Convivendo

Dar ou doar?

Mãos brancas segurando flores.
Ales Maze / Unsplash
Escrito por Vital Frosi

Amados! Tantas vezes ouvimos dizer que é preciso dar para receber. Sim, de certo modo, isso é compreensível, pois entendemos que toda caridade merece recompensa. As boas intenções trazem dividendos, com certeza. E graças a tais gestos muitos necessitados têm um alívio nas suas necessidades mais básicas.

Mas quando expandimos a consciência, antes limitada, novos entendimentos vêm e esclarecem coisas que jamais havíamos pensado. Hoje me foi pedido para escrever sobre a diferença entre o DAR e o DOAR. Confesso que clareou muita coisa na velha consciência e vai mudar velhos hábitos de muitos que irão ler este texto.

Aprendemos de longa data que DAR é uma obra de caridade. Dar algo que temos para alguém que pouco ou nada possui. Sim, um gesto louvável, pois aquele que recebe consegue um alívio nas suas necessidades mais iminentes.

Neste caso, muitos apenas dão aquilo que não lhes faz falta. Ou aquilo de que já não precisam mais. Sem contar que há, inclusive, aqueles que tiram tanto dos outros e depois, como que numa tentativa de “mea culpa”, eximem-se de tais atos, acreditando que a caridade externada lhes limpa a consciência culpada.

Não vamos aqui discutir méritos de qualquer ação caridosa ou não, pois até um produto de roubo, quando é doado, vai servir para alívio de alguém necessitado. Mas sabemos que o Planeta Terra é feminino, portanto é MÃE. E uma mãe jamais deixa faltar algo para qualquer um de seus filhos.

Ora, se a Terra é MÃE, ninguém deveria estar passando por escassez, seja lá de qualquer necessidade básica que for. Então por que muitos sofrem a falta, enquanto a poucos sobra tanto? Nem seria preciso responder, pois você já sabe a resposta. Obviamente, porque aquele que tomou para si mais do que necessita acabou ficando com a parte do outro.

Não vamos aqui julgar aqueles que fazem por merecer, uma vez que o próprio Cristo nos disse: “A cada um, segundo suas obras”. O mérito não pode ser discutido. Não é injusto alguém amealhar fortunas, desde que seja de forma honesta, sem explorar algo ou alguém e dentro dos preceitos da justiça divina.

Injusto é receber muito sem o merecimemnto e o trabalho digno. Sem citar nomes ou situações específicas, o mundo está cheio de “personalidades” que recebem muito além do seu mérito. Artistas, esportistas, políticos, juízes, desembargadores, banqueiros, empresários, enfim, por mais que sejam competentes, seus salários são uma afronta à dignidade.

A maioria deles ainda estufa o peito para dizer que estão sendo honestos, pois a Lei lhes faculta tais proventos. Sim, a Lei que eles mesmos criaram em benefício próprio. Esquecem as recomendações do Alto, que dizem: NÃO ACUMULEIS FORTUNAS NA TERRA; ACUMULEM-NAS NO CÉU.

Mão branca segurando coração preto.
Kelly Sikkema / Unsplash

Acumular fortuna no céu, pois lá serão eternas, enquanto as fortunas da Terra não seguem no além-túmulo, uma vez que são efêmeras. Além disso, aquele que amealhou algo que não lhe era de direito numa existência, em encarnações seguintes precisa resgatar tais débitos com a justiça divina, então passa uma ou mais existências em completa penúria, vivendo a experiência oposta, ou seja, na outra polaridade: a escassez.

É certo que agora a Terra vai fazer a sua Transição e a dualidade não existirá mais. Mas estamos atravessando a ponte entre a 3D e a 5D. É hora de ajustar todas as pendências ainda restantes, pois ninguém vai chegar ao outro lado da ponte se não se desfizer de suas bagagens de alma que ainda vibram na 3D. Pequenos ou grandes débitos não atravessarão a ponte!

Jogue fora toda a carga negativa que ainda carrega contigo! As águas que passam por debaixo da ponte transmutarão tudo aquilo que não ressoar na Quinta Dimensão, pois o Portal que dá acesso a ela está no final da ponte. Ainda dá tempo! Pouco tempo, mas o suficiente para a tomada de decisões que ainda faltam.

E uma delas é compreender a diferença entre o DAR e o DOAR. A partir de agora, não DÊ mais nada a quem quer que seja, mas DOE muito de si mesmo. DOE-SE! Há muita diferença entre DAR e DOAR.

Aprendemos a DAR, pois nos diziam que é dando que se recebe. Porém se dermos algo que já está sobrando, é apenas uma obrigação, portanto não é uma ação. E tem mais: muitas vezes damos na intenção de que, mais adiante, caso precisemos, receberemos a troca. E até cobramos isso muitas vezes, principalmente quando precisamos e ninguém nos socorre. Até lembramos daqueles que foram ajudados e agora nem sequer se manifestam.

Este tipo de DAR não é o melhor gesto de caridade. Pois ele condiciona ao retorno. Então não é uma doação; é um empréstimo.

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Mas as velhas crenças nos ensinaram desta forma e o agir é automático. Agora, você já sabe que pode fazer diferente.

Saiba que não deve DAR, mas DOAR. Quando doamos algo, esquecemos a quem, o objetivo, e jamais esperaremos retorno. Porque assim são as Leis Universais. Nada nos pertence, mas temos o direito de usufruir, criar e nos abastecer de tudo aquilo de que precisarmos. A Natureza nos mostra isso. Olhe e observe a natureza! Veja quanta sabedoria há naquela consciência desinteressada em favorecimentos próprios!

As Leis Naturais que regem os Mundos são simplesmente justas. Tudo é movimento! Quando algo se mexe, tudo ao seu redor também se move. Se você doa algo que está contigo, cria-se um espaço vago, e o Universo, sábio, logo recompõe. Ele cuida amorosamente para que haja harmonia em tudo. Mas não pode agir quando você não permitir. Então aquele que está sempre com as mãos cheias não pode receber algo novo. Continuará carregando os velhos pacotes, mesmo que não lhes sejam mais úteis.

DOAR significa “do ar”. Sim, o ar que respiramos carrega o sopro da vida. Carrega os Pranas que alimentam tudo e todos neste Planeta. O ar recebe os pranas da Luz do Sol e os distribui para cada ser que o respira. Carrega as energias vitais que mantêm a vida. Abastece cada célula de cada corpo, seja humano, animal ou vegetal. Tudo vem do ar.

Então, quando doamos, redistribuímos aquilo que vem do ar. Por isso DOAR. Quanto mais doamos, mais recebemos, pois há um perfeito equilíbrio dentro dos Universos. Doar a alguém sem saber a quem e, principalmente, não esperar algo em troca que possa vir daquele que recebeu, pois a roda gira e, quando você precisar de algo, não estará mais ao teu lado. Entretanto outras pessoas ou outras situações estarão ali para te retribuir, pois as Leis Divinas jamais deixam alguém desassistido.

Mão branca segurando papel escrito "Kindness. Pass it on."
Mei-Ling Mirow / Unsplash

O DOAR nunca fica sem retorno. Cada vez que doamos, abrimos um espaço, que será preenchido exatamente por aquilo de que precisamos no momento oportuno. Não virá, em nenhuma hipótese, algo desnecessário. Já quando DAMOS, na maioria das vezes, nada virá na sequência, pois ou damos algo que estava sobrando, ou damos com a intenção de receber algo em troca.

Por isso DOE! Doe quando alguma situação te mostrar o momento da caridade. Não necessariamente coisa material, mas aquilo que vai beneficiar algo ou alguém. Uma palavra amorosa na hora certa; um abraço demorado; um olhar compassivo; um sorriso espontâneo; uma prece para alguém desesperado; o envio de energias reconfortantes para alguém que esteja debilitado; sentimentos de amor incondicional para pessoas ou situações nos momentos de dor e desespero, enfim, há sempre oportunidades de movimentar as energias do Universo. Doe um pouquinho do seu tempo também.

DOE! DOE SEMPRE QUE PUDER! TUDO É TROCA, ENTÃO DOE PARA SE RENOVAR!

Eu sou Vital Frosi e minha missão é o esclarecimento!

Namastê!

Sobre o autor

Vital Frosi

Psicoterapeuta Reencarnacionista, Orientador espiritual, Formação em Psicologia Transpessoal pela Unipaz, Mestre em Reiki pela Escola André Luiz e Celer Faculdades, Massoterapeuta pela Celer Faculdades, Médium Intuitivo Semi consciente, Palestrante, atendimentos presenciais e à distância.
Missão terrena para esta existência: O esclarecimento e o despertar espiritual.

E-mail: vitalfrosi@frosinet.com.br
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