Autoconhecimento Comportamento

Sua ação coerente atuando sobre a epigenética

Mão aberta para cima com ícones de DNA flutuando em cima
Mariana de Carvalho
Escrito por Mariana de Carvalho

Este é o primeiro de três textos em que iremos conversar sobre a relação dos nossos genes, desmistificar que filho de peixinho, nem sempre peixinho é; e finalizar com como tudo isso nos alicerça em nosso processo de despertar consciencial. Vamos lá?

A ciência hoje está investindo tempo, logo dinheiro, em compreender a epigenética. Nesse processo de transição e quebras de paradigmas muitos ficam perdidos na linha tênue do que seria esse estudo e como conciliar com a tal genética e os tão famosos genes armazenados em nosso DNA (ADN, em português: ácido desoxirribonucleico).

O DNA nada mais é do que um conjunto de 4 tipo de bases nitrogenadas (adenina, guanina, citosina, timina) que se conectam numa determinada ordem com o auxílio de uma pentose (açúcar) mais um fosfato (ácido fosfórico) e armazenam de forma biológica o que é você hoje.

Aliás, o código genético não é uma exclusividade do ser humano, pois está presente desde em vírus, fungos, bactérias, peixes, plantas, até mamíferos, ou seja, em todos os seres. A espécie humana possui cerca de 3 bilhões de pares de nucleotídeos de DNA em cada uma de suas células. Por sua vez, a bactéria Escherichia coli possui 4,6 milhões. Uma galinha apresenta 1 bilhão de pares enquanto o cavalo e o cão tem 2,4 bilhões. Já o arroz, em cada uma de suas células, possui 380 milhões de pares de nucleotídeos. E o chimpanzé possui 3,3 bilhões de pares de nucleotídeos.

Quando o código genético foi descoberto, foi vendido para o público não científico que a ordem dos genes iria conduzir a vida da pessoa, ou seja, os genes iriam ditar com 100% de certeza a vida do indivíduo. Como nosso objetivo aqui é falar de saúde, durante muitos anos passamos a ouvir sobre predisposição genética e que se uma pai/mãe teve câncer seus filhos também terão. E assim a ciência aliada a uma forte indústria farmacêutica passou a vender não mais saúde e sim o medo da doença.

Médico olhando em micróscopio
Foto: Pixabay via Pexels

A epigenética hoje vem para trazer um novo olhar e quebrar com a indústria da doença, pois finalmente veio ao conhecimento que apenas 5% do que somos e da nossa expressão de doença são de fato comandadas diretamente pelos genes – o tal DNA.

Logo, 95% do que somos é orquestrado por quem? Por marcadores! Temos que entender que o código genético individual é o mesmo desde uma célula de cabelo até um órgão, como o coração. O que faz o mesmo código se expressar de maneiras diferentes são marcadores nessa sequência de DNA, logo não nascerão cabelos eu seu coração pois há marcadores específicos que estimulam a renovação das células de acordo com a necessidade e função do MEIO em que essa se encontra.

Aqui irei parafrasear o biólogo Bruce Lipton, “é o meio sua besta”. Esse cientista foi um dos pioneiros a desbravar o estudo da relação do meio na expressão dos nossos genes. Ele percebeu que mesmo ao retirar o núcleo das células, local em que fica armazenado o DNA, as células continuavam vivas. A morte só ocorria pois ao retirar o núcleo perde-se a capacidade de produzir novas células que desgastam com o tempo. Portanto, não são os genes que regem nossa vida, mas sim a nossa interação com o meio em que vivemos.

Multidão vista de cima atravessando a rua
Foto: Ryoji Iwata via Unsplash

Entenda que interação com o meio é aquilo que comemos, bebemos, qualidade do sono, prática da atividade física, padrão de pensamentos diários, ou seja, sua saúde é regida pelo seu comportamento e não pelo seu DNA. Para exemplificar a interferência do meio convido vocês a pensarem em gêmeos univitelinos, ou seja, que vieram exatamente do mesmo óvulo.

Primeiramente a natureza é tão sábia que esses gêmeos jamais terão a mesma lateralidade, logo um será destro o outro canhoto. Tal fato impacta diretamente em como cada um irá interagir com o meio, uma vez que o córtex cerebral dominante é oposto entre eles e, portanto, o comportamento a mesma situação será diferente num estado de normotonia ou diante de uma reação a estresse.

Biologicamente os gêmeos podem ter a mesma base de construção para seu DNA, mas como já sabemos o que de fato coordena o que será expressado pelo DNA é o meio e, mais importante do que isso como interagimos com ele, logo, é por essa razão que se um dos gêmeos apresentar uma alergia cutânea não necessariamente o outro também terá. Ou ainda, se pensarmos em casos de câncer, em que supostamente um dos gêmeos desenvolveu a “doença”, já foi constatado que no casos de gêmeos idênticos o gêmeo saudável não apresenta o mesmo marcador para a doença que o irmão tem. Outra constatação é que conforme os gêmeos vivem e envelhecem esses marcadores epigenéticos ficam cada vez mais diferentes, ou seja, a base de formação pode ter sido idêntica, mas no final das contas é a forma como interagimos com o meio que coordena nossa saúde.

Portanto, ao quebrar o paradigma de que somos orquestrados pelo DNA, finalmente é possível compreender que não há necessidade de consumir tantos remédios como a indústria farmacêutica tenta mostrar, bem como situações vistas como mais delicadas como um câncer por exemplo, tão pouco também precisam dos tratamentos extremamente agressivos propostos.

Mão colocando remédios em caixinhas de organização vista de cima
Foto: Laurynas Mereckas via Unsplash

A dificuldade de muitos em aceitar a epigenética é porque ela deixa bem claro que somos os únicos responsáveis pelo o que nosso código genético irá expressar. Portanto, saímos da posição de vítimas do DNA para protagonistas da nossa própria história, na qual a organização nos genes que forma você viabilizou apenas que você estivesse aqui, mas a partir daí você está no comando.

Até aqui tudo bem? Está claro que sua saúde depende de você?

Agora como no dia a dia podemos ajudar nossos genes a expressar o que eles tem de melhor?

Antes de responder a essa questão é preciso que você saiba que toda dor, doença, disfunção física e ou emocional tem uma processo em comum: a inflamação. Esta por sua vez ocorre quando os nossos hormônios não conseguem mais ser produzidos e eliminados numa cadência natural regida pelo ciclo circadiano de cada tecido/órgão. Estes ciclos por sua vez são alterados quando nosso pH corporal fica por muito tempo alterado.

E o que altera nosso pH fisiológico? Nossa interação com o meio!!!

Mulher de olhos fechados com borboletas em volta
Foto: Jessica Felicio via Unsplash

Portanto, respondendo a pergunta anterior, a nossa estratégia diária é minimizar reações em nosso corpo que gerem inflamações das quais o corpo consiga se regenerar até a próxima replicação celular daquela região agredida. Descrevendo de outra maneira, se quisermos ter saúde precisamos aprender o que gera a reação inflamatória em nosso corpo e evitá-la a todo custo.

Farei um adendo aqui, embora o que nosso DNA expressa através de marcadores não modifique o código original, essas adaptações geradas, são passadas na replicação celular do indivíduo e já há estudos que comprovam que podem estar presentes até mesmo 8 gerações futuras, ou seja, as adaptações são passadas aos descendentes mesmo não havendo alteração na base do código genético.

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Agora, na prática o que podemos fazer para diminuir a inflamação em nosso corpo e por consequência expressar o que há de melhor em nosso código?

No meu próximo texto por aqui você encontrará essas orientações.

Por hora, apenas acolha o quanto você está agindo de forma coerente e responsável com a sua verdadeira essência. E se descobrir que não está, acolha e lance uma estratégia a favor de você. Caso seja necessário, peça ajuda!

Com confiança, amorosidade e gratidão.

Sobre o autor

Mariana de Carvalho

Mariana de Carvalho

Sobre mim e minha formação.

Entusiasta pela vida! Nutro uma grande fé nas pessoas. Acredito que o amor é a força maior capaz de transmutar vidas e concretizar sonhos com alegria.

Para poder ser um instrumento para aqueles que me buscam, fui pesquisando técnicas que fizessem sentido para mim. Abordagens que me permitissem transmutar, primeiramente a mim e depois o outro. Mergulhei não só nas ciências em torno da saúde como fisioterapeuta por meio da microfisioterapia e leitura biológica mas também em quântica, filosofia, espiritualidade livre e conhecimentos herméticos.

Desde criança fui incentivada a fazer com que mais “SINS” ocorressem em minha vida. Fui estimulada a persistir, afinal o verdadeiro resultado de uma ação é alcançado quando se mantém o foco e se exerce a capacidade de encontrar soluções diante dos desafios.

Assim cresci, perseverando no bem, focada nos estudos, persistindo com o sonho de transmutar a minha vida e a de quem estivesse em torno. Durante essa trajetória, idealizei uma condução terapêutica para ser uma facilitadora do processo de despertar e acesso ao EU SOU – o BE yourself. E da experiência em consultório surgiu a necessidade de expandir esse conhecimento para vivências e cursos, possibilitando facilitar o caminho de mais pessoas ao mesmo tempo.

Para mim a busca pela reforma íntima é constante, pois quanto mais expandimos nosso nível de consciência mais integrados às LEIS que regem o Universo estamos. E, assim, os véus da ilusão são removidos e aprendemos a desapegar de tudo que é desnecessário, passando a focar no que realmente importa: o amor incondicional.

Assim inicia-se uma experiência interna, sem volta, rumo ao CRIADOR de Tudo que É. Rumo ao EU SOU.

Nos tornamos peças fundamentais na mudança do mundo, pois acredito piamente que ao mudarmos individualmente o mundo todo muda.

Basta despertar sua essência!

Pois a verdadeira mudança só se estabelece quando é de dentro para fora.

Algumas das situações em que posso ser um instrumento de auxílio na mudança do seu mundo:

• Despertar de consciência;

• Facilitar o acesso ao EU SOU;

• Reprogramar crenças limitantes;

• Harmonizar os pilares em torno da vida nesta dimensão;

• Estimular o seu salto quântico;

• Equilíbrio da saúde: física, emocional, mental, relacional;

• Bem-Estar e Vitalidade;

• Recuperar a Autoestima e a Autoconfiança;

• Traumas Emocionais: perdas, separações, abandono, agressões, abusos;

• Déficit de atenção e hiperatividade;

• Alterações hormonais;

• Ansiedade e Depressão;

• Câncer;

• Insônia e Distúrbios do Sono;

• Enxaqueca e Cefaleia;

• Eliminação de Medos, Fobias e Síndrome do Pânico.

O estudo se mantém em fluxo contínuo e se integra aos processos terapêuticos realizados por mim, mas a base maior do que faço está nas seguintes formações:

• Idealizadora e criadora do BE YOURSELF – Biological Experience for YOU;

• Formação Internacional em Microfisioterapia pelo Instituto Salgado;

• Formação Internacional em Leitura Biológica pelo Instituto Salgado;

• Pós-graduação em Osteopatia pelo Idot;

• Mestrado em fisioterapia pela Unesp;

• Especialização em reabilitação cardiovascular pela Unesp;

• Pós-graduação em Fisiologia do Exercício e Prescrição do Treinamento;

• Pós-graduação em Nutrição Esportiva;

• Formação internacional em pilates clínico;

• Formação em treinamento funcional CORE 360;

• Graduação em fisioterapia pela Unesp de Presidente Prudente;

• Graduação em Tecnologia em Saúde.

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