro de ter aproveitado muitas horas desses dias de isolamento para ver e ouvir os meus remédios ao invés de somente me acamar e adoecer mais.

Este texto será assim, curto, porque acho que remédio precisa ser assim, em doses homeopáticas, porém frequentes! E quero encerrá-lo mostrando o remédio que me fez querer escrevê-lo:

A Idade do Céu – Paulinho Moska

Não somos mais

Que uma gota de luz

Uma estrela que cai

Uma fagulha tão só

Na idade do céu

Não somos o

Que queríamos ser

Somos um breve pulsar

Em um silêncio antigo

Com a idade do céu

Calma!

Tudo está em calma

Deixe que o beijo dure

Deixe que o tempo cure

Deixe que a alma

Tenha a mesma idade

Que a idade do céu

Não somos mais

Que um punhado de mar

Uma piada de Deus

Um capricho do sol

No jardim do céu

Não damos pé

Entre tanto tic-tac

Entre tanto Big Bang

Somos um grão de sal

No mar do céu

Calma!

Tudo está em calma

Deixe que o beijo dure

Deixe que o tempo cure

Deixe que a alma

Tenha a mesma idade

Que a idade do céu

A mesma idade

Que a idade do céu

Sobre o autor

Juliana Meyer Luzio

Juliana Meyer Luzio

Terapeuta que constrói sua clínica através de um espaço que integra fala, consciência corporal e quietude, tornando possível uma reconexão com o que há de belo, delicado e muito forte em nós - nossa saúde.

Formada em Psicologia, Psicanálise, Terapia de Integração Craniossacral, Transmutation Therapy, entre outros, está sempre em busca de conhecimentos que agreguem, em seu dia-a-dia maneiras, diferentes de olhar a vida.

Atualmente, além de sua clínica, lançou a Îandé, onde tem se dedicado à arte de criar e costurar produtos exclusivos e cheios de carinho.

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