Convivendo

A transformação através da Ahimsa

Imagem com fundo rosa, escrito "Ahimsa - Prática da "não violência" no centro, ao lado de ilustração de dedos fazendo o símbolo de paz e amor e flores.
Gabriela Philippsen
Escrito por Gabriela Philippsen
Você já ouviu o termo “ahimsa”? Ainda não? Hoje vou te contar como esta palavrinha tão diferente mudou a minha vida e a forma como vejo as coisas.

Ahimsa significa “não violência“.

Mahatma Gandhi exemplificou este conceito: a história conta que um primo de Gandhi, muito enciumado, soltou um elefante furioso em praça pública para atacar Gandhi e talvez até tirar a sua vida. Porém Gandhi, com toda a sua sabedoria, praticou ahimsa. O elefante descontrolado começou a correr espantando todas as pessoas que estavam no local, menos Gandhi, que, com muita calma, ao ver o elefante vindo em sua direção ficou parado e apenas ergueu a mão… Diante daquele ato nobre, o animal ficou imóvel e Gandhi não sofreu nenhum arranhão. Além de ter saído ileso, ele aproveitou esta oportunidade para mostrar a todos os presentes a importância de não agirmos de forma violenta. Ele mostrou que um simples gesto de respeito e humildade pode parar até mesmo um elefante desgovernado.

Imagem ilustrada de Mahatma Gandhi.

Este conceito abrange não causar dor física nem emocional, seja por meio de ações, pensamentos ou palavras.

Acho que é mais fácil entendermos este conceito sempre imaginando como nós, de alguma forma, violentamos o outro.
 Manter o respeito em relação a qualquer ser vivo é praticar ahimsa diuturnamente. Entender que não devemos violentar quem nos cerca é fácil, mas você já parou para pensar como nós nos violentamos?

Cada vez que desacreditamos em nosso potencial, pensamos coisas negativas a nosso respeito, realizamos atividades que não condizem com a nossa essência ou guardamos mágoas infundadas para nos vitimizar, estamos nos violentando. E aonde isso nos leva? A lugar nenhum.

Você também pode gostar de:

Eu, Gabriela, precisei de muita mauna, yôga e meditação para entender tudo o que me violenta. Uma das primeiras coisas que detectei foi a minha dificuldade de dizer “não”, e diversas vezes me violentei fazendo coisas que de forma alguma condiziam com aquilo em que eu acreditava. Depois que eu descobri isso, passei a negar certas coisas, o que no começo foi muito difícil, porém chegou determinado momento em que percebi que o meu bem-estar e a minha saúde emocional valem mais do que qualquer coisa.

Moça fazendo o símbolo de paz e amor com as mãos.

Com certeza ainda tenho muito o que descobrir e adaptar no meu dia a dia para levar uma vida cada vez mais plena e de acordo com o que me faz feliz.

Pro dia de hoje, tente perceber tudo aquilo que te violenta, e, aos poucos, encontre alternativas para viver de forma mais leve. O processo é lento, mas os benefícios sentidos são compensadores.

Precisamos deixar de lado a ideia de que temos que sempre agradar aos outros a qualquer custo. Temos, sim, que respeitar todo ser vivo que nos cerca, mas sempre ter em mente que o nosso equilíbrio mental e espiritual é a chave para a nossa felicidade e satisfação.

Pratique ahimsa e seja feliz!

Sobre o autor

Gabriela Philippsen

Gabriela Philippsen

Sou bióloga de formação, professora de coração e praticante de yoga com paixão. Em 2011 iniciei minha jornada no universo da yoga, em 2016 fiz um curso de reiki para me conectar ainda mais com as energias de luz, amor e gratidão.

Acredito que é possível transformarmos o local em que vivemos por meio da prática de yoga e troca de energias.

Vejo a disseminação de boas ideias e conhecimento como uma grande oportunidade de nos conectarmos cada vez mais, formando uma grande corrente em busca de um mesmo propósito: um mundo de paz, amor, compaixão e respeito.

Facebook: Gabriela Philippsen
Instagram: @gabihathayoga
E-mail: [email protected]