Autoconhecimento Psicoterapia

Eu encontro você no humano entre nós

Mãos de terapeuta e paciente unidas em sessão de psicoterapia.
Leila de Sousa Aranha

Compaixão na psicoterapia

A terapia só é possível a partir de um sentimento genuíno de compaixão. Por quê? Porque, ao contrário do que possa parecer, não ocorre uma diferença abismal entre o terapeuta e o cliente. Não; para que haja a escuta terapêutica, o psicólogo entra em contato com a sua humanidade ferida e um pouco curada. Esse é um processo contínuo e estimulante.

Na verdade, para o terapeuta, que descobriu seu sentido de vida em ser ponte para auxiliar no tratamento de libertação de muitos, o processo de autoconhecimento é vibrante e completamente compreensível, ainda que, vez por outra, doloroso.

Divã de terapia.

Ao entrar em contato consigo mesmo antes de acolher o cliente, o terapeuta põe de lado julgamentos e certezas, deixando espaço para a interação simples e verdadeira acontecer.

Daí surge a confiança, daí vêm as respostas para aquele momento.

Isso é compaixão

É o encontro entre seres, de forma igualitária, com a diferença de que eu tenho algumas técnicas e conclusões de experiências anteriores, estudos ou vivências pessoais que podem auxiliar quem veio me pedir ajuda.

Ilustração sobre psicoterapia.

Não me furto em ajudar, vou até onde posso; pesquiso, estudo, troco informações.

No espaço de compaixão, terapeuta e cliente vivenciam a confiança mútua e ambos entregam de si. O cliente abandona o medo e confia na sua capacidade de mudança; o terapeuta sente que pode falar um pouco mais, dependendo da necessidade, sobre a liberdade de ação que o cliente tem.

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Ele confia que não há mais uma vítima ali, mas alguém capaz de ir além de si mesmo.

Esse crescimento se dá pelo compartilhamento de vida e pela coragem de ser, de errar e de recomeçar sem pudor. Terapia, às vezes, dói, às vezes, cansa e desanima; parece que não saímos do lugar, que nada mudou, só o tempo passou. Mas não é verdade. Nesse momento, vem um grande resumo de toda a trajetória vivida, os pontos positivos, as vitórias e elaborações que fizeram a diferença. Ouve-se a própria história de maneira renovada e até poética. “Sou forte, cheguei até aqui”.

Sessão de psicoterapia.

Depois disso, tomamos fôlego e recomeçamos o processo de “autoescavação” e reboco do ser, pois não se quer desistir da vida, da esperança e do recomeço constante. Resiliência é o que não falta. Vamos aproveitar dela até a última gota.

Sempre se pode contar com o lugar em comum, compartilhado com amor, dedicação, empenho e compaixão. Ela não falta; está sempre presente onde o acolhimento gera mudança.

Eu disse que era um processo, mas não tinha me dado conta de quão bonito é; quão verdadeiro e comovente é acompanhar o crescimento de alguém, sua libertação.

São alegrias da profissão, resultado.

Sobre o autor

Leila de Sousa Aranha

Leila de Sousa Aranha

Sou psicóloga clínica, formada em Jornalismo e com Mestrado em Psicopatologia e Saúde, com o tema de pesquisa sobre o Perdão Interpessoal.
Atendo pessoas de todas as idades em consultório particular há 15 anos e gosto muito do ser humano, de acompanhar o seu desenvolvimento e auxiliar a melhor lidar com as situações de sua etapa de vida.

Sou divorciada e mãe de duas mulheres de 31 e 27 anos. Gosto de arte marcial e treino Aikido. Sou vegetariana, aprecio a natureza e os animais e gosto de encontrar meus amigos com frequência.

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