Autoconhecimento Comportamento

Resiliência: nossa capacidade de sobrevivência e de reinvenção

Homem contente comemorando com os punhos fechados
Bruce Mars / Pexels / Canva

RESILIÊNCIA:
substantivo feminino

1. FÍSICA
Propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica.

2. FIGURADO (SENTIDO) • FIGURADAMENTE
Capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças.

Origem
⊙ ETIM ing. Resilience, ‘elasticidade’

O significado do dicionário já nos diz tudo: ser resiliente, ser moldável às vicissitudes, poder ir ao “fundo do poço” e submergir, poder sofrer e se restabelecer. Quanto não precisamos dessa competência?! Os tempos atuais nos submetem a diversas provas de força, não? Mas como podemos adquirir resiliência no dia a dia?

Ser resiliente não significa ser tolo. Não podemos, quando nos ferem, permitir seguidas humilhações. É preciso estabelecer limites àqueles que tendem a nos magoar. Somos pacíficos, somos inteligentes, somos caridosos e perdoamos, mas não seremos frágeis a ponto de que, seguidamente, passem por cima dos nossos sentimentos. Isso é inteligência emocional e instinto de preservação. Nosso “eu” vem em primeiro lugar. A pessoa mais importante da sua vida é você mesmo! Não permita que te destruam.

Mulher com os braços erguidos subindo a montanha
Monica Silvestre / Canva


Isso também não significa que, a cada mágoa, você deva revidar. A resiliência está aí: você pode até ser atormentado, mas você não vai retrucar na mesma moeda. Porque isso é errado, entende? O Universo, Deus, como quer que chame, sabe que você sofreu e que alguém agiu de forma errada com você. OK, paciência, sigamos em frente! Você será consolado e vai superar. Revidar só te tornará igual àquele que te ofendeu. E isso não é legal.

Outro ponto: Se angustiar faz parte! A vida não é fácil, são lições diárias. A gente se aflige, a gente aprende, a gente dá risadas e é feliz, também. Então, já diziam nossas vovós, a cada dia, basta o seu mal. Não se apoquente! Não sofra em demasia! Chore quando precisar chorar, peça colo, mas respire, em seguida, levante a cabeça e, “borá lá!”. A mais genuína resiliência estará aí… No sentir, mas continuar. Os sentimentos precisam ser “sentidos”. Mas chorar e se deixar afundar na sua poça de lágrimas, só te levará para baixo, e queremos ir sempre ao alto, à frente.

Assim, ser resiliente é encontrar, em cada dia, um motivo para sorrir. Soou como clichê, não? Mas é a pura realidade. Não há vitória sem superação de obstáculos. Quem tenta, poderá conseguir, quem não tentou, já perdeu a chance… Moldar-se às situações difíceis, como a água do rio, que contorna as barreiras, é a grande resposta. Ser, como o bambu, resistente, envergar, sem quebrar, pode ser nossa máxima. Isenta de sofrimentos, nossa vida não será; façamos dos momentos bons e dos ruins, nossos melhores momentos, nossa vida leve, de aprendizados

Sobre o autor

Caroline Gonçalves Chaves

Sou pedagoga formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e especialista em psicopedagogia e TICs, também pela UFRGS. Como educadora, atuei na educação infantil e na educação de jovens e adultos (EJA). Sempre gostei de escrever, e nos últimos anos tenho me aventurado à escrita de contos infantis (meu primeiro livro, "Dorminhoca", foi lançado em 2019). Tenho afinidade, ainda, por temas como direitos dos animais, abolicionismo animal e veganismo, por acreditar que os animais não humanos são merecedores de respeito e possuem direitos como os animais humanos – eles são nossos irmãos nesta caminhada de evolução. Sou também estudante do espiritismo kardecista, trabalhando em uma sociedade espírita da minha região.

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Site: patasdadas.com.br
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Livro: autografia.com.br/?s=dorminhoca