Animais de Poder Autoconhecimento Xamanismo

Animais de poder: Coruja

Coruja sobre um pedaço de madeira
Lucas George Wendt / Pexels
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Alguma vez na vida você se sentiu profundamente conectado à natureza ou a algum animal? De acordo com a filosofia de vida xamanista, todo ser humano tem um animal de poder, que, em poucas palavras, é um animal que o ajuda a se guiar pela vida e a descobrir como vivê-la.

Mas o que é, especificamente, o animal de poder? Quais são as características trazidas pela coruja como animal de poder? Como é possível se conectar a ela, caso ela seja o seu animal de poder? Acabe com as dúvidas a respeito disso neste artigo.

O que é um animal de poder?

Antes mesmo de entender o que é um animal de poder é preciso compreender o que é o xamanismo. O xamanismo é um estilo de vida que prega a união entre o homem e a natureza, porque, segundo essa teoria, o ser humano assimila características da natureza para si, tornando-se um só com ela. De acordo com o xamanismo, cada pessoa tem um totem relacionado a cada um dos reinos da natureza, que são Animal, Planta e Pedra. Esses totens, ainda de acordo com o xamanismo, nos ajudam a nos conhecermos melhor, caso entremos em contato com eles, porque nos indicam caminhos que devemos seguir, traços de personalidade que devemos assimilar, dentre outras coisas.

Para o xamanismo, o animal de poder, que é representado pelo totem Animal, é um arquétipo de quem somos e da nossa personalidade, portanto é algo espiritual, não lógico ou racional. Descobrir o seu animal de poder não é como fazer um teste de personalidade; é mais como encontrar um guia que pode ajudá-lo a encontrar o caminho ideal para a sua vida e as características que você precisa assimilar, já que podem ser usadas a seu favor.

A coruja

A simbologia mais forte por trás da coruja, que você deve, inclusive, conhecer, é a sabedoria. Desde a antiguidade, as corujas são consideradas representações do conhecimento e da sapiência, já que são muito observadoras de todo o entorno, conseguem evitar serem caçadas por predadores muito maiores e se movimentam somente quando necessário, sem fazer sons desnecessários ou se afobar de maneira perigosa. Aqueles que têm a coruja como animal de poder, portanto, são pessoas que costumam agir de maneira sábia e são amantes do conhecimento.

Para muitas culturas indígenas, a coruja era um símbolo da noite e, consequentemente, da Lua, já que costuma se locomover somente durante o período noturno. Enquanto o Sol está associado à força e à expansão, a Lua está associada a algo mais intrínseco e sensível, e essas características “passam” para as pessoas que têm a coruja como animal de poder, pois costumam ser pessoas mais intrínsecas e voltadas à introversão e “para dentro”.

Coruja ao lado do tronco de uma árvore
Erik Karits / Pexels

Outra simbologia comumente associada à coruja é a magia. Em algumas religiões pagãs, a coruja é o símbolo que representa poderes mágicos e as capacidades das bruxas. Como o xamanismo descende das tradições de muitas dessas crenças pagãs, é natural que as pessoas que são influenciadas pela coruja como animal de poder recebam essa influência, então costumam ser pessoas mais espiritualizadas, que acreditam no poder do oculto e até mesmo na magia ou em acontecimentos milagrosos, sobrenaturais e sem explicação plausível.

Como são animais de hábitos noturnos, quando pensamos em corujas é comum que logo pensemos na noite. A noite é um território um tanto quanto assustador para o ser humano, já que apresenta impossibilidade de ser observada e explorada, então causa medo e insegurança nos animais não habituados a tão pouca luminosidade, como nós, humanos. A noite é o tempo do desconhecido, do que não pode ser visto, apenas intuído. Essa característica influencia as pessoas que têm a coruja como animal de poder, pois elas costumam ser amantes do desconhecido e da possibilidade de explorar, muito mais do que das certezas e daquilo que pode ser visto facilmente a olho nu.

Ao contrário de outras aves e de outros pássaros, a coruja é um animal que não costuma fazer grandes imigrações em determinadas épocas do ano, porque gosta muito do seu entorno, que costuma conhecer nos mínimos detalhes. O conforto da coruja está, portanto, no ambiente em que ela se sente segura. Essa característica acaba sendo bastante importante, portanto, para as pessoas influenciadas pela coruja como animal de poder, pois elas acabam sendo amantes e necessitadas de zona de conforto e de espaços que conheçam e nos quais se sintam perfeitamente confortáveis.

Como descobrir o meu animal de poder?

Não há um teste ou quiz on-line que nos permita descobrir qual é o nosso animal de poder, ao contrário do Zodíaco astrológico ou do Horóscopo Chinês, por exemplo, que fazem uso de nossa data de nascimento. Para descobrir o seu animal de poder, você deve, impreterivelmente, consultar um mestre xamã, que vai ser o facilitador do seu encontro com o animal de poder, estabelecendo uma conexão entre você e ele.

Floresta tropical simbolizando a natureza
quickshooting / 123RF

Quando não são guiadas por um xamã e simplesmente escolhem um animal ou acreditam no resultado de qualquer pretenso teste on-line, as pessoas correm o risco de se conectarem a um totem Animal que não é o seu totem verdade, então acabam assimilando um inadequado animal de poder. É importante dizer o animal de poder não pode ser escolhido, já que ele já está em você espiritualmente e representa o seu íntimo e a sua essência. Quando acaba se conectando a um animal de poder que não é o seu e descobre o erro, você pode acabar se sentindo frustrado e desiludido, caso já tenha tentado se conectar a ele.

Somente um mestre xamã, portanto, é quem pode guiá-lo no caminho para descobrir qual é o seu animal de poder e de que forma você pode se comunicar com ele.

É importante ressaltar também que, ao contrário do que o senso comum pode fazer parecer, não existem animais de poder “piores” ou “melhores”. Então ter a aranha, por exemplo, como animal de poder não é pior do que ter um tigre ou um leão. Cada animal traz suas características únicas, e nenhum é superior.

E como eu me conecto ao meu animal de poder?

Conectar-se ao seu animal de poder é um processo individual e único. Depois de ser guiado por um mestre xamã e descobrir qual é o seu animal de poder, ele vai orientá-lo em seu primeiro contato com o animal e a respeito do que você precisa fazer nesse encontro inicial. Comunicar-se com o seu animal e fazê-lo se acostumar com a sua presença é essencial para que vocês trilhem uma jornada de autoconhecimento juntos.

É importantíssimo não tentar fazer o primeiro contato com o seu animal de poder sozinho, sem ser guiado por um mestre xamã, porque você pode acabar assustando o animal. Depois desse encontro inicial, o mestre xamã dará conselhos a respeito de como se conectar a ele. Mas saiba que esse é um processo individual e que você é quem vai encontrar a melhor maneira de fazer isso.

Uma dica que podemos fazer é a meditação. Quando fechamos os olhos e nos imaginamos na vida selvagem, encontrar o animal de poder fica mais fácil. Você pode tentar se imaginar se aproximando dele e tendo contato visual e físico com ele, mas também pode se imaginar, por exemplo, na pele dele, enfrentando os perigos da floresta ou da savana, caçando para sobreviver, e por aí vai. O importante é que você se sinta conectado a ele e entenda o que lhe agrada, como determinado incenso ou vestimenta para os momentos de meditação e conexão.

Para outras dicas de conexão com o seu animal de poder, consulte um mestre xamã e peça orientação a ele, porque ele é a pessoa mais preparada para ser o seu guia nesse caminho de harmonização com o seu totem Animal.

Por fim, algumas tribos nativas até mesmo associam a figura da coruja à da morte. Mas é preciso entender que essa morte não é unicamente uma referência à perda da vida, mas também uma metáfora que simboliza cada pequena despedida ou fim que percebemos e conhecemos ao longo da vida, então a pessoa que tem a coruja como animal de poder costuma ser extremamente adaptável a reinícios e aos fins de ciclos que todos, eventualmente, presenciaremos e dos quais seremos “vítimas” ao longo da vida.

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