Autoconhecimento Empoderamento Feminino

Sexualidade e a mulher moderna

Mulher de olhos fechados toca o queixo. Ela está de perfil e com uma coroa de flores na cabeça.
Iuliia Nemchinova / 123RF
Carolina Garcia
Escrito por Carolina Garcia

Quando o assunto é sexualidade, a ideia é desmembrar tudo aquilo que integra o ser feminino, como seus valores mais enraizados, seu papel na sociedade, a família, os amores (o amor-próprio, o dado e também o recebido pelos outros) e tudo que envolva crenças, ideologias, trabalho etc.

É fundamental pesar na balança todos os artifícios dos quais a mulher se utiliza para levar uma vida vibrante, intensa, relacionando-se bem consigo mesma e, consequentemente, com as demais pessoas que a cerca.

Para muito além do sexo, a sexualidade engloba todos os papeis da mulher, desde sua mais tenra infância aos dias atuais.

E todos esses papéis desempenhados pelas mulheres todos os dias, na ira de manter o equilíbrio entre tudo e todos foi, portanto, dando cada vez mais espaço ao seu poderio, aquele que nunca deixou de existir, mas que ficou apagado por causa de longas décadas de questões ainda mais incrustadas, que chamamos de patriarcado cultural. Homens predominando, ganhando mais, tendo maiores recursos e direitos em todos os níveis socioeconômicos perante a sociedade.

Por causa disso, tivemos o movimento feminista contemporâneo, nos Estados Unidos, entre as décadas de 60 e 70 para que, aos poucos, as mulheres pudessem conquistar seus espaços com força e dignidade.

Nunca estivemos tão na pauta!

Manobras radicais ainda são uma constante e precisam ser realizadas, infelizmente, para que a mulher surja, apareça e se torne mais relevante nos campos social e familiar.

Sim. Ainda estamos falando de luta!

Não é do dia pra noite que as coisas mudam, não é verdade?

Por mais que a gourmetização do termo “feminismo” tenha acontecido, não param de surgir mulheres que se dizem feministas, que usam camisetas nas quais se lê: “Lute como uma garota” e compram os livros da Chimamanda Ngozi Adichie (que são simplesmente ma-ra-vi-lho-sos), mas que, dentro de suas casas, ainda são submissas aos homens, escutam piadas sexistas dos amigos e familiares e ficam caladas, com medo de estragar a amizade ou a relação. Enfim, o que quero dizer é: onde está nossa real sexualidade? Para quem você tem gritado suas lamúrias, seu cansaço, sua dura jornada diária para conciliar família, trabalho, vida social e ainda ter que cuidar do corpinho pro “amore” te achar linda e maravilhosa?

Mulher gritando com olhos fechados.
Andrea Piacquadio / Pexels

Nada fácil.

A cobrança ainda é gigante. Nós ainda nos desdobramos em muitos pedaços para poder simplesmente arcar com essa dose extraforte que a sociedade teima em nos empurrar goela abaixo.

Por que simplesmente não aceitamos quão difícil pode ser cuidar do universo que nos orbita, para então compartilharmos os afazeres com nossos parceiros e parceiras, da forma mais digna e correta, sem estressar demais, adoecer física e mentalmente ou viver à beira de um ataque de nervos com a frequência de quem troca de roupa?

Para todos esses males e dilemas da mulher moderna, é preciso apenas uma pequena dose diária de “não”. Não, não posso fazer isso agora. Não, não me venha com esse papo novamente. Não vou lavar isso ou aquilo. Não, não achei a menor graça no que você disse. Não, não quero você, porque não te desejo, simples assim. Não estou a fim de sexo, não estou a fim de sair hoje e talvez nunca esteja — sem ser xingada por isso. Não gozei, mas queria! E por aí vai.

Três mulheres em cenário externo.
Anna Shvets / Pexels

A lista de tarefas é grande para que a mulher moderna se torne cada vez mais ativa com sua sexualidade e como um todo dentro do seu real papel na sociedade. É fundamental que o grito não seja abafado, que seus sentimentos sejam sempre validados por alguém. Se não forem amigos, parceiros ou parceiras, que seja por meio de uma escuta profissional, com terapia comportamental. Tem solução!

E sim, cuidar do lado feminino que uiva em nós — em cada uma de nós — é fundamental para uma vida plena de felicidade.

A energia do feminino é tão forte e necessária a todos os seres humanos, sejam homens ou mulheres. O lado que acolhe, que nutre as emoções e a alma, que protege, sensibiliza, escuta e absorve os impactos para uma maior consciência — Alô, sou eu, o feminino falando!

E sem esse contato íntimo com nossa essência, é impossível criar conexão com o mundo de maneira saudável.

Mulheres em fase fértil precisam menstruar.

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É importante não mascarar sua limpeza uterina mensal e passar a enxergá-lo como um processo lindo e natural. Olhar para a própria libido com mais prazer, amor e acolhimento para tal, retirando de vez o medo parado dali, quebrando certas barreiras e abrindo espaço para o poder de criação, nossa maior potência enquanto existência feminina.

Assim acontece também com nossas sombras, tudo aquilo que trazemos no lado B precisa estar aberto para ser mexido sempre que possível. Somente assim as transformações acontecerão!

Seja você mesma, compreenda seu lado selvagem e o valorize. Ame seu amor, seu sabor, seu cheiro, seu suor, sua conexão com seu sagrado feminino e então abrace sua sexualidade na totalidade

Sobre o autor

Carolina Garcia

Carolina Garcia

Minha primeira formação foi em publicidade, à qual sou muito grata, pois por meio dela me engajei na escrita, sempre atenta e observadora do comportamento humano. Ao longo desses quase 20 anos, atuei como redatora, fui colunista de comportamento para alguns sites em 2007, criei um projeto bem relevante voltado ao público feminino em 2014 - o Taco de Mulher - e tive o prazer de publicar uma história infantil nesse mesmo ano.

Sou pesquisadora na área da sexualidade há mais de 15 anos. Mas foi apenas em 2015 que decidi fazer uma pós-graduação relativa a essa abordagem. Em 2017, mergulhei fundo (e até hoje não paro de mergulhar) nos estudos astrológicos. Logo comecei a atender pessoas e sentir imensa gratidão por esse trabalho de autoconhecimento milenar tão rico. Sem dúvida, é minha mais potente ferramenta para adentrar o universo particular das pessoas, com mais afeto e empatia. Como astróloga também estudo outras áreas do ocultismo, como tarot e numerologia, integrando todos esses conhecimentos em minhas consultas.

Em 2019, fiz a formação completa de terapia do renascimento, também conhecida como rebirthing, uma técnica de respiração consciente muito eficaz na redução do estresse e no aumento de energia e de bem-estar, que libera toxinas do corpo (por meio da própria respiração), acessa e transforma a fonte de doenças usando a compreensão dos pensamentos subjacentes e sistemas de crenças que atraíram a doença, entre outros tantos fatores. Uma vez que se entende a importância de respirar adequada e conscientemente, tudo muda.

Isso se conecta diretamente com a terapia cognitivo-comportamental, uma área fascinante e necessária para atendimentos em terapia, que venho estudando com afinco ultimamente.

Acredito que um bom profissional, primordialmente, precisa pensar de forma ampla, mais inclusiva e plural, deixando de lado preconceitos ou julgamentos acerca de seus próprios valores e crenças pessoais.

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