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Dicas para persistir nos seus objetivos e gerar novos resultados

Representação simbólica de força: um homem com semblante pensativo. Sob ele, há um quadro negro com a imagem de dois bíceps desenhada.
Viktoriya Malova / 123RF
Juliana Bernardo
Escrito por Juliana Bernardo

No início do ano, a energia de renovação está em alta. Muitos de nós fazemos listas com nossos objetivos e sonhos. E assim iniciamos o ano cheios de motivação.

No entanto tão comum quanto essa empolgação inicial é o declínio dessa energia já no final de janeiro.

Em pouco tempo surge a vontade de deixar de lado os exercícios para chegar na forma física idealizada, o retorno às guloseimas que prometemos deixar de fora da dieta após as festas de fim de ano, o pedido de cancelamento da matrícula no curso de idiomas, a desistência de empreender nosso novo projeto profissional por não nos sentirmos capazes de dar conta… e assim por diante.

Logo, os antigos hábitos estão novamente presentes. Dessa vez ainda mais fortes, comemorando a vitória que tiveram sobre nossa vontade.

Por que isso acontece?

Porque vivemos em uma luta interior, uma guerra entre duas partes da mente.

Uma delas quer evoluir, progredir, fazer diferente, arriscar, abrir-se ao novo, sentir-se realizada. A outra tem como objetivo nos manter onde estamos, no modo automático, conformados com apenas sobreviver, permanecendo na zona de conforto e desejando ser gratificada com prazeres imediatos.

Para aumentar a força de ação e concretizar nossas intenções de início de anos, listei algumas dicas para fortalecer a persistência.

1. Reconheça os “seres” presentes em sua mente

Reconhecer e nomear esses dois seres existentes em cada um de nós pode ser o primeiro passo para a retomada do controle sobre nossas próprias escolhas de vida.

Perceba que existe em você um grande sabotador que, como um predador, sempre à espreita, deseja dominá-lo e devorar seu anseio por fazer algo diferente. Ao devorar esse desejo por mudança, ele tem, na verdade, uma boa intenção: sua preservação.

Esse “ser” é um misto dos nossos programas mentais de sobrevivência presentes no cérebro mais primitivo com o ego formado pelos aprendizados obtidos durante a infância.

Um dos problemas é que ele permanece com o nível de maturidade de uma criança: quer ser atendido imediatamente, tem medo do desconhecido e faz birra quando você age no sentido contrário ao que ele deseja.

Também como uma criança ele é cheio de energia. E aqui temos um ponto que pode ser usado a nosso favor. Podemos conversar com esse “monstrinho” interno, definir seus limites de ação e colocar toda essa energia que ele possui para trabalhar a nosso favor, como explicarei em detalhes no item seguinte.

Criança deitada dentro de uma caixa de papelão.
Anna Shvets / Pexels

Experimente, portanto, ter uma conversa direta com esse “ser” que habita você da próxima vez em que a resistência à mudança surgir. Diga quem em você é que fará a escolha. E, ao trazer esse conflito interno para o consciente, ele diminuirá.

2. Identifique o que falta para que sua ação se efetive

Muitas vezes identificamos apenas o que falta de concreto na realidade que desejamos criar. E quando paramos nossa autoanálise neste ponto, a capacidade de fazer diferente se reduz significativamente, porque nos sentimos impotentes.

Por exemplo, posso dizer que minha meta para este ano seja criar um corpo saudável pesando 15 kg a menos do que peso atualmente.

Em seguida, eu me questiono: o que falta para realizar isso?

Pés sobre balança.
Ketut Subiyanto / Pexels

As respostas poderiam ser: me exercitar 3 vezes por semana e eliminar o excesso de carboidrato da minha alimentação, por exemplo.

Repito a pergunta: O que falta para realizar isso?

E posso chegar à conclusão de que falta ter o acompanhamento de profissionais que me ajudem nesse processo para que eu me sinta mais motivada.

Faço novamente a pergunta: o que falta para realizar isso?

E nesse ponto, de repente, chego à conclusão de que tenho medo de me comprometer com alguém sobre uma meta que quero realizar, ou que tenho medo de decepcionar essa pessoa, ou que tenho resistência a pedir ajuda.

A partir daí, percebo que, além da mudança dos hábitos de alimentação e atividade física, preciso trabalhar essas questões emocionais do compromisso, medo de desagradar ou vulnerabilidade para contar com as contribuições alheias.

E como isso pode ser trabalhado?

Agindo no sentido contrário ao que o nosso sabotador deseja. Ou seja, se meu problema é falta de compromisso, posso me comprometer cada vez mais comigo mesma e com outras pessoas. Não só quanto ao emagrecimento, mas em todas as escolhas diárias que fizer, estando consciente dos impactos das minhas ações.

Se reconheci que meu problema é o medo de desagradar, vou me “forçar” a ser eu mesma, expor minhas ideias, ser original e diminuir a necessidade de validação externa. Isso incluiria recusar a lasanha feita pela mamãe no almoço em família, mas não só isso, se estenderia a todas as outras áreas da vida.

Se tenho resistência a pedir ajuda, vou agir no sentido oposto, procurando aliados que possam colaborar com meu processo, sejam profissionais, sejam colegas para a academia, expandindo para o compartilhamento mais equilibrado de tarefas no ambiente de trabalho ou no âmbito doméstico.

Aquilo que identificarmos como falha primordial pode estar mais visível em uma área da vida, mas normalmente não se limita a ela. Ao trabalharmos um novo comportamento de maneira ampliada, obteremos resultados mais concretos e duradouros.

Ao agir em conjunto no sutil costuma ser mais fácil e nos dar resultados mais rápidos do que agir somente no denso, naquilo que é visível.

3. Tenha consciência dos impactos dos seus objetivos

Muitas vezes nossos objetivos parecem pequenos demais para levar nossa mente a mobilizar recursos para uma ação além dos automatismos.

Continuando com o exemplo do emagrecimento, querer ter um corpo mais leve e dentro do padrão que identifico como beleza pode não ser o suficiente para mudar um hábito.

Agora se eu pensar que esse corpo mais leve pode me dar mais disposição, que isso impactará na relação que tenho com meus filhos, já que terei mais energia para brincar com eles, que me sentirei mais alegre para trabalhar, pois atividade física aumenta o bem-estar de maneira integral, que poderei ter uma vida mais saudável, com a probabilidade de viver mais anos e acompanhar o desenvolvimento da minha família, a motivação para a mudança de hábito se multiplicará.

Então, vamos refletir:

Quais os impactos positivos do novo comportamento na sua vida?

Quais os impactos positivos na vida das pessoas mais importantes para você?

O que você perde com esse novo hábito?

O que você perde ao permanecer onde está?

Lâmpada sobre quadro negro. Ao redor, há um balão desenhado.
Pixabay / Pexels

Responda a essas questões para cada um dos seus projetos de início do ano. Conseguindo identificar muito mais ganhos do que perdas, sua mente trabalhará a seu favor. Deixe isso escrito em algum lugar visível para que possa recordar dos benefícios de suas escolhas sempre que necessário.

4. Conte com os recursos da natureza na sua jornada

Existem muitos recursos naturais que podem ajudar você a potencializar sua ação e persistir nos seus objetivos. Entre eles, eu destaco hoje os óleos essenciais. Mas eles não são os únicos, os florais, por exemplo, são outro recurso muito eficiente.

Utilizados por inalação, os óleos essenciais afetam nosso sistema límbico cerebral, alterando nosso estado emocional em segundos e nos auxiliando na transformação interior. Além disso, eles têm efeito vibracional, elevam nossa frequência energética, trazendo mais positividade e amplificam nosso poder de manifestação de uma nova realidade.

Conheça alguns óleos essenciais:

Patchouli: trabalha a energia masculina, resgata o poder pessoal, principalmente no que diz respeito a tomar decisões e ir atrás de realizações materiais. Diminui o medo da mudança e trabalha também o direito ao prazer. Esse óleo essencial tem efeito muito positivo quando utilizado sobre o chakra umbilical.

Manjericão: age no sentido de termos coragem de nos colocarmos como prioridade em nossa própria vida. Traz força para realização e foco. Indicado para pessoas que se colocam sempre em último lugar, abandonando os próprios projetos para cuidar de todos ao redor. Pode ser utilizado também no chakra cardíaco.

Bergamota: resgata autoestima, traz alegria e diminui a ansiedade por adaptar-se às expectativas alheias. Trabalha o amor-próprio, recurso fundamental para empreender qualquer mudança positiva em nossas vidas. Além da inalação, pode-se potencializar o efeito utilizando sobre o plexo solar (altura do estômago), mas lembre-se de não se expor ao sol nas próximas 72h, pois este óleo é fotossensível.

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Cedro: o óleo da estrutura. Ajuda a reconstruir nossas bases, trazendo solidez e poder de concretização de ideias. Trabalha a integridade entre nossa palavra, emoções e comportamentos. É ótimo para pessoas que tendem a se perder nos devaneios. Serve também para se sentir apoiado quando falta o apoio das pessoas de quem você desejava ter.

Espero que essas dicas ajudem você a permanecer firme em seus propósitos de início de ano, para que em dezembro possa comemorar a colheita dos resultados tão desejados.

Aproveita e conta pra mim nos comentários quais são seus objetivos atuais e o que tem feito para torná-los realidade.

Sobre o autor

Juliana Bernardo

Juliana Bernardo

Olá! É uma alegria ter você por aqui.

Eu atuo como terapeuta holística, o que significa que trato do Ser de maneira integral, levando em consideração não somente o físico mas também as dimensões emocional, mental, espiritual e relacional.

Minha missão é ajudar as pessoas a expandirem a consciência e reconhecerem seu poder na criação de uma vida mais alegre, leve, abundante e cheia de amor.

Para isso, auxilio as pessoas que atendo em seus processos de reconexão com a essência, despertar do amor-próprio e reprogramação mental. Tudo isso aliado ao poder transformador com que a Natureza nos presenteia por meio de seus recursos e ensinamentos.

Além do atendimento individual, realizo vivências em grupo focadas em autoconhecimento, empoderamento e transformação interior. Criei para isso o programa terapêutico para mulheres chamado “Florescer para uma Nova Vida”.

Sou também facilitadora de cursos livres na área holística, como tameana/pleiadian healing e aromaterapia.

Tenho formação e experiência em diversas técnicas terapêuticas, dentre elas constelação familiar e soluções sistêmicas, terapia floral, aromaterapia clínica, radiestesia e mandalas radiônicas, reiki, Thetahealing®, Barras de Access®, alinhamento intuitivo e numerologia sistêmica com abordagem terapêutica.

Antes de me tornar terapeuta, me formei em comunicação social pela USP e fiz mestrado em artes visuais pela Unesp, com pesquisa publicada internacionalmente sobre colagem na arte contemporânea. Atuei, dentre tantas coisas, como docente na educação formal e não formal em ambas as áreas antes da minha transição de carreira e de vida.

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Site: poderdanatureza.com.br