Convivendo Terceira Idade

A maravilhosa experiência de juntar crianças e idosos

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras
Um asilo, um lar para idosos, ás vezes remete a um lar solitário. Mesmo que a família e amigos venham visitar seus familiares, parece que sempre falta alegria. Uma energia que cative o ambiente, o espaço e a vida daqueles que ali passam os seus dias.

Pensando em deixar este lar mais alegre, um Centro de Aprendizado Intergeracional do Providence Mount St. Vincent, em Seattle, nos Estados Unidos, onde vivem cerca de 400 idosos recebe crianças durante a semana para melhorar esta relação. Isso mesmo, a junção de crianças e idosos parece ser mais do que uma boa ideia, é a certeza de deixar os corações algumas vezes abandonados, mais firmes e fortes.

Energia x vida solitária

Não se pode colocar tudo em uma mesma caixa e afirmar que a vida de um idoso é apenas maravilha. Principalmente por opção da família quando são colocados em asilos, eles acabam se sentindo solitários, mesmo que o ambiente seja bom e a família os visite, o abandono se faz presente.

shutterstock_237033586-2E aliar a energia de crianças, que pulam, brinca, sonham e não se entristecem, parece ser a metade que faltava na receita. Neste centro de idosos, onde vivem mais de 400 moradores, as crianças passam cinco dias por semana interagindo com os idosos e fazendo atividades, desde brincar, dançar, contar histórias e ir ao parque, por exemplo. Esta parece mesmo uma transformação para educação infantil.

Será possível pensar nisso mais adiante?

Claro que as crianças apresentam um pique de energia que é de dar inveja para qualquer pessoa, mas esta grande ideia apresenta uma grande oportunidade para que as  crianças conheçam as limitações que o tempo impõe as pessoas, e idosos que vem nas crianças uma forma de viver, sorrir e lembrar que ainda estão vivos e podem sentir felicidade.

Com tantos lares com moradores tristes e solitários, as crianças realmente seriam um presente para este espaço. Trata-se de uma iniciativa grandiosa para realizar uma experiência deste porte, que possibilite tantos aprendizados, onde paciência e descobrimento devem estar sempre em ascensão.

Ao mesmo tempo, profissionais capacitados precisam estar integrados nessa relação. Apenas deixar que as coisas aconteçam também não seria a saída, já que muitos idosos precisam de mais atenção e às vezes não tem paciência, mas louvamos uma iniciativa tão humanitária!

Experiência que vira documentário

Esta incrível experiência serviu de inspiração para o diretor Evan Briggs que deu origem ao documentário Present Perfect”, que tenta mostrar o processo de envelhecimento em que todos vão passar mais cedo ou mais tarde.

Para os criadores do documentário é visível esta transformação. Muitos idosos ficam cabisbaixos ou sonolentos quando as crianças não estão, porém, assim que elas entram em campo uma nova energia entra em ação, na vida destes idosos que tem mais motivo para sorrir e assim viver.

Este tipo de realização faz a diferença no mundo! Nossos parabéns!

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