Autoconhecimento

Como amar a si mesmo

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

É comum hoje em dia ouvir a frase “ame-se mais” em qualquer veículo de comunicação, além dos clássicos livros de autoajuda. Isso soa como uma boa ideia para a maioria das pessoas, mas se você estiver angustiado ou em meio a uma perda irreparável, a única coisa que você pensa é em amar a si mesmo, como se não houvesse amanhã.

Por que alguém iria optar por não amar a si mesmo, se fosse assim tão fácil?

Amar-se é uma ideia tão complexa quanto a ideia de amar outra pessoa. Muitas pessoas possuem uma compreensão diferente sobre o que constitui o “amor”, seja ele por si mesmo ou por alguém. Às vezes, ambos parecem impossíveis e assustadores, mas buscamos sempre entender qual é esta ligação emocional.

Tanto o amor romântico e apaixonado, quanto o autoamor são possíveis quando há um relacionamento honesto e compassivo entre os nossos pensamentos e sentimentos, que traduzem nossas ações e escolhas.

Talvez muitas pessoas estão passando recentemente por uma separação, e este parece um momento impossível de ter um amor saudável consigo mesmo, pois nos sentimos rejeitados e desprezados. A sensação de vazio interior se dá pela ruptura inesperada, e quando estamos em um relacionamento, acabamos por nos “mesclar” com a figura do companheiro (a), perdendo assim nossa luz própria. E muitas vezes, o único amor que sentia era o amor pelo outro, esquecendo o amor próprio. É em momentos como este que os maiores incentivos do tipo “ame-se mais” é bem-vindo!

Então, agora a pergunta surge: “Como me amar mais? Como fazer isso?”.

Para amar a si mesmo, você deve primeiro conhecer a si mesmo e então você tem que aceitar o que você sabe sobre si mesmo. O autoconhecimento é uma viagem no seu eu interior, por isso é importante começar agora mesmo. Veja:

  • Comece a prestar atenção a todos os seus pensamentos e sentimentos.
  • Mantenha um diário. Escreva sobre onde você estava e onde você está agora.
  • Converse com um terapeuta, um conselheiro ou um amigo que vai ouvir sem julgamento, mas que é sábio o suficiente para lhe dar feedback compassivo e insights sobre si mesmo.
  • Leia livros de autoajuda que lidam com as questões que incomodam você e que lidam com a dinâmica da família e da infância.
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“Vale a pena trabalhar arduamente para reconquistarmos nosso amor próprio com honestidade e de maneira compassiva (…)”

A autoaceitação pode parecer desconfortável. Há muito em nossa educação que nos ensina a negar nossos verdadeiros pensamentos e sentimentos. No momento em que estamos prontos para conhecer e aceitar a nós mesmos, a sensação pode ser de estranhismo. Acabamos por descobrir coisas sobre nós mesmos que nem imaginávamos. É uma indicação que precisamos mudar diversas escolhas e comportamentos, assumir responsabilidade por qualquer erro que tenhamos feito e que de fato precisávamos aceitar e melhorar. Se não o fizermos, vamos sentir vergonha e culpa, que nos impedirá de sermos capazes de amar a nós mesmos. Esses dois sentimentos são os arqui-inimigos do amor-próprio.

A autoaceitação também vem com desapego. Perdoar a nós mesmos dissolve sentimentos de vergonha e culpa podendo então sermos livres para amar uns aos outros, assim como a nós mesmos. O espírito de amor é muito indulgente, por isso você precisa sempre ter um tempo para analisar suas atitudes e comportamentos.

Se usarmos da negatividade por um longo tempo, o processo de amar ativamente pode demorar muito mais, fazendo com que perdêssemos um tempo precioso. Vale a pena trabalhar arduamente para reconquistarmos nosso amor próprio com honestidade e de maneira compassiva, que é a grande chave para abrir as portas para um novo relacionamento autêntico e duradouro para nossas vidas.


• Texto traduzido e adaptado por Natalia Iannone da Equipe Eu Sem Fronteiras

 

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