Autoconhecimento Meditação

Felicidade e contentamento

Ilustração de mulher com as mãos unidas em frente ao corpo
Juliana Ferraro
Escrito por Juliana Ferraro

O que é, então, felicidade?

Olá!

Neste artigo vou falar para você sobre o que venho aprendendo sobre felicidade.

Anos de prática constante de yoga. Vários cursos de meditação Vipassana. Formação em psicologia e muita auto-observação têm me levado a acreditar que dá para ser feliz. Mesmo quando parece impossível.

Antes de tudo quero que a gente entre num acordo sobre o que é felicidade e a diferença de se sentir feliz e sentir prazer.

Na maioria das vezes a gente experimenta uma sensação passageira de prazer. Quando chega uma festa ou uma viagem tão esperada, por exemplo. No dia da sua formatura ou da do seu filho. Um evento, uma conquista. É claro que isso é felicidade. Mas nesse caso a sensação de emoção e prazer dura algumas horas. A gente não fica – e nem deveria – o tempo todo nessa empolgação de festa.

A vida é mais tranquila no dia a dia, não é mesmo?

Essa felicidade empolgada de atingir um objetivo, uma conquista. Que passa nos comerciais da Coca-Cola. Não é possível nem real viver o tempo todo assim. Você nem deveria se obrigar a isso.

Ilustração garoto formado

Ao mesmo tempo é muito legal passar por esses momentos e curtir quando acontecem. Mas quando acaba a festa a viagem…. Acabou… E tudo bem!

A gente acaba sofrendo quando a festa acaba, né?

Eu sempre fui das últimas pessoas a ir embora das festas quando tava bom. E ficava triste voltando de viagem. Acho normal rolar uma baixa no humor. Percebi que isso acontece por causa do apego pelo prazer.

O sofrimento é causado quando a gente quer expandir o tempo do prazer.

Ilustração de mulher em mesa trabalhando

Na maior parte do tempo estamos resolvendo problemas, pensando na vida, trabalhando. A rotina é meio sem graça mesmo.

Aí a gente pode descobrir que a felicidade está permeando tudo. Mesmo quando acontece um problema, uma dificuldade, um momento de desânimo. É saber que isso vai passar. Assim como a festa acaba uma hora, a dor também.

Com a meditação e a yoga aprendi muito a me olhar de dentro. Um olhar que consegue ver essas mudanças de humor o tempo todo. E com o treino não se identificar com elas.

Viver cada uma. Se estou triste, vou chorar. Se estou com raiva, vou descobrir uma forma de me expressar e resolver o problema.

A gente acabou ficando viciado em se envolver com as emoções e ser levado por elas. Assim vivemos numa montanha-russa e achamos que os momentos de felicidade são poucos.

Ilustração de mulher meditando com universo em seus pensamentos

Mas você pode escolher viver no contentamento, que na verdade é estar feliz o tempo todo. Diferentemente de euforia. Mas sabendo que tudo o que acontece passa. É cíclico. Tem seu tempo perfeito de duração.

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Com o tempo a gente vai observando e conquistando uma autonomia. É como uma águia olhando tudo de cima. Ou seja, você pode estar numa reunião de trabalho, séria. Pode estar dando uma bronca no seu filho. Pode estar discutindo com o marido. Mas sabe que aquilo vai passar.

Não precisa estar sorrindo e comemorando o tempo todo. Celebrar a vida acontece a cada segundo e dentro de ti. Agradecendo cada momento. E aproveitando os momentos de alegria e os momentos necessários para nossa evolução!

Sobre o autor

Juliana Ferraro

Juliana Ferraro

Juliana Ferraro é psicóloga por formação e viajante por amor às coisas novas da vida. Seu contato com diferentes línguas e culturas começou quando ela ainda trabalhava no Club Méditerranée, depois disso fez um mochilão pelo mundo em busca de autoconhecimento. Em pouco mais de 1 ano conheceu diversos países asiáticos, em especial a Índia, onde fundou uma paixão profunda pelo Yoga e pela meditação. Hoje, ela é professora de Yoga e terapeuta reikiana em Paraty, RJ.

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