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5 metas conscientes para o ano novo

Duas taças de champanhe.
Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Com a chegada de um novo ano, é comum que as pessoas atualizem os planos e as metas que pretendem alcançar. Os projetos são muito variados, mas sempre existem semelhanças: perder peso, poupar dinheiro, viajar mais ou passar mais tempo com a família.

Ainda que todas as promessas de Ano Novo sejam válidas, nem todas são facilmente cumpridas. Algumas delas acabam sendo pouco realistas, o que torna ainda mais difícil alcançá-las. No final do ano, então, no momento de fazer uma retrospectiva de tudo o que foi conquistado, as pessoas percebem que não conseguiram cumprir grande parte do que se propuseram a fazer.

Estabelecer metas ousadas pode parecer um desafio interessante, uma proposta motivadora e uma inovação na rotina, no entanto é preciso dosar as expectativas que nutrimos sobre essas metas, caso contrário os objetivos irreais e não cumpridos podem gerar uma sensação de impotência, baixa autoestima, falta de confiança e desânimo.

É muito bom que você use as metas de Ano Novo como uma forma de exercitar a sua autoconfiança, acreditando que é capaz de executar tudo aquilo que se propuser a fazer. Mas não seria melhor passar por um processo de autoconhecimento para reconhecer aquilo que realmente pode ser executado?

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O tempo de um ano, por mais que pareça longo, não é suficiente para muitos projetos. Comprar uma casa, por exemplo, pode exigir as economias de vários anos, assim como comprar um carro. Se a meta é perder peso, é preciso que haja uma reeducação alimentar, não só o desejo de emagrecer.

Além disso, é preciso considerar o que está por trás dos desejos de final de ano. Será que você quer mesmo emagrecer ou definiu isso como meta porque é o que a maioria das pessoas sugere que você faça? Será que você tem vontade de começar novos projetos ou já está satisfeita(o) com o que executa? Você precisa de uma casa nova ou o lugar onde você vive te faz feliz?

Para definir metas que você tem altas chances de realizar, o que você pode fazer é pensar em cinco metas conscientes. Essa quantidade, além de ser realista, pode ser executada de uma vez ou aos poucos. Tudo vai depender de como você pretende se ajustar ao que iremos sugerir.

A seguir, você irá conferir quais são as cinco metas conscientes que você pode adotar no ano que se inicia. Você vai perceber que elas são amplas, o que permite que você trace objetivos dentro de cada uma delas. Em cada tópico, iremos exemplificar como fazer isso. Veja!

1) Manter a saúde em dia

Mulher sentada na grama.

Muitas pessoas imaginam que só precisamos visitar um(a) profissional da saúde quando algo está indo mal com nossos corpos. Na verdade, é sempre bom fazer um acompanhamento médico para verificar o que pode ser melhorado no organismo.

Por isso, ao traçar a meta “manter a saúde em dia”, pense sobre a sua relação com a sua saúde. Você acredita que se alimenta bem? Você dedica um tempo do dia para se exercitar? Você faz exames médicos anualmente? Você se sente bem na maior parte do tempo? Se você se sente mal, procura ajuda de um(a) profissional da saúde?

A partir dessas perguntas e das respostas que você obtiver, você vai entender quais são as suas maiores necessidades dentro dessa meta. Observe no exemplo a seguir:

Imagine que você não está se alimentando bem. No próximo ano, você pode começar visitando um(a) nutricionista. Ou então você pode fazer uma horta na sua casa, pesquisar receitas saudáveis para a sua rotina e evitar alimentos industrializados ou muito gordurosos. Se você achar que não consegue fazer tudo isso, pode definir uma mudança principal e ver como se sai com ela.

Por exemplo: defina que toda vez que você tiver que recorrer ao fast food, irá procurar um lugar que venda alimentos saudáveis. Ou determine que o seu café da manhã será rico em frutas e fibras. Depois que realizar bem um desses objetivos, pode até partir para outra medida, se você sentir que vai conseguir mantê-la.

Uma dica para quem acredita que já cuida bem da saúde, mas sente que pode melhorar, é beber água, usar protetor solar e passar fio dental. São medidas simples, mas que farão muita diferença na sua pele, no seu organismo e nos seus dentes. Além disso, você vai sentir que está cumprindo uma missão, por mais simples que ela seja.

2) Controlar o dinheiro

Desenho de porquinho.

Não é só quando queremos economizar para comprar alguma coisa que devemos nos preocupar com o dinheiro que temos. Cuidar das finanças pode ser um desafio para muitas pessoas que se veem afogadas em contas e dívidas para pagar. A sensação é a de que o dinheiro não rende tanto quanto deveria.

Com a meta “controlar o dinheiro”, o objetivo não é que você se torne uma pessoa profissional em finanças. Pense sobre como você lida com o seu dinheiro: você gasta tudo de uma vez? Faz muitas compras no crédito? Usa a maior parte do seu salário para pagar contas ou consegue guardar um pouco? As coisas que você compra são realmente necessárias?

Tendo isso em mente, você será capaz de definir como usar melhor o seu dinheiro, direcionando-o para um objetivo e obtendo mais segurança na hora de controlar suas finanças.

Se você quer fazer uma compra grande, como de uma casa ou de um carro, você pode consultar um(a) gerente de investimentos, para que o seu dinheiro renda mais. Só essa medida já permitiria que você arrecadasse mais dinheiro ao longo do ano. Se você quer economizar sem um fim definido, você pode definir que só irá fazer compras de itens superficiais uma vez por mês.

O mais importante sobre essa meta é que você deve analisar o que é possível fazer com o dinheiro que você recebe. Não adianta definir que você precisa juntar milhares de reais se você usa a maior parte do seu salário para pagar contas, por exemplo. Pense no que você precisa que o seu dinheiro forneça e só então defina um objetivo que seja realista.

Se você ainda não tem tantos problemas com finanças, mas quer aumentar a sua atenção para isso, uma dica é consumir menos. Quando for comprar alguma coisa, pense nas seguintes perguntas: eu preciso disso? Quantas vezes eu vou usar? O preço que custa corresponde ao meu orçamento? Só depois decida se você deve mesmo comprar!

3) Dedicar-se a aprender algo novo

Mulher lendo livro.

Para começar o ano, uma boa meta é definir que você irá aprender algo novo. Pode ser um novo idioma, um curso profissionalizante, algum tipo de trabalho voluntário para conhecer novas realidades ou até mesmo uma graduação.

Nesse caso, o que você precisa fazer antes de definir o que quer aprender é analisar quanto tempo disponível para isso você tem. Você pode dedicar horas do dia a isso ou somente alguns minutos? Você teria disponibilidade para sair de casa ou gostaria de aprender no conforto do seu lar? No que esse aprendizado poderia te ajudar?

Ao definir as respostas para esses questionamentos, você será capaz de delimitar o seu campo de escolhas. Imagine que você tem o sonho de estudar em outro país, mas sabe que não pode deixar o seu trabalho. Essa meta já começaria impossível, certo?

Se você quer aprender para se profissionalizar em alguma área, pode conversar com a pessoa para quem você trabalha e verificar a disponibilidade que você teria para isso. Se você não pode sair de casa para fazer um curso, procure aqueles que são online ou que estão disponíveis no YouTube. É importante que você ajuste essa meta às suas possibilidades e necessidades.

Pensar nos benefícios que esse novo aprendizado pode te trazer será essencial no processo de definir o melhor custo-benefício. Se você quiser um curso somente para passar o tempo, não invista tanto nisso. Se você acredita que o curso te trará uma maior projeção na sua carreira, vale a pena investir tempo e dinheiro.

Se você quer aprender coisas novas, mas não a ponto de fazer um curso, uma meta simples de ser cumprida é escolher um assunto do qual você gosta e procurar reportagens e vídeos sobre ele. Você pode fazer isso uma vez por semana ou uma vez por mês, como for melhor para você. É uma forma de cumprir uma meta sem gastar muito tempo e muito dinheiro!

4) Consumir com consciência

Pés ao lado de abacaxi.

Muito se fala sobre a necessidade do consumo consciente. Para muitas pessoas, isso significa consumir somente produtos orgânicos, veganos ou livres de crueldade. No entanto o consumo consciente não está restrito a esse universo. Ao pensar em um consumo “consciente”, o que se espera é que a pessoa tenha conhecimento sobre o que ela está adquirindo.

Ou seja, se você conhece de onde vêm os alimentos e os produtos que você consome, o seu consumo já é consciente. Mas como você pode melhorar a sua relação com isso? Se você sabe que alimentos provenientes de animais são obtidos por meio de tortura e crueldade, por que você não se incomoda com isso? Se você sabe que as roupas que você usa foram feitas com trabalho escravo, vale a pena continuar usando?

A ideia de promover um consumo consciente é refletir sobre as questões que nos motivam a consumir, sobre o que está por trás do que compramos e sobre como nos posicionamos a respeito desses fatores. Se você, durante a sua reflexão, se der conta de que se incomoda com regimes de escravidão humana ou com tortura de animais, saiba que é possível fazer um esforço para mudar seus hábitos.

Um objetivo relacionado a essa meta seria tornar-se vegano(a). Para muitas pessoas, isso pode ser uma tarefa difícil. Pela dificuldade, elas podem acabar desistindo e deixando o plano para trás. A ideia é começar aos poucos. Em vez de cortar certo tipo de produto do dia para a noite, você pode escolher medidas mais simples.

Em vez de comprar uma roupa de couro ou de pele, você pode procurar uma imitação. Em vez de comprar uma calça jeans cuja produção usa muitos litros de água, você pode recorrer a outros materiais. Em vez de tomar leite de vaca, você pode procurar leite de castanhas. Em vez de escolher um prato com carne, opte por um vegetariano.

Se você quiser mudar os seus hábitos de consumo aos poucos, pense no que você pode mudar sem muita dificuldade. Só depois de conseguir conviver bem com essa mudança é que você deve partir para as próximas metas relacionadas a isso.

5) Dedicar-se a um projeto

Post-its colados na parede.

Se você é uma pessoa que tem um sonho, seja de começar um negócio, fazer uma viagem ou qualquer outra coisa, que tal começar a se dedicar a isso? Dependendo do que você quer fazer, um ano não será tempo suficiente para isso, mas já é um estímulo para começar.

Para um sonho grande e ousado, você pode começar definindo tudo o que você precisa para realizá-lo. O que está ao seu alcance? Do que você precisa para conseguir tudo o que falta? Quanto tempo e quanto dinheiro você pretende dedicar a isso? Quais serão os frutos que você irá colher desse processo? O que você gostaria de transmitir ao mundo com esse projeto?

Depois de definir cada um desses fatores, você pode descobrir qual deles você pretende fazer ao longo de um ano. Como se trata de um sonho, não deve haver qualquer tipo de obrigação ou de pressão em torno dele. Faça tudo no seu tempo, de acordo com as suas capacidades.

Se o seu sonho é fazer uma viagem no ano que vai começar, você pode usar alguns meses para guardar dinheiro, para aprender sobre o lugar que quer visitar e para organizar tudo. Realizar os seus sonhos com calma deve ser essencial nesse processo, para que você não acabe se atrapalhando no futuro.

O segredo para que essa meta seja bem definida é que você tenha em mente o que quer fazer e quais são os meios para conquistar isso. Mesmo que não pareça fácil no começo, com organização, tranquilidade e ajuda você pode chegar aonde deseja.

Se você tem uma realização pessoal que gostaria de cumprir no ano que vai começar, você pode dedicar algumas horas da sua semana ou do seu mês para verificar tudo que precisa para cumpri-la. Desta forma você não vai se sobrecarregar com isso nem gastar as suas energias com algo que deve ser essencialmente prazeroso.

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