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Setembro Amarelo: prevenção ao suicídio em gestantes

A gestação não protege a mulher da Doença Mental, mas a Gestação e filhos de até dois anos de idade são considerados Fatores de Proteção para o Suicídio e Autoagressão.

Tudo o que acontece na gestação tem influência e impactos até um ano do pós-parto. Infelizmente, nas consultas de pré-natal não se investiga a saúde mental da paciente. Seria uma oportunidade muito proveitosa.

O transtorno mental mais frequente na gestação é a Depressão, e apenas uma em cada cinco gestantes deprimidas procura ajuda, de qualquer tipo que seja, provavelmente devido ao estigma associado à Depressão.

São considerados Fatores de Risco ao Suicídio Materno, a história prévia de doença psiquiátrica, a ideação suicida prévia e fatores Socioeconômicos, como: falta de suporte familiar, ausência de parceiro, dificuldades financeiras, gestação não planejada, especialmente entre jovens, história de violência doméstica e uso de álcool e drogas.

Mesmo quando o suicídio não é consumado, as consequências são devastadoras para a mãe e o bebê, podendo inclusive perder a guarda do filho.

Como Medida de Prevenção, é importante o rastreamento da Depressão, principalmente no primeiro trimestre e de 6 a 12 semanas do Puerpério, período pós-parto. O importante é não ter medo de tratar, atualmente alguns estudos demonstram que é melhor não interromper a medicação, nem proceder a redução de dose, sob risco de dupla exposição do bebê, à doença e à medicação.

Somente o profissional em saúde mental pode avaliar os Riscos do Tratamento X Riscos do Não Tratamento no Pré-parto e Pós-parto, mas estudos tendem a concluir que manter o tratamento é sempre benéfico.

A Depressão e a Ansiedade patológica materna, quando não tratadas, causam riscos, como: falta de vínculo mãe-bebê, complicações obstétricas e estresse fetal, depressão puerperal, risco de suicídio e autoagressão, além de atraso no desenvolvimento emocional, cognitivo e da linguagem.

E em se tratando da Psique, o não julgamento, o autorizar os sentimentos, o apoio e envolvimento do parceiro e da família, e a permissão da gestante em reconhecer que pode não estar sentindo amor por esse filho, e que o Amor Materno é Construído e não é inerente, bem como liberar crenças sobre Amamentação e Gestação, pode ajudar muito.

A psicoterapia também é muito indicada, pois falar sobre os seus sentimentos é algo que liberta. Para quem não puder fazer um tratamento psicoterapêutico, existe o CVV que faz um lindo trabalho voluntário de ajuda.

Vamos deixar de lado todas essas crenças e preconceitos e buscar ajuda, sempre. Com certeza é o melhor para todos os envolvidos.Não é para todas as mulheres que a maternidade é sublime! Nem para todas é a melhor fase da Vida! A mulher não tem obrigatoriamente que estar feliz por estar grávida, e não é culpa da mãe caso a criança nasça com algum problema de saúde. Vamos falar sobre isso!

Mãe Saudável = Bebê Saudável. 

Mãe Doente = Bebê Doente.


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Sobre o autor

Monica Damini Hypolito

Monica Damini Hypolito

Psicanalista Clínica e Editora do Eu Sem Fronteiras

Em certa altura da vida, senti o chamado para descobrir o que havia além da rotina, da vida material, do físico. Foram muitos os caminhos trilhados, muito estudo, muitas vivências e descobertas, muitos desafios, vários mestres. Gratidão a cada um deles.

Autoconhecimento, espiritualidade, física quântica, o universo, yoga, budismo, doutrinas, meditação, retiros, silêncio, corpo, mente, alma, o Ser, o Amor Maior.

Ser livre do mundo externo, do sofrimento de Maya, a ilusão.

Torna-se co-criador da própria realidade.

Colocar em prática o Dharma, o dom e recursos recebidos em prol da sociedade, privilegiar o Todo, trabalhar, estudar, compartilhar, amar, evoluir, sem apego ou aversão.

Despertar para o Divino em cada um de nós. Aprender a enxergar o Ego e deixar que ele apenas trabalhe a favor dos propósitos do Todo, aprender a praticar o desapego e a aceitação… tem que buscar, tem que querer, e eu quero!

Assim como eu, muitos estão nessa jornada, e com este propósito de nos juntar, criamos o Eu Sem Fronteiras, projeto amoroso de compartilhamento e ponte entre quem quer dar e quem busca receber todo tipo de informação e conhecimento, livre de dogmas, julgamentos e crenças, para que cada leitor aproveite o que desejar em cada momento de sua vida.

Transformar conhecimento em sabedoria.

Trabalhoso, mas tem muita gente vibrando na mesma sintonia e disposta a compartilhar o que sabe, e nessa nova era onde o coletivo impera sobre o individual, conseguimos uma equipe linda de profissionais em sinergia com nosso projeto para juntar todo o bem e todo o bom aqui neste portal.

Aprender a perdoar, se perdoar, nos libertar de sentimentos negativos, mágoas, culpas e tudo que gera padrão negativo. Há muitas formas e ferramentas, mas precisa trabalho e enfrentamento.

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