Autoconhecimento Coaching

Senta que lá vem história: Stephen Hawking, um exemplo de como enfrentar o seu “crítico interno”

Ludmilla Torres
Escrito por Ludmilla Torres

Vou dividir com vocês a história de vida do Stephen Hawking. Uma ótima oportunidade para avaliar a sua vida.

Bom… ele nasceu em Oxford, Inglaterra, em 1942. Aos 20 anos, era um jovem da classe média, com grande aptidão para matemática, ótimo aluno, mas não o melhor da sala. Ninguém poderia imaginar que ele se tornaria um dos maiores cientistas do século XX. Entre badernas e festas, ele concluiu o curso de graduação. Seus pais comemoraram esta vitória numa festa de ano novo, afinal, ele tinha conseguido, por pouco, ser aprovado na Universidade de Cambridge para iniciar o doutorado em cosmologia. “Vou abrir esse vinho que tinha reservado para este momento. Ao Stephen!” – disse seu pai.

Stephen_Hawking.StarChild Serviu as pessoas e passou a garrafa ao filho do outro lado da mesa. Stephen a pegou, mas não conseguiu firmá-la. Seu punho tremia e ele só foi capaz de encher um terço da taça. O resto foi parar na toalha da mesa, que ficou toda manchada. Todos ficaram mudos, mas seu pai continuou: “Vamos brindar! Ao Stephen!” E todos brindaram e perceberam a falta de coordenação do garoto. Naquela noite, seu pai prometeu que o ajudaria na faculdade.

Durante o último ano, Stephen começou a sentir dificuldades motoras que foram aumentando. Tropeçava nos móveis, falava com menos clareza e custava encaixar a chave na fechadura. E em poucas semanas, os médicos anunciavam a sua doença rara: ELA – Esclerose lateral amiotrófica – degeneração da musculatura voluntária do corpo que costuma levar à morte em 2 ou 3 anos. Então, ele supôs que sofreria uma paralisia irreversível e sua vida acabaria muito rapidamente.

Ele entrou em depressão. Durante duas semanas, se trancou no quarto. “Por que isso está acontecendo comigo?” Foi tomado pelo medo, raiva e ansiedade. Mas em uma manhã gelada do inverno inglês, ele disse: CHEGA!!! Ele disse isso a sua mente. Decidiu não se queixar mais, faria algo maravilhoso e aproveitaria o processo. Depois de muito tempo, ele contou que esse tempo de convalescência o ajudou a criar uma nova filosofia de vida: “Queixar-se é inútil e uma perda de tempo. Ainda que eu perca toda a mobilidade, terei muitas coisas maravilhosas a fazer. Mesmo sem ir muito longe, posso estudar os cosmos”. Então, ele se levantou, se barbeou, tomou banho e saiu do quarto. Tinha um brilho no olhar e iria aproveitar cada minuto que a vida lhe desse de presente. Três anos depois, concluía um dos melhores trabalhos da história da cosmologia. Estavam diante da primeira teoria matemática do início do universo. Isso era incrível!

1419771636_555372_1419792103_noticia_normal Suas teorias explicavam a formação e a estrutura do universo de forma clara. Ampliavam as descobertas de Einstein e desenhavam pela primeira vez como eram os cosmos, os buracos negros, a luz, o tempo… Em 1965, casou-se com sua primeira mulher e teve dois filhos. A doença progredia e ele foi para a cadeira de rodas. Foi perdendo a mobilidade, ficando apenas com os músculos dos dedos das mãos. Ele repetia: “Queixar-se é uma perda de tempo.” Ele continuou pesquisando, acumulando prêmios, e publicou livros.

Para muitos, o seu dom mais valioso não era a genialidade, e sim a positividade e sua mensagem sobre felicidade. Em uma entrevista ao jornal La Vanguardia, declarou: “Não tenho nada de positivo a dizer sobre minha doença, mas ela me ensinou a não me lamentar, porque há outros piores que eu, e eu pude continuar fazendo o que queria. Além disso, a verdade é que sou mais feliz agora do que antes. Eu diria a todas as pessoas que não estão bem que todo buraco negro tem saída, porque não há buraco pior do que este que vivo. Minhas expectativas foram reduzidas a zero quando eu tinha 21 anos. Os médicos diagnosticaram em mim uma doença que costuma ser fatal. Disseram que eu não chegaria a concluir meu doutorado, e desde então tudo me pareceu um bônus. Aquele foi um período obscuro, fiquei deprimido, mas finalmente continuei a viver e a lutar. Deixei de me sentir o pior dos seres para me tornar um herói”.

Até hoje ele continua sendo um herói da sua própria vida. Então quando você começar a reclamar muito da vida, estiver sofrendo muito, faça esta pergunta: “O que Stephen Hawking me diria se estivesse diante de mim? O que ele diria sobre os obstáculos que eu estou me queixando?”

Pense sobre isso e vamos em frente!

Sobre o autor

Ludmilla Torres

Ludmilla Torres

Positive & Business Coaching

Sócia/Diretora na empresa Harmonia Consultoria e Assessoria em Pessoas, com especialização em Positive Coaching e Business Coaching, por meio de metodologias cientificamente validadas pela Sociedade Brasileira de Coaching.

Engenheira Química formada pela Faculdades Oswaldo Cruz, atuou em empresas no ramo de plásticos na área laboratorial, como gerente no segmento de alta renda no setor financeiro, foi sócia proprietária de uma loja de acessórios femininos e sócia proprietária da Empresa Harmonia Consultoria e Assessoria em Pessoas Ltda. Certificada em Personal & Professional Coaching, Positive Coaching e Business Coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching.

Certificada pelo ThetaHealing Institute of Knowledge que é uma técnica que ensina a identificar e mudar crenças, sentimentos e padrões bloqueadores, criando imediatamente uma nova realidade para a vida. Conhecimentos que geram resultados maximizados em comportamentos, para uma atuação eficaz com Business, Positive e Executive Coaching.

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