Autoconhecimento Consciência Aplicada

Série – Consciência em Transformação Artigo 3 – A resistência

silhueta de mulher meditando
Zyabich / Getty Images Pro / Canva
Escrito por Anna Maria Oliveira

“Você nunca vai me fazer virar uma coisa dessas!”

A lagarta olhando para a borboleta

A terceira etapa da consciência em transformação é a batalha entre o velho e o novo! A velha forma não abandona o território com facilidade.

Quando começamos a considerar uma nova maneira de olhar a realidade, os nossos padrões de pensamentos e sentimentos mais profundos gritam: “Não faça isso!”.

Surge o medo do desconhecido, o medo de romper com as formas de pensamentos mais antigas, com os padrões ditados pela família, pela cultura e até mesmo de outras vidas. É a fase dos questionamentos, dos “e se?”. O novo atrai e o velho resiste.

Hesitação e indecisão aparecem como símbolos do conflito.

A resistência é parte natural da mudança. Se você tiver pressa, provavelmente terá de repetir a lição. Quando assumimos a vontade de crescer, observamos a vida se tornar “caótica”.

Por exemplo, quando dizemos que queremos ser mais pacientes, o que acontece? Situações de frustração ou impaciência aparecem.

Dia desses, me peguei em uma situação de queixa, perguntando: “O que estou fazendo de errado?”. Depois de compartilhar com meu sócio essa angústia, ouvi dele a afirmação: “Você não está fazendo nada errado! Tudo é parte do processo de mudança!”.

Silhueta de mulher olhando pela janela
StockSnap / Pixabay / Canva

Mas quando se está no “caos”, o sistema de segurança do ego acende o alerta vermelho, na tentativa de manter o “status quo”.

Sentimos também a perda do senso de direção. O passado acabou e o futuro não chegou. O ponto médio é o momento de várias possibilidades. Quando aproveitamos esse instante, podemos viver a experiência de estar no núcleo de um furacão, no centro da vida, repleto de oportunidades livres e incondicionais. O olho do furacão é o espaço mais tranquilo.

As ideias que temos a respeito de nós mesmos têm seus próprios campos de energia. Na etapa da resistência, um novo molde está sendo elaborado. Assim, é preciso usar a nossa força de vontade para afirmar com persistência a possibilidade de mudança.

A alteração crítica ocorre quando o desejo de mudança é maior do que o medo do processo.

As batalhas mais dramáticas têm um sabor diferente quando compreendemos que o resultado foi definido no momento em que dissemos: “Eu quero a verdade”.

É comum, após um curso, treinamento, processo de coaching, sessão terapêutica ou seminário em que tivemos profunda compreensão, ficarmos cheios de entusiasmo. E entramos em colapso imediatamente. Estamos prontos para mudar, mas o nosso mundo está lá, onde o deixamos, e todas as velhas defesas surgem.

A família e os amigos não têm a menor ideia do que estamos dizendo, e por vezes eles podem se sentir ameaçados, tornando-se acusadores: “Você mudou! Você não é assim! Você está abandonando o barco no momento mais difícil”!

Então é a hora de diminuir a velocidade. Respirar fundo. Inserir novos sentimentos. Lembrar que a família, os amigos e os companheiros de trabalho não partilharam das mesmas experiências que tornaram a mudança possível para você.

Outra dica é permanecer em contato com os seus sentimentos. Assim não entrará em repressão e decepção em relação a si mesmo. Para atingir o que deseja, é preciso começar do lugar onde está.

Homem sentado pensativo
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Observe o que são os sentimentos e o que são as reações emocionais programadas. Posso sentir vontade de perdoar, mas quando uma velha ferida é aberta, tenho a reação emocional de raiva e autojustificativa.

As reações emocionais revelam que ainda estamos agindo a partir do velho modelo. São impetuosas e nos fazem prestar atenção.

Os sentimentos são ouvidos e percebidos nos momentos mais calmos. Quanto mais ouvimos o nosso “eu” profundo e nos comprometemos a seguir a sua orientação, mais somos capazes de ver a diferença entre aquilo que somos, em oposição àquilo que estamos vivenciando.

A boa notícia é que o momento de observar uma reação, com certo grau de distanciamento, chegará. Você vai observar a reação e sua causa. Quanto mais lutamos contra a resistência, mais apertados os nós ficam.

Essa etapa passa. Seja paciente! O tempo dela dependerá, em maior ou menor grau, de honestidade consigo mesmo.

Algumas ações que podem ajudar nesse momento:

  1. Acompanhamento terapêutico, mentoria, aconselhamento, por exemplo: buscar profissional de sua confiança;
  2. Escrever sobre suas experiências, sentimentos e reações: liberar a tensão pela escrita;
  3. Meditar: oferecer si mesmo momentos de introspecção, autoacolhimento e energização, prevenindo estresse e ansiedade;
  4. Prática de atividade física: movimentar o corpo por meio de práticas esportivas adequadas ao seu perfil e condição de saúde.
  5. Visualização criativa: equilibrar as polaridades Yin e Yang. As energias feminina e masculina harmonizadas ajudam a autopercepção dos sentimentos e das reações.

Aguarde…. o momento da compreensão e do despertar estão aproximando!

Deixo sugestão de práticas meditativas para te inspirar:

“Sente-se em posição confortável… inspire e expire… suave e profundamente durante toda a prática… quanto mais atenção à respiração… mais você poderá se conectar à sua essência e à sua leveza.

Ser leve… inspirando e expirando…. a energia vital é arejada… circula livremente pelo corpo físico e sutil…

Imagine a energia vital formando o símbolo yin e yang… na inspiração yin e na expiração yang… concentre-se no movimento… e aos poucos você sentirá relaxamento e concentração… e nesse movimento você sentirá leveza… soltura… segurança… sem controle… sem pesos…

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Sua essência é luminosa, suave, leve… as polaridades ying e yang, feminina e masculina, estão integradas… tornando sua experiência, sua intuição e seu discernimento alinhados… e esse alinhamento fortalece e nutre sua leveza…

Sinta… sinta… confiança, clareza mental, fluidez… estado interno de flow…

Faça mais algumas respirações profundas… honre sua sabedoria interior, honre o tempo presente, honre seus saberes, sua vida…

Abra os olhos devagar… alongue o corpo… repita a pratica em outros momentos”. (criada por Anna Maria)

Boas reflexões e experiências!

Abraço carinhoso repleto de Paz!

Sobre o autor

Anna Maria Oliveira

Atuo como palestrante, consultora, professora formadora na abordagem meditação e yoga lúdico na educação, desenvolvida por mim. Graduada em cursos complementares, como arte contemporânea, xilogravura, educadora brincante, reiki tibetano, técnicas corporais ayurveda, instrutora de yoga na educação com crianças.

Vasta experiência em educação pública e no terceiro setor.

Realizo atendimento individualizado para profissionais da educação, utilizando a abordagem consultoria integrada experiencial.

Fundadora da Academia Confluência, escola de desenvolvimento humano para autogestão.

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