Autoconhecimento Comportamento Convivendo Espiritualidade

Ilusão da permanência: por que insistimos em nos rotular?

Imagem de um caminho em uma floresta dividido entre folhas e árvores secas, simbolizando transição, mudança e impermanência.
Irina Iriser / Pexels / Canva
Escrito por Vanessa Milis

Cansado de fórmulas prontas e rótulos? No meu novo artigo para o Eu Sem Fronteiras, convido você a abraçar a impermanência e romper com os padrões da internet. Descubra como mudar sua perspectiva para frear a ansiedade e resgatar sua essência. Venha comigo nesta nova fase!

Por muito tempo, especialistas em comportamento humano nos fizeram acreditar que a nossa identidade é um registro permanente, porém a ciência vem nos mostrando o que algumas abordagens de conhecimento empírico já nos apontavam há milênios: não somos seres permanentes. Se existe uma máxima sobre a existência humana, é a IMPERMANÊNCIA.

Por mais que tentemos simplificar nosso entendimento sobre nós ou sobre o mundo ao nosso redor, classificando ideologicamente tudo e todos, não é este o caminho para a liberdade. Pelo contrário. 

Quando nos prendemos a enquadramentos aparentemente lógicos, acabamos encaixotando emoções, instintos, capacidades. E nos aprisionamos em conceitos limitantes. E sabe o que é pior? Os gurus de internet, na sua maioria, vendem suas próprias teorias encaixotadoras. O que é muito triste. 

O aumento dos índices de doenças psíquicas, violência contra a mulher e criança, rotatividade nas empresas e outros mais, é evidência mais do que concreta do insucesso dessa avalanche de métodos e mentorias que reproduzem clones dos mentores que as comercializam.

O “esfriamento da fé e do amor”, profetizado há milênios na Bíblia, está escancarado diante dos nossos olhos. Nunca se falou tanto em compaixão, empatia e sustentabilidade, mas a verdade é que nunca fomos tão destrutivos conosco, com o próximo e com o mundo ao nosso redor.

Diante deste contexto, deixo para você o convite de acompanhar meus artigos daqui para frente, marcando um novo tempo da minha jornada como colunista do Eu Sem Fronteiras.

Quero compartilhar com vocês algumas vivências, percepções e reflexões, muito desprendidas de julgamentos, mas repletas de aprendizados e observações que possam trazer a você, um olhar de fora para acender a sua luz interior. Creio que nosso maior propósito como seres humanos seja acender a luz do outro. E para isso não é preciso ser perfeito.

É preciso SER HUMANO consciente e comprometido em alimentar a própria chama de vida, em vez de apenas sobreviver, consumir, trabalhar e correr como um rato de laboratório pela ciranda da vida.

A vida real é cada vez mais complexa, sim. E talvez não possamos mudar nossa rotina de uma hora para outra, mas estamos equipados para responder diferente a todas as exigências, urgências e rotinas que a vida nos apresenta.

Precisamos sim, frear alguns impulsos: o de querer agradar a todo mundo a qualquer custo; insistir em dar conta de tudo – o que nos coloca em modo de ansiedade permanente; ser agradável o tempo todo com todos e desagradável com você mesma e negligenciar a alegria e os pequenos prazeres, afinal, felicidade não é algo permanente, mas o estado de alegria pode ser. Tudo depende de qual lente você veste para olhar o que acontece sob uma nova perspectiva.

Lembre-se: todo ser humano precisa de limites. A liberdade não está em não ter limites, mas saber escolher conscientemente quais você manterá e quais buscará se desenvolver para expandir. Bem-vindas à nova fase desta colunista!

  • Vanessa Milis

    Vanessa Milis

    Palestrante, escritora e consultora empresarial
    [email protected](48) 98845-3261@vanessamilisvanessamilis.com.br@VanessaMilislinkedin.com/in/vanessamilisvanessamilisoficial

    Vanessa Milis é consultora de liderança, autora e criadora da metodologia Essential Canvas®. Durante 15 anos, ajudou empresas a desenvolver lideranças e culturas. Mas uma verdade a perseguia: o maior desperdício do mercado não é falta de talento — é talento que ninguém vê.

    Sua própria vida se tornou seu maior professor. Através de perdas devastadoras, conversões profundas e descobertas de dons e competências forjadas na dor, ela compreendeu que a liderança verdadeira não começa no organograma. Começa no autoconhecimento.

    Hoje, ela tece duas narrativas: a expertise em cultura organizacional e a jornada pessoal de transformação. No livro "Quando Perder é Vencer" e na plataforma VALUEE, ela guia líderes, consultores e profissionais a transformar conhecimento invisível em autoridade reconhecida — começando por dentro.