Autoconhecimento Terapias

Aceite sua raiva. Ela pode ser uma grande amiga

Elaine Pera
Escrito por Elaine Pera
Outro dia estava me lembrando dos programas que povoaram meu imaginário infantil e, não sei porquê, me recordei de um quadro dos Muppets que fazia parte de Vila Sésamo. O personagem peludo cantava mais ou menos assim:

Estou com raiva, muita, muita raiva… La laia
Estou com raiva, muita, muita raiva… La laia
Se alguém me dá um soco e eu não posso dar o troco, com Raiva eu fico.
Estou com raiva, muita, muita raiva… La laia
Estou com raiva, muita, muita raiva… La laia”

E as frases se repetiam com situações comuns do Universo da criança e o refrão sempre alegre era repetido por um coral feminino cantando: “Estou com raiva, muita, muita raiva… La laia”.

Hoje, me parece fantástico e inteligente que um programa infantil realmente estimule as crianças a expressarem de maneira descontraída seus sentimentos, em especial, sua raiva; emoção essa que pela sociedade nunca se deveria ter por algo ou alguém, mas… Como não ter?

shutterstock_216645019-2A raiva faz parte das emoções básicas dos seres humanos e é comum ao reino animal e, então, por que será que as pessoas em geral têm tanto medo de sentir raiva ou lidar com ela?

Assim como o medo, a culpa, a mágoa e tantas outras emoções, a raiva é mais uma excluída de nossa cadeia de emoções; talvez porque as pessoas não reconheçam seus benefícios e sua luta salutar para não se tornar a vilã de tantas histórias.

Sentir raiva, e mais ainda, expressar a raiva, parece pecado; não é que estou dizendo que devemos sair por aí agredindo as pessoas, quebrando coisas ou provocando acidentes; aliás, acredito até que esses exageros acontecem porque as pessoas em geral deixam muitas raivas se acumularem ao ponto de não controlá-las e quando elas são expressas, isso acontece de maneira equivocada e exagerada.

Vamos pensar um pouco. Quais as situações que geram raiva? O que é de fato a raiva?

Muitos estudiosos garantem que a raiva é uma emoção inerente a raça humana e que ela surge quando se é contrariado; está ligada a um sentimento de “não-aceitação” de alguma coisa, situação ou pessoa, ou seja, quando “aquilo que acontece” não é reconhecido ou aceito; por vezes, ela surge quando há uma sensação de ser violado em algum valor importante da vida, ou mesmo, quando os limites que envolvem e protegem são invadidos.

A raiva aparece muito mais como uma defesa a um suposto ataque, um revidar de algo e é bom que assim seja, pois sua maior missão é preservar a Integridade.

Muitos comportamentos bons e positivos têm a mesma força e energia da raiva, o mastigar, por exemplo, para comer um bom pedaço de carne é necessário ter energia de raiva, que é a força e vitalidade no mastigar. Levantar bem cedo da cama em um dia de frio e chuva exige uma determinação regida pela energia da raiva; pois sem essa força de vontade, a preguiça e o sono venceriam.

A raiva traz vitalidade, aciona o sistema do corpo e traz uma pronta resposta a algo; desta forma se ela existe e tem uma função, não pode ser tão negativa e ruim; o que todos precisam é compreendê-la e saber lidar com ela.

Imagine que a raiva é uma grande fera que pode ser domada e que sua força de destruição pode tornar-se promissora para a execução de alguma ação positiva.

Quando se sentir raivoso, pergunte então para essa raiva: O que você quer de bom para mim? Talvez você se surpreenda ao perceber que sua raiva quer lhe proteger ou preservá-lo de algo, ou mesmo, quer justiça, paz e igualdade e sendo assim, será possível negociar com ela, para que sua preciosa energia seja deslocada para um bom projeto, um trabalho ou atividade na qual você estava paralisado ou apático.

A raiva vem para sacudir você, tirá-lo da estagnação e lhe mostrar como é capaz de vibrar, agir e atuar com eficiência e boas soluções.  A raiva pode então, ser uma boa amiga que lhe dará um empurrão para caminhar e seguir.

Por tudo isso, que seja sempre positivo que nossa criança interna e nossas crianças na sociedade possam reconhecer suas contrariedades e que aprendam desde cedo assumir seus próprios sentimentos e emoções, e que possam como o personagem de Vila Sésamo cantar sua raiva, expressá-la, dançá-la e saudá-la como uma boa amiga que chega e você pergunta:  Como você está?

Estou com raiva, muita, muita RAIVA . La laia… La laia… La laia.

Observação: Se você se interessou por este tema, saiba que a Terapia da Linha do Tempo é muito eficiente  para limpar e transformar a raiva. Leia meu outro artigo sobre essa maravilhosa técnica de autoconhecimento e cura.

Sobre o autor

Elaine Pera

Elaine Pera

Formada em Comunicação Social e Pedagogia com Pós Graduação e Especialização em Qualidade e Terapia Floral. Em 1990 iniciei meus estudos na área Terapêutica envolvendo quatro aspectos do ser humano.

O psíquico-mental através de cursos e formações na área da Programação Neurolinguística, Terapia da Linha do Tempo, Hipnose Ericksoniana e Constelação Familiar.

O emocional e físico através de técnicas terapêuticas como o Reiki, Cromoterapia, Florais de Bach e Massagem Bioenergética.

O espiritual através de conhecimentos e aplicações na linha da Cura e Apometria Quântica e estudos sobre a Grande Fraternidade Branca e a ação dos 7 raios, Tarô mitológico e Numerologia pessoal e Empresarial.

O objetivo do meu trabalho é caminhar junto, ser uma facilitadora para que cada um possa se sentir seguro para olhar para si mesmo e suas experiências, acolhendo-as, transformando-as e levando-as a frente para abrir novos caminhos, obter mais confiança em suas realizações pessoais.

Além dos atendimentos pessoais, workshops e trabalhos em grupo, também sou professora e facilitadora dos cursos de Terapia Floral e Cromoterapia, tendo realizado diversas turmas e cursos no SENAC-Saúde e em outros Espaços e Clínicas do ABC e SPaulo.

Telefone: 11 4221.1164 e 11 4228.2804
E-mail: [email protected]