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Sonhar e agradecer

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

A passagem do mundo infantil para a vida adulta, quando percebemos no futuro, ocorreu literalmente num piscar de olhos. Quem nunca parou para lembrar de alguma coisa que costumava fazer na infância? Ou melhor dizendo, algo que bate aquela saudade de brincar novamente, mas que uma série de coisas impede: “Aaaah, você já está muito velho”, esse costuma ser o maior impedimento. Outros como uma rotina atribulada e a falta de dinheiro também costumam ser obstáculos que nos impedem de reviver um pouco as lembranças que tanto prazer nos deram no passado.

Certamente uma das perdas mais dolorosas que temos nessa passagem é a nossa capacidade de sonhar. Alguns mais privilegiados só perdem um pouco dessa capacidade, porém a redução é inevitável. Por mais sonhadores que qualquer um de nós possamos ser, ao menos o sonho do que iremos ser quando crescer não é mais possível quando a gente vira adulto. A questão é se nos tornamos ou não aquilo que sonhamos quando éramos crianças.

Por mais que qualquer um de nós se esforce, desconsiderando a limitação tecnológica do Brasil, é praticamente impossível que a partir da segunda década de vida nos tornemos astronautas, por mais que isso possa ter sido uma grande ambição da juventude. O fato de estarmos vivendo no século XXI é um impedimento para a realização do sonho de um menino tornar-se um cowboy, por exemplo. Por mais óbvio que sejam essas observações, elas não são tão facilmente perceptíveis para uma criança, que vai crescer e na maioria dos casos não se tornará aquilo que sonhou.

A head of young brunette lady who is thinking about university education. Drawn educational icons and a graduation hat on the black chalkboard background .

Então começa uma queda sequencial de peças de dominó. “Não me tornei o que eu sonhava, então para mim basta ganhar o meu salário e sobreviver até o fim da vida”, embora não seja necessariamente com essas palavras, o pensamento descrito acima reflete a forma de viver de muitas pessoas.

É muito triste pensar que o sonho de alguém possa se ter a barriga cheia.

Devido ao caos e às desigualdades que temos pelo mundo, convenhamos que ter no mínimo quatro refeições por dia já é um artigo de luxo. 

No final das contas é preciso fazer um balanço coerente da vida. Embora não tenhamos realizado muitas coisas que almejou na infância, todos nós somos dignos de alguma conquista. Somente o fato de estarmos vivos já é a realização de um objetivo diário. Ao mesmo tempo, os sonhos motivam o homem para novos patamares. Com a mesma intensidade que devemos ser gratos por nossas conquistas, ela deve servir de combustível também para a materialização dos nossos sonhos.


  • Escrito por Diego Rennan da Equipe Eu Sem Fronteiras.

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