Espiritualidade

A espiritualidade começa com introspecção

Mulher branca e loira sentada na grama.
Mykola Komarovskyy / 123rf
Escrito por David Hugo Peczenik

A pandemia já completou um ano em nossas vidas, forçando-nos a repensar o futuro da sociedade, do meio ambiente e de como será a vida daqui para frente.

Impedidos de visitar, abraçar e beijar nossos parentes e amigos, cerceados em nosso direito de ir e vir, enclausurados em nossas próprias casas, passamos pouco mais de um ano praticamente isolados uns dos outros. Dessa forma, nós nos vimos obrigados a seguir protocolos de distanciamento social, além de cuidados para prevenir um possível contágio.

Nas primeiras semanas de pandemia, vimos pelas redes sociais muitas cenas de solidariedade e esperança ao redor do mundo. Com o passar do tempo, essas cenas passaram a escassear, como se o cenário tivesse sido absorvido e considerado a paisagem usual.

Muitos tiveram que continuar trabalhando fora de casa e se expondo, devido à natureza de suas funções ou por falta de outras oportunidades que lhes permitisse trabalhar remotamente. Outros tantos puderam seguir suas vidas, inclusive manter seus empregos, de suas próprias residências.

Como em uma espécie de exílio do mundo lá fora, estranhamente nos vimos prisioneiros em nossos próprios lares.

Acompanhamos as notícias do mundo de dentro de casa, apreensivos com tantos fatos desesperançosos. Sentimentos como a tristeza, a angústia e o desespero bateram à porta de muitos, trazendo uma onda de depressão sem que pudéssemos ao menos calcular até quando teríamos que lidar com ela.

E surgiram novas expressões e perguntas:

“O novo normal” ou como será o mundo pós-pandemia?, entre outras.

A Cabalá ensina que não nos é dado adivinhar como será o futuro, mas que podemos construí-lo. Devemos pavimentar a estrada por onde desejamos passar com as nossas escolhas.

Mulher branca meditando numa plantação.
Mor Shani / Unsplash

Em meio a tanta dor e sofrimento, incertezas e tristezas, em vez de buscarmos respostas olhando melancolicamente pelas janelas, deveríamos nos voltar para nosso interior. É dentro, e não fora de nós, que residem as respostas às nossas próprias questões.

Nossa alma é constituída da essência divina que vibra na frequência do amor incondicional. Cada vez que amamos o próximo, despertamos a alma daquele que está recebendo, então nossas almas entram na sintonia do compartilhar, que é o amor incondicional em ação.

Se observarmos que na natureza há um fluxo perfeito entre o compartilhar e o receber, também perceberemos que apenas a raça humana, devido ao egoísmo, em sua maioria, falha na busca desse equilíbrio.

Em vez de união entre as nações na busca de uma cura ou de um tratamento, testemunhamos uma corrida por vacinas, uma disputa de falsas notícias que visam o lucro político e financeiro.

Se aprendermos a compartilhar incondicionalmente e a receber sem a presença do ego, teremos reconquistado nossa posição sagrada no equilíbrio da natureza.

Nossa alma abriga um Universo vastíssimo, na maioria das vezes, ainda a ser explorado.

Sobre o autor

David Hugo Peczenik

Judeu, tive meu primeiro contato com a cabala aos 8 anos, por meio do meu avô materno.

Em 1998 me afiliei à Ordem Rosacruz, onde comecei a dar palestras e cursos sobre o tema, no estado do Rio de Janeiro.

Escrevo em minhas páginas do Facebook e Instagram intituladas “O Pomar dos Aprendizes”.

Assinei uma coluna sobre cabala em um jornal online de uma cidade no Rio de Janeiro e fui convidado a escrever um artigo para uma revista de bairro de grande tiragem.

Atualmente realizo lives e dou cursos à distância.

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