Autoconhecimento

Se você quisesse se tornar uma pessoa melhor, por onde começaria?

Karla Ramonda
Escrito por Karla Ramonda

Este encontro de hoje é dirigido às pessoas que, como eu, um dia quiseram realizar mudanças significativas ou urgentes na vida – ou em si – e não sabiam o que fazer e por onde começar.

Escolhi sugerir algo prático – com algumas considerações iniciais – para quem está nessa condição e sente que necessita inserir novos hábitos que levem a uma melhora na qualidade de vida, sobretudo quanto ao aspecto emocional (demais resultados podem ser perfeitamente consequências dessa iniciativa).

De qualquer maneira, a intenção é dar um “norte” que possa clarear e impulsionar como poderá ser feita uma ou outra mudança que achar importante.

Mas antes, é fundamental que eu faça as seguintes observações:

  • Primeiro de tudo: se sentir que atualmente não dá conta – emocional e mentalmente – de fazer apenas por si mesmo qualquer movimento em direção a uma melhora, não se intimide e, naturalmente, busque ajuda ou suporte profissional para este momento.
  • As ideias aqui são apenas uma forma criativa de impulsionar a sua decisão de começar a mudar. Você poderá encontrar outras formas criativas e fazer a seu modo.
  • Toda significativa mudança começa com atitudes simples, constantes e aparentemente pequenas, mas potencialmente poderosas que se revelarão em saltos quânticos que o levará mais às sincronicidades. Procure abrir mão um tanto do pensamento linear de realizar e conquistar o que deseja ou busca, afinal, quando criamos a nossa realidade ao transformá-la, já não há mais lugar efetivo para o conceito linear em termos de resultados (a não ser que você insista em ficar nele, e adianto, quanto mais se agarrar à crença da linearidade mais esforço, mais atrito e mais cansativo será o processo).

Por exemplo: sabe quando você acredita que apenas fazendo um determinado caminho chegará aonde deseja? E não vislumbra quaisquer outras possibilidades ou formas de atuar? Então. Estejam abertos e receptivos. Mas calma, isso de estar assim também é um processo, o de se desfazer do que aprendeu que funciona – e que já não está funcionando mais tão bem assim (as velhas fórmulas e paradigmas).

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  • O importante é começar. E começar todo dia. Não apenas começar.

Seu ego, seu mental, aquele que também “mora” aí em você, gosta de colocar a bicicletinha da tagarelice e da sabotagem para funcionar. Vai lhe dar mil ideias que poderão tirar você do propósito de mudança. O ego odeia mudanças porque ele é inseguro, tem medo e funciona nessas bases. Importante: não brigue quando ele começar a tagarelar para sabotá-lo/a e desanimá-lo/a, fazendo você adiar a sua transformação. (Não o ataque, mas lhe dê limites).

Alerto aos que julgam, culpam e o condenam: ele é parte de você e o segredo está em integrá-lo. Renegar só fará com que o ego (e tudo mais o que a gente odeia/nega) queira ser visto com mais força ainda! Todas as suas partes terão de passar pelos processos de mudança, e ele não ficará de fora.

Como integrar? Fazendo o que recomendei acima. Diga a ele (e pode ser em voz alta mesmo, e amorosamente) que quem manda a partir de agora é você. Que você o ama, que o reconhece e agradece por toda a contribuição que deu até aqui, mas agora quem manda é a sua sabedoria interior. Quando você acolhe qualquer aspecto que considera negativo, estará a promover a sua integração. Isso faz sentido para você?

Quando escolher falar a seu ego, seja amoroso. Respire, pause e diga como quem está a se comunicar com uma parte viva, presente e não menos importante, que compõe o seu ser.

  • Começar requer determinação e continuar requer…

Sabe aqueles pedidos de socorro feitos pela pessoa com fervor enquanto ela está em crise?

Muitas vezes, quando os pedidos são atendidos de maneiras que a levaria ao caminho dos seus objetivos, o que acontece? A pessoa não enxerga os sinais e os caminhos que a conduziriam ao melhor para determinada questão. Pode desconfiar e dar as costas de que possa ser “por ali” o início para uma mudança mas, como temos ideias pré-concebidas e preconceitos, ignoramos. Afinal, tem que ser de um jeito que “nos convença” de maneira atraente… que provenha de alguém ou de um evento especial que nos chame a atenção de maneira mágica. Tudo bem. Sei bem sobre como é. São as velhas ideias ou crenças pré-concebidas de que o que é divino e bom deverá ser algo perfeito e, convenhamos, nosso conceito de perfeição pode estar bem obsoleto e equivocado. Estamos na dualidade e um chamado ou uma solução até pode vir em forma de desafio; ou poderá vir bem “simplinho” e discreto. Já pensou nisso? Então, se começar requer determinação, continuar ou sustentar o propósito requer confiança.

  • E qual o limiar entre escolher o certo e o errado? Como saber se eu posso estar fugindo (autossabotagem) ou praticando discernimento em relação às minhas escolhas? A motivação estará pautada na fuga ou no discernimento?

Eu diria que a escolha que lhe parecer posteriormente errada, ainda poderá conduzir você ao seu destino final com honra. Continue o processo e assuma o que consideraria riscos sem autocrítica e julgamentos desesperados. Isso requer treino, porque o que parecer deslize pode ser uma boa razão para se dirigir ao trato com o seu centramento novamente. Também requer aquilo que muitos caras bacanas por aí estão dizendo: estar no momento presente ou na intenção pura.

“Seu ego, seu mental, aquele que também “mora” aí em você, gosta de colocar a bicicletinha da tagarelice e da sabotagem para funcionar”

O que isso poderia significar?

Treinar o seu centramento diariamente irá ajudar a estar em seu estado de presença. Centrar é estar em nossa força interior e quanto mais “in”, estaremos menos vítimas e sujeitos às peripécias dos eventos externos. Não estaremos insensíveis, mas estaremos numa força que nos auxilia a sermos cada vez menos conduzidos pelos eventos/acontecimentos externos sem autoempoderamento. Eles costumam nos envolver bastante, não?

Contexto: quando presenciamos uma discussão e tomamos partido emocionalmente e permanecemos naquela vibração ou campo de discórdia e injustiça, e isso toma a gente ao longo do dia. Essa situação exemplifica exatamente o que significa não estar no próprio centro.  

Estar alinhado com o centro é estar alinhado com a sabedoria interior: cada vez mais em paz, em harmonia…“Poxa, Karla, não sou budha!”

Eu sei. Nem eu. E nem é a proposta (risos). Mas… pessoa amada, poderá passar cinco, 10, 20 anos, se não começarmos, o tempo vai passar do mesmo jeito, com a diferença de que você escolheu fazer agora.

E, resumindo, eu diria que tudo isso é começar uma intimidade com nossa divindade interior até que ela seja fluída, sem esforços penosos. O riso e a alegria é um exemplo disso.

Dicas práticas

Ideal para quem diz que não consegue meditar, que não tem paciência, que fica ansioso, que isso e aquilo. Então, é pra você mesmo.

O que vai escolher? A desculpa ou a iniciativa?

Primeiramente, sugiro exercícios de integração para se debater menos. O “debate” ao qual me refiro é o embate com seu ego tagarela que o deixa impaciente quando você tenta se colocar disponível para meditar e mudar. Enquanto não integrá-lo, ficará na resistência, lembra?

…o centrar

 Quando uso a palavra centrar estou me referindo a alguma maneira de encontrar um equilíbrio interno para desenvolver paz e força interior. Centrar também pode ser entendido como quando você dá abertura a sua sabedoria interior divina. O efeito disso é permanecermos mais tempo nesta sabedoria interna sem nos percebermos reféns e à margem dos eventos externos que tanto nos distrai e nos conduz (e tira nosso verdadeiro poder).

Para começar, tenha a ideia de que para alcançar com mais frequência este centramento e empoderamento, teremos de nos permitir inaugurá-los com pequenas e ritmadas repetições *qualitativas, como os passos de uma dança, até você sentir que poderá estar no fluxo e que não precisa mais de esforço e tampouco disciplina (com conotação de rigidez e sacrifício).

O fluxo é suave e queremos que seja assim: eventos certos, nas horas certas com as pessoas certas. Fluir não requer esforço, requer alinhamento. Mas, entendo perfeitamente que mudanças desafiam a estabilidade do ego que tanto luta por controle por meio do medo, da revolta, do julgamento, da crítica, exclusão e….da resistência. (*ou seja, faça com seu coração ou sua intenção mais pura).

Integrar

Assim, para cada sensação de desconforto, desânimo, autocrítica, repulsa, preguiça, negação ou o que mais considerar reação negativa, a cada amanhecer em que se proporá a fazer algumas atividades novas e criativas, diferentes do que tem sido (e que tem aparentemente lhe proporcionado estagnação, tédio, frustração ou medos), respire e diga a tudo isso: Eu acolho você em meu coração com amor e gratidão.

Repita a afirmação com um intervalo para respiração profunda. Talvez queira colocar a sua mão no coração enquanto diz e respira e, então, sentir amor por toda a resistência e medo como se fosse uma criança clamando por amor e segurança.

Sinta, respire profundamente e repita até sentir paz. Faça isso sempre que identificar desconforto diário, pode ser dito em silêncio (quando você estiver em público) ou em voz alta caso se sinta confortável. O importante é fazer.

A base: aceite-se e ame-se como você é. Agradeça, perdoe-se e perdoe.

Às vezes, tudo o que é necessário é dizer um super “sim” a você mesmo, numa aceitação e honra profunda por você ser quem é, para aflorar o seu divino tão empacotadinho. Para isso, a segunda prática – em voz alta:

Ho’oponopono

Nome, sinto muito, me perdoe. Eu te amo e sou grato/a.

A palavra Ho´oponopono significa reparar ou corrigir um erro. Ho’o significa causa e ponopono quer dizer perfeição. Resumidamente, é uma técnica para resolver os problemas que vivenciamos em nossas vidas, assumindo a responsabilidade por estarmos expostos àquela situação e curando através de nós mesmos, entrando em sintonia com Deus, universo, o criador, para que qualquer memória dolorosa do passado seja apagada pelo seu poder.

O leitor poderá encontrar referências por meio de pesquisas no Google, sobretudo no livro de Joe Vitale – Limite Zero.

Sugiro que você escolha pelo menos três aspectos que queira trabalhar por 63 dias. Se achar pouco apenas três, observe se poderá manter mais aspectos que isso, com qualidade na realização. Se ok, vá em frente!

Minha experiência foi a de repetir o ho’oponopono por 3 x 21 dias (63 dias seguidos), 33 vezes para cada circunstância ou pessoa. Eu comecei a equilibrar minha relação comigo mesma e repetia como quem estivesse falando para a minha própria alma/consciência:

Meu nome: sinto muito, me perdoe. Eu te amo e sou grata.

Ou então, você poderá buscar se harmonizar com o seu passado:

Meu passado: sinto muito, me perdoe. Eu te amo e sou grato/a.

Diferencial para esse ritual: a repetição ininterrupta ao longo dos 63 dias, 33 vezes ao dia, ditos com intenção consciente, ou seja, estando atento e amoroso na intenção de cada fala. As repetições ao longo dos dias, ditas em voz alta com intenção, ajudam a criar uma nova informação para o seu subconsciente e, consequentemente, promovem mudanças em outros níveis do seu ser e um novo padrão vibracional.

Comece dando atenção ao hoje, um dia por vez, inserindo qualidade e regularidade – a seu modo – no que escolher praticar.

1) Você poderá compor uma lista de coisas a resolver semanalmente e as colocar como atividades fixas e prioritárias. Exemplo: praticar por x dias a meditação que sentiu ser necessária, fazer alongamento ou respiração consciente, ler oração em voz alta. Há várias ideias e sugestões na internet, busque a que mais ressoar com você.  Explore, pesquise algo bem orientado, simples e prático para começar.

2) Outra ideia é fazer afirmações diárias e meditar a respeito do significado de cada uma. Você pode escolher três afirmações positivas por semana e num momento tranquilo, em que não será interrompido, parar, sentado ou em pé, respirar, repetir a afirmação olhando no espelho e dizendo em voz alta com consciência e coração focado na intenção mais pura possível.

3) Poderá colocar os pés no chão, na grama ou na terra com mais frequência e se não der, experimente a sensação gostosa de afundar os pés até as canelas num balde de água morna com três punhados de sal grosso e fique ali por, no mínimo, 10 minutos ao fim do dia.

4) Há boas chances de que a resistência se faça presente. Reconheça e pratique a integração caso a resistência e a dor se fizerem presentes quando começar a contemplar a possibilidade de mudança a partir de si mesmo, principalmente na prática.

Abraços fraternos e até a próxima!

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Sobre o autor

Karla Ramonda

Karla Ramonda

Facilitadora profissional de PSYCH-K® | Praticante de EMF Balancing Technique® | Terapeuta reikiana III-A (Mikao Usui)

​Facilito a reprogramação de conteúdos limitantes do subconsciente; a expressão de habilidades latentes; a saída dos processos de traumas e dores emocionais por perdas e mudanças bruscas em qualquer área da vida mais rapidamente que qualquer outro processo faria; mudanças de hábitos quanto a vícios - álcool e drogas ou compulsões em geral; facilito a expressão de habilidades para administração de equipes, finanças pessoais e organizacionais; harmonização em relacionamentos pessoais e profissionais; autoconfiança para concursos e eventos competitivos; o aumento de energia do sistema da pessoa para clareza, saúde, rejuvenescimento e paz profunda, entre outras metas relacionadas à autotransformação e a conquista de objetivos.

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- Praticante/facilitadora de EMF Balancing Technique® (Eletro Magnetic Field Balancing Technique®) - Técnica de Equilíbrio do Campo Eletromagnético - Fases I a IV. (Energy Extension, Inc., Sedona, Arizona/USA).
- Constelação Sistêmica para atendimento individual com abordagem fenomenológica das Novas Constelações. (Pan Desenvolvimento Humano - Curitiba/PR).
- Practitioner em Programação Neurolinguística, pelo Instituto de -
Neurolinguística Aplicada - INAp/Rio, com certificação internacional pela World NLP Council.
- Facilitadora profissional de PSYCH-K® certificada pelo PSYCH-K® Centre International, Colorado/EUA.
- Iniciada em Reiki (Sistema do Dr. Mikao Usui), nível III – A (Mestre Marco Antônio Gomes/Curitiba/PR).
- Extensão universitária em Psicologia Corporal Reichiana.
- Jornalista graduada pela Univ. São Judas, São Paulo/SP.

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