Comportamento Saúde da Mulher

Tudo sobre métodos contraceptivos

Imagem de várias pílulas contraceptivas na cor branca. Ao centro dela, uma pílula em formato de coração na cor vermelha.
HeungSoon / Pixabay
Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Depois que uma mulher menstrua pela primeira vez, ela já está apta para engravidar, na maioria dos casos. Nem todas elas iniciam a vida sexual logo após esse período, mas aquelas que forem sexuais poderão sentir mais vontade de ter relações desse tipo com o passar do tempo.

Sem uma educação sexual adequada, porém, muitas mulheres que são heterossexuais ou bissexuais e se relacionam com homens correm o risco de engravidar ou de contrair ISTs, Infecções Sexualmente Transmissíveis.

Com informações seguras, no entanto, elas poderão encontrar contraceptivos que reduzem significativamente a chance de ter um óvulo fecundado, e alguns que podem protegê-las contra doenças. A seguir, descubra um universo que vai muito além da pílula anticoncepcional!

Métodos contraceptivos hormonais

Uma das maneiras de impedir que uma mulher ovule e, consequentemente, tenha a chance de engravidar, é controlar a produção de hormônios do organismo dela. Então, os métodos contraceptivos hormonais irão impedir que a mulher passe pela ovulação, garantindo até 99% de proteção contra uma possível gravidez. Veja quais são eles!

Imagem de uma cartela de pílula contraceptiva para tomar via oral.
Anqa / Pixabay

Pílula contraceptiva oral

A pílula contraceptiva oral, também chamada de pílula anticoncepcional, é um dos métodos mais comuns para prevenir uma gravidez, a partir da liberação de estrogênio e progesterona no organismo da mulher. Ela deve ser recomendada por um(a) ginecologista, para só então ser ingerida pela boca diariamente. Com ela, é possível interromper a menstruação, e também é utilizada para o tratamento de algumas doenças no útero.

Adesivo contraceptivo

O adesivo contraceptivo libera pequenas doses diárias de hormônios no organismo da mulher, quando está em contato com a pele. Assim, basta aplicá-lo em alguma região do corpo, como parte superior das nádegas, costas, parte inferior da barriga ou parte externa do braço. Ele é mantido na pele por 21 dias e deve ser indicado por um(a) ginecologista.

Implante contraceptivo

O implante contraceptivo é uma boa opção para quem não consegue lembrar de tomar a pílula anticoncepcional e para quem não quer ter um adesivo, mesmo que discreto, no corpo. Recomendado e aplicado por um(a) ginecologista, o implante é um pequeno bastão que será inserido embaixo da pele de um dos braços da mulher, liberando doses de hormônios diariamente. Ele dura até três anos e é imperceptível na pele!

Chip contraceptivo

Embora muitas pessoas o procurem pelo nome de chip contraceptivo, esse método anticoncepcional é o implante contraceptivo, que foi explicado no tópico acima. É importante que você saiba que ele não é um dispositivo elétrico, e que pode ser removido do seu corpo a qualquer momento, se desejar.

Anel contraceptivo

Entre os métodos contraceptivos hormonais há também o anel contraceptivo, ou anel vaginal. Ele é um aro que deve ser inserido no canal vaginal, uma vez por mês. Ele liberará hormônios diariamente, atuando como a pílula anticoncepcional, mas de forma mais localizada. Por ser um método hormonal, é preciso que ele seja recomendado por um(a) ginecologista, mas pode ser aplicado por qualquer pessoa, na própria casa.

Imagem de uma injeção contraceptiva disposta sobre uma mesa branca.
Willfried Wende / Pixabay

Injeção contraceptiva

Para quem não tem medo de agulhas, a injeção contraceptiva é um método que funciona como a pílula anticoncepcional, com a liberação de hormônios no organismo. Porém, a injeção será aplicada por um(a) ginecologista, mensal ou trimestralmente. É preciso realizar um controle mensal do uso da injeção, para garantir que seu corpo continue funcionando normalmente com ela.

Pílula do dia seguinte

A pílula do dia seguinte não deve ser utilizada como método contraceptivo de forma rotineira. É uma forma de contracepção de emergência, para quando ocorre algum problema e a relação sexual acontece de forma desprotegida. Ela atua no organismo somente se for ingerida em até 72 horas depois da relação sexual, mas não têm ação abortiva. Então, se o óvulo já tiver sido fecundado pelo espermatozoide, ela não terá efeito. Além disso, ela só pode ser ingerida no máximo uma vez por mês, ou perderá sua eficácia.

SIU mirena e kyleena

O SIU é o DIU hormonal. DIU é um dispositivo intrauterino que será explicado posteriormente, e o SIU é a versão hormonal dele. Há as opções mirena e kyleena, sendo que cada uma contém uma quantidade de hormônios. A opção escolhida será introduzida no útero da mulher, e os hormônios serão liberados nessa região. Assim, não há necessidade de ingerir uma pílula anticoncepcional diariamente, já que a proteção está sempre no seu corpo.

Métodos contraceptivos naturais

Os métodos contraceptivos naturais, muitas vezes, são entendidos como os métodos contraceptivos que não levam hormônios. Há também os métodos que não dependem de um utensílio ou de um acessório, e você irá conhecer cada um deles a seguir. Note que um deles ainda precisa de recomendação e acompanhamento médico para ser utilizado!

Contraceptivo DIU

O DIU, que foi citado anteriormente, pode ser de cobre ou de prata e, nesses casos, não irá liberar hormônios no organismo da mulher. Todas as versões dele estão disponíveis em versão míni, para as mulheres que nunca tiveram filhos ou que têm o útero pequeno. Tanto o DIU de cobre quanto o de prata atuam como método de barreira, que produz uma inflamação no útero e dificulta a chegada do espermatozoide ao óvulo. Porém, o de prata pode reduzir os sangramentos, que são intensificados com o de cobre. Ambos devem ser inseridos e observados por um(a) ginecologista.

Esponja contraceptiva

A esponja contraceptiva é um método pouco conhecido, mas que garante a prevenção contra a gravidez sendo uma barreira para o espermatozoide. Ela deve ser inserida no canal vaginal até 24 horas antes da relação sexual com um homem. A partir disso, ela vai liberar espermicida no corpo, absorvendo o espermatozoide antes que ele chegue ao útero. Ele pode ser aplicado em casa e não precisa de recomendação médica.

Imagem de uma mulher escolhendo o diafragma contraceptivo. Os doois modelos estão dispostos sobre as mãos de sua médica ginecologista.
Andriy Popov / 123RF

Diafragma contraceptivo

O diafragma é um anticoncepcional de barreira, que impede que o espermatozoide chegue ao útero para fecundar o óvulo. Ele é como um copo pequeno de silicone, que será introduzido na entrada do útero, pelo canal vaginal. É recomendado aplicar espermicida nas bordas do objeto, como uma prevenção a mais. O diafragma deve ser mantido no corpo por até seis horas e removido antes de 24 horas. Não precisa ser aplicado por um(a) ginecologista e é confortável!

Contraceptivo masculino

O único contraceptivo masculino, ou seja, que pode ser utilizado por um homem, é a camisinha masculina. Ela e a camisinha feminina são os únicos métodos contraceptivos que protegem contra as ISTs, então, é recomendado que você sempre utilize uma delas, para se prevenir de uma gravidez e de doenças sérias. A camisinha masculina deve ser colocada no pênis ereto, no momento da relação sexual, removendo o ar de dentro dela. A camisinha feminina deve ser introduzida no canal vaginal, deixando a outra extremidade para o lado de fora. Ela é recomendada para mulheres que têm relações sexuais com outras mulheres, protegendo-as de doenças.

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Para escolher o melhor método contraceptivo, você pode procurar auxílio médico. É importante que você entenda como o seu corpo funciona e como ele pode reagir a cada forma de se prevenir de uma gravidez. Não sinta vergonha de cuidar da sua saúde! Lembre: o melhor anticoncepcional para você é o que faz você se sentir bem e segura. Cuide-se!

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