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Sintomas de sinusite

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Começa assim, de repente: aquela dor de cabeça chatinha, nariz entupido. Aí começa a doer tudo… as maçãs do rosto, a área em volta dos olhos e perto do nariz. Quem sofre do mal já conhece de perto essa sensação desagradável. No entanto quem apresenta esses sinais pela primeira vez pode sofrer um bocado até descobrir que tem sinusite.

É preciso estar atento a todos os sintomas para saber se é mesmo sinusite – que pode ser ainda pior quando a temperatura cai –, para buscar o melhor tratamento e buscar meios para evitar as crises.

Mulher de cabelos longos, sentada em uma mesa no escritório de frente para o seu notebook. Ela está com dores de sinusite e segura em uma de suas mãos seus óculos.

O que é a sinusite?

Sinusite é a inflamação das mucosas dos seios da face (ou seios paranasais, ou ainda seios perinasais) – cavidades localizadas no interior dos ossos do crânio que se comunicam com a cavidade nasal. Os seios da face são revestidos por uma membrana bem fina que secreta um muco cuja função é eliminar poeira, germes e substâncias estranhas que porventura sejam inaladas. Esse muco segue para o nariz através de aberturas bem pequenas. Após varrer os elementos nocivos, é drenado para a parte posterior da garganta e a maioria é destruída pelo ácido estomacal.

A sinusite ocorre quando os seios da face estão inflamados ou obstruídos. Em decorrência disso, o muco é impedido de seguir seu fluxo. Em caso de alguma irritação ou inflamação da membrana, o volume do muco também pode aumentar. Com isso, a drenagem também fica impossibilitada. Esse acúmulo de muco é um prato cheio para a proliferação de bactérias. O resultado disso tudo é muita dor e incômodo.

Causas da sinusite

Existem diversas causas para a sinusite, então o ideal é procurar avaliação médica para fazer essa descoberta e posteriormente um tratamento dos sintomas e um controle destes fatores.

Entre as principais causas, podemos destacar: problemas anatômicos (como desvio de septo ou conchas nasais aumentadas); inflamações e infecções (de natureza fúngica, viral ou bacteriana); alergias respiratórias; pólipos; tumores no nariz e nos seios da face (que podem bloquear os caminhos para drenagem); transtornos, como a fibrose cística; tabagismo (inclusive o passivo). Gripes e resfriados também podem colaborar para o aumento ou a piora dos sintomas de sinusite, bem como para a ocorrência da doença.

Criança asiática vestindo camiseta amarela e sendo medicada com a aplicação de um remédio no seu nariz com o uso de uma seringa.

Tipos de sinusite

Existem dois tipos de sinusite – a aguda (que apresenta sintomas em um período inferior a 12 semanas) e a crônica (cujos sintomas ultrapassam as 12 semanas). Há classificações que acrescentam a sinusite subaguda, que teria uma duração de 4 a 12 semanas. Segundo essa classificação, dessa forma a sinusite aguda teria duração de até 4 semanas (a crônica se manteria no mesmo período mencionado).

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Sintomas da sinusite

Os sintomas de sinusite mais comuns são: dor e sensação de peso facial; dor de cabeça, que pode ser forte, em pontada, pulsátil ou causar sensação de pressão ou peso na cabeça; secreção amarela ou esverdeada, sanguinolenta e que compromete a respiração; tosse, que pode ser mais intensa à noite; congestão nasal e sensação de nariz entupido; inchaço ao redor dos olhos. Também podem ocorrer febre, dores musculares, cansaço e perda de apetite.

Apesar de infrequente, a tontura pode ser um dos sintomas de sinusite (mas é preciso fazer uma avaliação médica e considerar também as principais manifestações da doença, pois a tontura está relacionada com uma série de outros problemas, inclusive mais sérios, não sendo, isoladamente, um indício de sinusite). Sangramentos nasais também podem ocorrer, já que, por causa da forte congestão nasal, a manipulação do nariz é mais insistente nesse período.

Na sinusite crônica, os sintomas são basicamente os mesmos. A principal diferença é a intensidade. Pode não ocorrer febre ou dor nos seios da face e a tosse é o sintoma predominante, com mais frequência à noite e mais intensidade quando a pessoa se deita (isso se explica porque, nessa posição, a secreção escorre pela parte posterior das fossas nasais. A tosse é ativada porque essa secreção acaba irritando as vias aéreas.

Mulher deitada no sofá. Ela está coberta com um edredom florido e aplicando remédio em uma de suas narinas. Ao lado do sofá, uma mesa com mias remédios, comprimidos e um copo com água.

Dor de dente ou sinusite?

A dor de dente também pode estar relacionada com a sinusite, por causa da proximidade das raízes dos molares com as cavidades sinusais. Dessa forma, quando os seios da face estão inflamados, é muito comum associar a dor a problemas dentais (já que a dor irradia), mas pode ser sinusite.

Sendo assim, se você desconfia de que está com sinusite e estão eliminadas as causas convencionais de problemas dentários, procure seu médico e busque tratamento.

Causas emocionais

As emoções também são fatores que influenciam o nosso estado de saúde. Elas têm um papel muito importante no tratamento de doenças, mas também podem agravar quadros de saúde ou mesmo fazerem surgir diversos problemas.

Segundo a escritora e palestrante Cristina Cairo, estudiosa dos princípios da medicina chinesa e autora de diversos livros, entre eles “Linguagem do Corpo”, a sinusite está relacionada com o ego. No livro mencionado, ela afirma que “a sinusite é a ‘inflamação’ mental relacionada com alguém próximo; é a atitude mental rebelde ou a rebeldia nutrida contra os pais”. Para ela, “o nariz representa a nossa sensibilidade quanto à aceitação ou a recusa de algo ou de alguém”.

O tratamento emocional para a sinusite, segundo a especialista, seria tornar a mente dócil e receptiva e evitar agir com resistência às palavras dos pais autoridades.

Mulher em seu quarto sentada em sua cama de casal. Ela está com uma coberta sobre as suas costas e soando o seu nariz.

Diagnóstico e tratamento

Caso você acredite que apresenta sintomas de sinusite, procure um otorrinolaringologista, que irá fazer o diagnóstico. Geralmente a o diagnóstico é clínico (ou seja, por meio de conversa e exames físicos feitos no próprio consultório). Mas também existem exames que podem auxiliar no diagnóstico, como endoscopia nasal, exames de imagem (raio-X e tomografia – esta última em casos especiais), cultura nasal e testes de alergia. O médico também poderá solicitar exames de sangue, a fim de detectar doenças que acometam a imunidade. O exame de cloro no suor pode ser exigido, caso o objetivo seja detectar fibrose cística.

Só o seu médico é capaz de indicar o tratamento adequado, que pode incluir uma (ou mais) das medidas a seguir: solução salina (para dissolver a secreção); corticoides nasais, orais ou injetáveis (ajudam a tratar e prevenir a inflamação. Os orais e injetáveis são mais indicados em caso de presença de pólipos e devem ser indicados com muita cautela, pois causam efeitos colaterais sérios); descongestionantes em comprimidos, líquidos ou spray (servem para desobstruir as vias, mas devem ser administrados em poucos dias, pois podem provocar efeito rebote ou até mesmo alterações cardiovasculares); antibióticos (para tratar a sinusite quando inclui infecção causada por bactéria. Como a sinusite nem sempre tem origem bacteriana e os antibióticos só atuam nesse caso, é essencial consultar o médico para se certificar).

Se a sinusite não responder bem aos tratamentos convencionais, a cirurgia endoscópica é uma alternativa. Nesse procedimento, o médico explora as passagens nasais por meio de um endoscópio, então consegue remover a fonte obstrutora (como um pólipo, por exemplo), por meio de instrumentos apropriados. Outra opção é a ampliação do seio estreito.

Mulher em seu quarto. Ela está sentada em sua cama. Veste um pijama branca e usa uma coberta branca. Ela está usando um spray nasal.

Protegendo seu sistema respiratório

Como a sinusite é uma doença que pode surgir diversas vezes durante a vida, é preciso tomar medidas para proteger seu sistema respiratório.

Aqui vão algumas dicas:

Hidrate-se: beber muita água pode ajudar a dissolver as secreções, que, durante as temperaturas mais frias e secas, tendem a ficar ressecadas.

Use umidificador de ar: em locais de clima seco, umidificar o ar é uma saída para manter as vias aéreas umedecidas. Caso não tenha um aparelho para umidificar, recorra a toalhas úmidas espalhadas pelo ambiente.

Borrife ou faça nebulizações com soro: sprays ou nebulizações com soro fisiológico são muito eficientes para limpar o nariz e os seios da face.

Evite exercitar-se nos horários de rush: nesse período, geralmente entre as 10h e as 16h, o ar fica mais poluído, em decorrência do trânsito mais volumoso. Correr, por exemplo, exige sobrecarga respiratória. Fazer isso na rua, em horários e locais com muito fluxo de veículos, é ainda pior.

Mantenha o arejamento: ambientes fechados são prato cheio para a proliferação de fungos, o que agrava ainda mais as alergias respiratórias. É importante também lavar e colocar roupas de frio sob o sol antes de usá-las, para eliminar o mofo.

Fique longe do ar-condicionado: apesar de ser um alívio para os dias quentes, os aparelhos de ar-condicionado tendem a reduzir a umidade do ar, deixando-o mais seco. Isso faz aumentar a probabilidade de alergias e infecções.

Evite tossir ou espirrar sem proteção: prefira lenços descartáveis para proteção quando tossir ou espirrar. As mãos são contraindicadas, já que contêm as secreções e podem contaminar outras pessoas. Caso seja inevitável usar as mãos, lave-as imediatamente.

Com todas essas informações, fica mais fácil detectar os sintomas de sinusite e procurar o tratamento mais certo para o seu caso. Além disso, nossas dicas também podem ajudá-lo a criar um ambiente mais satisfatório e a adotar medidas que podem evitar crises e piora no quadro da doença. E lembre-se: procure o seu médico e nada de se automedicar. Cuide-se!

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