Autoconhecimento Psicologia

Sobre questionamentos, abertura de mente e inspiração

Denise Belfort
Escrito por Denise Belfort
Como diz uma citação bem conhecida de Albert Einstein: “A mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original.”

E é com essa frase que dou início ao texto de hoje, que será um relato de uma vivência própria, e quero de alguma forma expressar como me sinto após o que pude experienciar.

Fiz uma viagem, em acampamento, que durou 25 dias pelo sul da África. Iniciei na Zâmbia e terminei na África do Sul, passando por Botswana e Namíbia.

E além de dizer que foi uma das coisas mais incríveis que já fiz em minha vida, posso afirmar também que foi uma das coisas mais impactantes que já movimentou a minha essência em vida em tão pouco tempo.

Viver coisas novas e diferentes nos mostram o outro lado.

Uma coisa que sempre fui cética é em relação à crença de que um ser humano após adulto pode mudar com facilidade, bastando só querer. Eu, sinceramente, não acreditava nisso, achando que uma vez que nos lapidamos como pessoas com crenças, costumes e ideias, dificilmente mudamos nossa forma de agir, pensar ou achar. Ledo engano…vivenciei na pele a certeza de que em pouco tempo, muita coisa muda, bastando apenas se permitir a vivenciar e sentir coisas novas e diferentes, que te deem medo e ao, mesmo tempo, mostrem o quão corajoso você pode ser, e te estimulem novas sensações e emoções.

Viver coisas novas e diferentes nos mostram o outro lado de quem realmente somos, nos fazendo acreditar e confiar em nossas capacidades. Nunca imaginei que em tão pouco tempo viveria coisas tão intensas e transformadoras.

Autossuperação, autoconfiança, autodespertar, olhar para dentro, confiar, silenciar, inspirar e respeitar a resposta.

Vivi desde nadar em rios com grandes correntezas para me aproximar de uma bela vista, dormir em áreas onde os animais circulam livremente, podendo cruzar com eles no caminho, e se isso ocorresse, agir com respeito e silêncio, pois é assim que eles vivem; me alimentar de comida local, feita por uma tribo no meio do mato sem luz e sem água, e ser uma das coisas mais gostosas que já comi; experimentar banheiros diferentes sem água ou qualquer forma de saneamento básico e agradecer profundamente pelas facilidades que tenho em casa; ficar feliz por poder tomar um bom banho, maravilhada por ver de perto um grupo de girafas se alimentando, ou a cara de um leão andando preguiçosamente em minha direção.

Presenciei grupos de elefantes na água, hipopótamos curtindo um momento de preguiça na beira de um rio, com aquelas caras mansas, mas com a fama de serem os animais mais perigosos da África.

E o céu?! Dizem que o céu da Namíbia é um dos que podemos ver mais estrelas, e sim, essa informação é correta! Lindo, energético e inspirador.

Passear a pé no meio da savana, em silêncio, para respeitar o que já existe lá, serenidade e tranquilidade, e pasmem…descobrir que bagunça, conflitos, agressividade e mortes violentas não acontecem lá, e sim onde estamos.

Perceber que o maior perigo é onde vivemos, e que lá há respeito e entendimento de que cada um faz seu papel, e sabendo disso, vivem para isso, seguindo a lei do mais forte sem pestanejar, ou sem discutir sobre direitos, apenas lutando até onde conseguem e se não conseguirem, o adversário mereceu e ganha mais um pouco de tempo para sua vida. Assim, deixando tudo fluir naturalmente e como deve ser. Na paz e no equilíbrio da natureza.

Difícil depois de tudo isso foi ter que voltar a realidade, mas foi lindo ver que o olhar muda, os interesses também e que esse contato mais profundo e intenso me moldou, gerando uma nova pessoa e indo contra as minhas crenças anteriores, de que um adulto já lapidado dificilmente muda. Eu me sinto modificada e especialmente tocada com o que vivi lá, agradecendo por cada momento, cada ensinamento, cada dificuldade e cada despertar.

Deixando tudo fluir naturalmente e como deve ser.

E uma coisa digo, uma vez na vida, é necessário vivenciar um contato mais intenso com algo que você acha que jamais vivenciaria, porque essa ação simplesmente modifica toda e qualquer essência e proporciona uma nova visão de vida. E como disse Albert Einstein, uma vez a mente aberta, dificilmente ela volta ao estado normal, porque quando algo te toca ao ponto de mudar sua essência, você se torna um novo alguém e, assim, se lapida nessa nova forma.

Sobre o autor

Denise Belfort

Denise Belfort

- Fisioterapeuta Naturopata
- Astróloga
- Especialista em Terapia Floral, atuando com Florais de Bach e Saint Germain.
- Atende em consultório com astrologia, massagem terapêutica, drenagem linfática terapêutica, Reiki e terapia floral.
- Faz também atendimentos via Skype para as técnicas de astrologia e terapia floral.

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