Por muito tempo, especialistas em comportamento humano nos fizeram acreditar que a nossa identidade é um registro permanente, porém a ciência vem nos mostrando o que algumas abordagens de conhecimento empírico já nos apontavam há milênios: não somos seres permanentes. Se existe uma máxima sobre a existência humana, é a IMPERMANÊNCIA.
Por mais que tentemos simplificar nosso entendimento sobre nós ou sobre o mundo ao nosso redor, classificando ideologicamente tudo e todos, não é este o caminho para a liberdade. Pelo contrário.
Quando nos prendemos a enquadramentos aparentemente lógicos, acabamos encaixotando emoções, instintos, capacidades. E nos aprisionamos em conceitos limitantes. E sabe o que é pior? Os gurus de internet, na sua maioria, vendem suas próprias teorias encaixotadoras. O que é muito triste.
O aumento dos índices de doenças psíquicas, violência contra a mulher e criança, rotatividade nas empresas e outros mais, é evidência mais do que concreta do insucesso dessa avalanche de métodos e mentorias que reproduzem clones dos mentores que as comercializam.
O “esfriamento da fé e do amor”, profetizado há milênios na Bíblia, está escancarado diante dos nossos olhos. Nunca se falou tanto em compaixão, empatia e sustentabilidade, mas a verdade é que nunca fomos tão destrutivos conosco, com o próximo e com o mundo ao nosso redor.
Diante deste contexto, deixo para você o convite de acompanhar meus artigos daqui para frente, marcando um novo tempo da minha jornada como colunista do Eu Sem Fronteiras.
Quero compartilhar com vocês algumas vivências, percepções e reflexões, muito desprendidas de julgamentos, mas repletas de aprendizados e observações que possam trazer a você, um olhar de fora para acender a sua luz interior. Creio que nosso maior propósito como seres humanos seja acender a luz do outro. E para isso não é preciso ser perfeito.
É preciso SER HUMANO consciente e comprometido em alimentar a própria chama de vida, em vez de apenas sobreviver, consumir, trabalhar e correr como um rato de laboratório pela ciranda da vida.
A vida real é cada vez mais complexa, sim. E talvez não possamos mudar nossa rotina de uma hora para outra, mas estamos equipados para responder diferente a todas as exigências, urgências e rotinas que a vida nos apresenta.
Você também pode gostar
Precisamos sim, frear alguns impulsos: o de querer agradar a todo mundo a qualquer custo; insistir em dar conta de tudo – o que nos coloca em modo de ansiedade permanente; ser agradável o tempo todo com todos e desagradável com você mesma e negligenciar a alegria e os pequenos prazeres, afinal, felicidade não é algo permanente, mas o estado de alegria pode ser. Tudo depende de qual lente você veste para olhar o que acontece sob uma nova perspectiva.
Lembre-se: todo ser humano precisa de limites. A liberdade não está em não ter limites, mas saber escolher conscientemente quais você manterá e quais buscará se desenvolver para expandir. Bem-vindas à nova fase desta colunista!
