Saúde Integral

Vacina da dengue: conhecendo seus efeitos e benefícios

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Depois de longos anos de pesquisa, a vacina que previne a dengue finalmente chegou e será distribuída pelo SUS. Sua promessa é mudar os números alarmantes da doença no Brasil e melhorar a situação da saúde pública.

Assim como qualquer outra medicação, é preciso compreender seus riscos, eficácia e reações. Essa imunização tem como intuito ajudar nosso corpo, mas existem outros detalhes importantes que precisam ser destacados.

  1. Sua criação

A vacina da dengue é recombinante, ou seja, ela usa a mesma estrutura do vírus utilizado na vacina que combate a febre amarela, substituindo informações genéticas. Cientistas removeram proteínas da estrutura e colocaram no lugar o DNA da dengue.

  1. Como ela previne a dengue

Utilizando o vírus vivo ao fabricá-la, dentro do nosso corpo ele age de forma selvagem sem causar a doença. O organismo assim cria os anticorpos necessários para combatê-lo, como se houvesse de fato a dengue para combater.

  1. Doses

Segundo pesquisas, os anticorpos diminuem depois da primeira dose, sendo necessária a segunda e a terceira para que o processo faça total efeito. A ideia é que a vacina seja dada de 6 em 6 meses, sendo que na terceira vez o vírus estará equilibrado e duradouro.

  1. Meta

A vacina é tetravalente, ou seja, ela previne contra os 4 tipos existentes de dengue. A sua eficácia varia com o sorotipo.

  1. Para quem já teve dengue

A vacina é mais eficiente em casos extremos da doença, então para quem já teve dengue a eficácia é de 80%. Quem já tomou alguma vacina contra o vírus terá imunidade muito maior do que quem nunca teve contato com ele.

  1. Proteção

A pesquisa contou com mais de 40 mil pessoas e a média de proteção que a vacina proporciona é de até 5 anos.

  1. Efeitos colaterais

Um dos principais medos das pessoas é o risco em relação às vacinas, que algumas vezes chega até no aparecimento da doença. Esse tipo de imunização precisa de cuidado com pacientes com imunodeficiência, gestantes, mães que estão amamentando e que não devem tomar a vacina justamente para não contrair a doença.

É importante destacar que, até o presente momento, nenhuma pessoa que participou da pesquisa teve alguma complicação ou adquiriu a doença.

  1. Reações adversas

É muito comum que depois de tomarmos uma vacina muito forte surja alguns efeitos no nosso organismo, especificamente nessa os mais comuns são: dor e vermelhidão no local, febre, mal-estar, dor de cabeça e mialgia.

Como toda vacina, é preciso ficar atento ao que seu médico recomenda, não hesite em pedir exames para identificar se você está apto para tomá-la.


Texto escrito por Juliane Rodrigues da Equipe Eu Sem Fronteiras

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