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Retirar as crianças da rua oferecendo atividades e novas oportunidades

Silvia Jara
Escrito por Silvia Jara
A Associação Anjo da Guarda é uma entidade filantrópica sem fins lucrativos que há 23 anos atende 130 crianças de 6 a 14 anos, de ambos os sexos, em contraturno escolar, com serviços gratuitos de apoio socioeducativo e que visa minimizar a exposição das crianças em situação de vulnerabilidade ou risco social.

Conversamos com os responsáveis pela ONG para conhecer melhor o trabalho que realizam e as necessidades que a Associação apresenta.

Conte-nos um pouco da história da Associação Anjo da Guarda. Como ela nasceu? Fatos que levaram ao seu aparecimento? Desde quando existe? Quem foi o fundador da Associação?
“Em 23 de junho de 1993, com o massacre da Candelária no Rio de Janeiro, casais paroquianos (Marineuza e Maurício, Jesus e Silvia, Adilson Vendroni e Dr. Jairo e esposa), da Paróquia Nossa Senhora de Fátima de São José do Rio Preto, ficaram sensibilizados e começaram a recolher crianças de vulnerabilidade e risco social dos bairros circunvizinhos à Paróquia para dar alimentação. Nessa época, eles convidaram para fazer parte desse grupo a Irmã Terezinha, que começa a buscar as crianças debaixo dos viadutos (que não gostavam de ficar nos barracos com os seus pais) e trazê-las para alimentar, praticar esportes e brincar. Em 15 de agosto de 1994, é celebrada uma missa pelo Padre Cezarino, no local cedido pelo Bispo D. Orani Tempesta, nesse local foi construída a sede da Associação Anjo da Guarda, onde está localizada até hoje.”

Qual é o perfil das crianças que a Associação atende?
“Atualmente a Instituição realiza mais de 120 atendimentos mensais de crianças e adolescentes de 6 a 14 anos, em contraturno escolar, com oficinas, assistência psicológica, social, alimentação e recreação. Dando prioridade às famílias com renda familiar de até três salários mínimos em situações de vulnerabilidade e risco social, que os retira das ruas e dos riscos de diversas ordens. As atividades trabalham em caráter preventivo, pautado na defesa dos direitos e desenvolvimento das capacidades e potencialidades de cada criança, prevenindo situações de vulnerabilidade social. As crianças e adolescentes que são atendidas por esta Instituição beneficente, 70%, estão em situação de risco e vulnerabilidade social.”

novas oportunidades

Por que ela está sediada em São José do Rio Preto?
“Porque foi uma iniciativa de paroquianos da Igreja Nossa Senhora de Fátima, que está situada em São José do Rio Preto.”

De onde surgiu a necessidade de criar um serviço social fora do horário escolar?
“Surgiu da necessidade de proporcionar um espaço onde as crianças possam estar protegidas dos riscos sociais e das vulnerabilidades.”

Quando vocês dizem que a associação visa minimizar a exposição das crianças em situação de vulnerabilidade ou risco social, o que isso significa?
“O meio em que vivem há violação de direitos, pois acabam ficando expostas às drogas, prostituição infantil, maus-tratos, riscos de acidentes domésticos, abuso sexual, etc. As famílias precisam de serviços de fortalecimento de vínculo e ter acesso às informações de direitos sociais, contribuindo para a melhoria de sua qualidade de vida e o autodesenvolvimento, orientando e acompanhando, tendo em vista a promoção, proteção e defesa dos direitos desse público. A Instituição já desenvolve um ambiente sócio-educacional, buscando desenvolver o universo de conhecimento de forma integral e assegurando aos mesmos um ambiente adequado para o período pré ou pós-escolar.”

Como vocês selecionam as crianças que poderão ser atendidas pela OSC? Quais os critérios para isso?
“Para serem inseridos na Associação Anjo da Guarda, é feito uma triagem, os pais ou responsáveis vêm até a Associação, preenchem uma ficha de solicitação de vaga e, se estiver dentro dos critérios de renda per capita de até três salários mínimos, situação de vulnerabilidade e risco social, a Assistente Social faz uma visita domiciliar, para constatar a realidade.”

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Como são captados os recursos da Associação hoje?
“A Associação tem um termo de parceria com a Prefeitura Municipal de São José do Rio Preto que cobre 50% das despesas com funcionários, os demais recursos são obtidos por meio de doações de pessoas físicas.”

Quais são as maiores carências?
“As maiores carências da Associação são na parte de mistura para o almoço, confecção de uniformes, material de escritório, material para as oficinas, material de escolar e reformas para a manutenção do prédio.”

Existe algum posto de recolhimento de doações em São Paulo ou outras regiões?
“Não existe nenhum posto de recolhimento de doações em São Paulo, pois ficamos a 600 km da Capital, mas temos uma conta bancária onde podem ser depositadas as doações: Banco Santander – Agência 0715 – Conta corrente: 13001577-7.”

O EuSemFronteiras agradece pelas informações e aproveita para divulgar a lista de necessidades básicas que podem ser doadas à instituição. Gostaria de dizer mais alguma coisa que acredite ser importante?

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“A Associação Anjo da Guarda agradece a todos os colaboradores e voluntários que acreditam na formação e educação das crianças e adolescentes sob a responsabilidade desta instituição. Salientamos que toda contribuição será bem-vinda e, desde já, agradecemos o seu apoio, que é fundamental para o sucesso de nosso trabalho com as crianças. E os convidamos para fazer uma visita e conhecer a nossa entidade.

Estamos localizados na Rua Antônio Munia, 1086, Jardim Nazareth, atrás da Unesp – São José do Rio Preto/SP, CEP: 15054-160. Reconhecida de utilidade pública municipal: Lei número 7413 de 30/03/1999, CNPJ: 00.734.532/0001-52.”

Lista de produtos que atendem a um mês de consumo da Associação e que podem ser doadas diretamente à Associação em São José do Rio Preto:
· Carne moída ou em pedaço (70 kg);
· Frango inteiro;
· Salsicha ou linguiça (20 kg);
· Batata (24 kg);
· Tomate (24 Kg);
· Cebola (24 kg);
· Alho (6 kg);
· Óleo de soja (50 litros);
· Extrato de tomate (80 sachês).


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Sobre o autor

Silvia Jara

Silvia Jara

Depois dos dois primeiros anos do Eu Sem Fronteiras, resolvemos atualizar nossas informações e isso foi um belo exercício de reflexão!
Nosso propósito sempre foi ajudar as pessoas na busca do autoconhecimento e eu, pessoalmente, não fiquei isenta disso.

Contato:
[email protected]

Em meu perfil anterior disse: “olhando para trás percebo que, em minha vida, as coisas sempre aconteceram de maneira fluida, sem muito planejamento, embora tenha verdadeira admiração pelo planejamento ‘das coisas'”. Hoje entendo que foi o foco no presente que me fez seguir o fluxo da vida em muitos momentos, sem me preocupar com o ontem ou com o amanhã. As coisas caminharam como deveriam ser.

Minha paixão pela publicidade se transformou na paixão por pessoas, comportamentos, sentimentos, atitudes e, principalmente, na capacidade e necessidade do ser humano de se comunicar, compartilhar e crescer. Minha formação acadêmica em Publicidade não mudou, mas minha formação humana tem sofrido diversas e importantes mudanças no sentido de compreender que sozinhos não chegaremos longe. Somos um sistema e como tal, precisamos uns dos outros.

Minha capacidade analítica e observadora, aplicada à Pesquisa Qualitativa de Mercado que, até então, me serviu para compreender o comportamento de consumo das pessoas e grupos, agora parece muito mais voltada a me compreender, a olhar para dentro de mim e buscar minha essência verdadeira. É praticamente impossível ficar ilesa, isolada e desconsiderar tantas informações e conteúdos com os quais lidamos no dia a dia de nossa redação.

Hoje entendo que o trabalho em áreas comerciais, marketing de empresas, agências de publicidade e a atuação em pesquisa de mercado estavam me preparando para esse mergulho no autoconhecimento. Nada é coincidência!

A curiosidade pelo mundo espiritual, pela meditação, pela metafísica, pela energia vital está se transformando em novos conhecimentos e práticas: Reiki, Apometria, Constelação Familiar, Thetahealing, PNL, EFT, Florais e tantas outras técnicas. Sigo acreditando que o questionamento, a busca de informação e a vivência me levarão a conhecer minha missão de vida, meus caminhos e minha plenitude.

Trabalhando no Eu Sem Fronteiras desde 2014, tenho aprendido muitas coisas, vivenciado outras tantas e não sei onde isso chegará! O que me importa é continuar nessa busca. É um caminho sem volta no qual o grande objetivo é aceitarmos que somos sujeitos de nossa própria vida, os únicos capazes de transformá-la.

Grande abraço e muita luz!