Convivendo Mulheres Vítimas de Agressão

Segurança para as mulheres: Parem com os assédios!

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

A sensação de insegurança toma conta de boa parte das mulheres do mundo. O que fazer?

Ser mulher, falar o que quiser, se vestir de forma livre nem sempre é possível dependo do espaço onde se encontra. Em um mundo  ainda preconceituoso e machista,  sentir se segura está bem longe da realidade que tantas mulheres gostariam de viver.

Como você se sente na sua cidade? Você já sofreu assédio? Como são os olhares quando você coloca aquele vestido para sair e caminhar pelas ruas da cidade? E se tratando de espaços públicos que deveriam permitir uma segurança e um conforto, nada disso ocorre. Somos vigiadas, punidas e mais, sofremos assédio a todo instante, desde aquele olhar preconceituoso da própria mulher em relação à outra.

Campanha para a segurança das mulheres

Diante deste cenário, existe uma campanha intitulada: “Cidades seguras para as mulheres”, lançada pela organização ActionAid e que em agosto de 2015 completou um ano. O objetivo da campanha é despertar o olhar do poder público para uma cidade justa e igualitária para todos os gêneros.

A campanha quer que os órgãos públicos invistam em mais transporte público, iluminação, policiamento, educação e moradia para assim garantir cidades seguras para as mulheres. Para que elas se sintam mais confortáveis em caminhar e viver de forma mais plena em seus espaços.

Algumas das alternativas

shutterstock_280476197Para chegar a um consenso, a organização ActionAid ouviu mulheres dos Estados do Pernambuco, Rio Grande do Norte, São Paulo e Rio de Janeiro, sobre o tipo de violência que viveram. O assédio, machismo e violência nos espaços públicos é uma das maiores reclamações.

Neste sentido, a ActionAid pensa em alternativas dentre as quais estão: uma educação igualitária que não diferencie as pessoas pelo gênero, que saiba acima de tudo respeitar. Por isso, investir em uma educação de qualidade seria um dos caminhos.

Outra possibilidade é investir em moradias seguras que ofereçam segurança paras as mulheres. E também policiamento, para que todas as cidades tenham uma delegacia da mulher ou ainda acolhimento para as vítimas de abuso.

E claro, não poderia faltar o transporte. Ônibus e metros apertados são os alvos de homens que se aproveitam de tal ocasião. Assim, campanhas educativas e melhoria da qualidade do trânsito é uma possibilidade. Mas isso tudo percorre um caminho que é importante e precisa ser cada vez mais discutido: as políticas públicas.

Mudanças de comportamento

Mesmo que houvessem os investimentos necessários, torna-se importante também uma mudança de comportamento das pessoas. A cultura no plural, do universal, de que cada um tem uma opinião, uma tradição, diferença, mas que em um espaço em conjunto deveria haver respeito frente às diferenças é uma saída.

Sem uma cultura no plural, como defende Michel de Certeau, fica difícil caminharmos para uma sociedade que respeite cada modo de viver. Que compreendemos que cada ser é incompleto e que a partir da vivência do outro, podemos nos deixar ser tocados e assim respeitar a diferença do outro, seu espaço e modo de viver. Sem esta cultura no plural o caminho para a mudança de comportamento está longe de ocorrer.


  • Texto escrito por Angélica Weise da Equipe Eu Sem Fronteiras

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