Autoconhecimento Espiritualidade

A caminho da regeneração

Silhueta de homem e cachorro correndo na praia durante o por do sol
Caio Felix / Getty Images / Canva
Escrito por Luiz Guimaraes

Dando curso aos desígnios de Deus e cumprindo a Lei do Progresso, o Orbe terrestre caminha para o mundo de Regeneração. Ultrapassando os obstáculos das provas e expiações, em que a prática do mal predomina no coração dos homens, vislumbramos, nesse processo de mudança, horizontes reluzentes para a humanidade. A luz desbravou as incúrias humanas, trazendo, ao longo dos séculos de dores e sofrimentos, a claridade de que tanto necessitamos. Uma nova aurora se apresenta auspiciosa para a prática do bem, sublime virtude que propicia aos Espíritos galgar os degraus evolutivos a que todos se destinam.

A contenda contra o mal continua. Enquanto o homem se digladia externamente com os seus semelhantes, adormecem no seu íntimo as imperfeições, causas de sua infelicidade na Terra. Atrelado ao egoísmo e ao orgulho, segue os caminhos pedregosos que dificultam o seu progresso moral. A ganância, a prepotência e a ânsia incontida pelo poder vedam seus olhos físicos e obscurecem ainda mais os olhos do Espírito, impedindo que a luz da verdade penetre no seu coração e desperte a sua consciência.

Em “A Gênese”, Cap. XVIII, item 28, 53ª ed. da FEB, temos:

… A época atual é de transição; confundem-se os elementos das duas gerações. Colocados no ponto intermédio, assistimos à partida de uma e à chegada da outra, já se assinalando cada uma, no mundo, pelos caracteres que lhes são peculiares…”.

Contudo há os obstinados que permanecem na senda do mal, retardando o curso evolutivo do Orbe. O Criador, com sua Sabedoria, permite que ocorram fenômenos que consideramos “flagelos”, mas conduzem em realidade ao cumprimento das Leis Naturais que integram todo processo renovador.

Mulher com os braços erguidos para o céu
Fotorech–5554393 / Pixabay / Canva

Por oportuno, refiro-me ao livro “As Leis Morais”, Cap. 21, de Rodolfo Calligaris: “(…) Pois bem, a lei de destruição é, por assim dizer, o complemento do processo evolutivo, visto ser preciso morrer para renascer e passar por milhares de metamorfoses…”. Destarte, em última análise, “a destruição não é mais que uma transformação que tem por finalidade a renovação e a melhoria dos seres vivos”.

No limiar destes novos tempos, cabe-nos uma reflexão profunda quanto à forma como vivemos. A princípio, deveremos sanear os nossos pensamentos, fonte de todas as nossas ações. Assim, nosso campo mental emanará energias benfazejas que irão repercutir favoravelmente para nós e também para o ambiente em que vivemos. Com essa expectativa de transformações, qual é o rumo que estamos escolhendo para o nosso amanhã, considerando que somos Espíritos imortais…?

No livro “Transição Planetária”, psicografia de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, pág. 24, consta:

Nesse inevitável esforço, estaremos todos empenhados, experienciando a vivência do amor em todas as suas expressões, formando um contingente harmonioso e encantador”.

(…) Ficai, portanto, certos de que, quando uma revolução social se produz na Terra, abala igualmente o mundo invisível, onde todas as paixões, boas e más, se exacerbam, como entre vós”.

(“A Gênese”, Cap. XVIII, item 9. 53ª ed. FEB. (Nas reflexões da vida, o melhor dicionário de que dispomos para dirimir dúvidas é a nossa consciência).

Sobre o autor

Luiz Guimaraes

Sou médico diplomado no ano de 1972, pela Faculdade de Ciências Médicas de Pernambuco. Já era funcionário do Banco do Brasil e em 1977 assumi o cargo de médico no serviço da Instituição. Em 1988, assumi a chefia daquele serviço e em 1996 aposentei-me. Escrevo para o Jornal do Commercio e Diário de Pernambuco (ambos em Recife) sobre a Doutrina Espírita e também sobre nossa conjuntura política. Sou membro efetivo da Academia Pernambucana de Música desde 1998.

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