Autoconhecimento

Fim de ano, festas, alegrias e recomeços – Do que estamos esquecendo?

Estrada com 2019 como linha de partida.
Leila de Sousa Aranha



Essa época do ano é uma delícia, mas também uma correria! Fim de semestre, formaturas diversas, confraternizações… Queremos fazer tudo, estar em todos os lugares. É bom rever os amigos, festejar as conquistas, presentear e ser presenteado. Parece que as pessoas ficam mais animadas com o Natal se aproximando, as férias escolares chegando, assim como com as pausas merecidas nesse período.

Também é tempo de revisar aquilo que foi vivido durante o ano, o que pode ser melhorado para o próximo e quais são os novos planos, que sempre surgem. Mas às vezes, esquecemos do principal… E não estou falando de Jesus ou do significado do Natal.

Esquecemos de nós mesmos, de observarmos como temos vivido a cada ano, como chegamos ao final de cada ano.

Parece que tudo se repete. O que temos feito da vida? O que desejamos tem se realizado? Estamos melhores como pessoas? Valeu a pena até agora? As pessoas que dizemos amar estão mais felizes com a nossa presença? Nós nos sentimos mais satisfeitos com aqueles que nos cercam? O trabalho está bom? Como vai a saúde? As finanças estão melhorando? Tenho me lembrado do transcendente? Ou vivo apenas para o realidade tridimensional? E se tivéssemos poucos dias de vida? O que gostaríamos de fazer de verdade?

Brinquedo de letras em cubos. Formam a frase "time for change". Traduzindo para o português seria "tempo para mudar".

São perguntas pouco lembradas. No entanto elas podem trazer tanta alegria quanto esses belos momentos natalinos, ou até mais, se pensarmos que as respostas estão cheias de possibilidades transformadoras para cada um. Uma reflexão desenvolvida com seriedade e respeito por nós mesmos revela pontos escondidos em nosso íntimo, impulsionando à mudança de atitude. Às vezes, pode parecer que nada mudou externamente, mas quem responde de verdade a essas perguntas e a outras sabe que nada está igual. De fato, começou o movimento interno de despertar da consciência. Seguramente, esse é um dos tesouros que a traça não corrói.

Uma vez que a pessoa, em qualquer idade, percebe que há muito mais na vida do que comer, beber, consumir produtos diversos, ou ainda, cumprir o ciclo de nascimento, crescimento, reprodução e morte, aí, sim, essa pessoa experimenta a vida de uma forma intensa, qualitativa, fazendo a diferença na própria existência, assim como na existência de outros.

O ano está terminando e novamente vamos participar de todas as comemorações que pudermos. E isso é bom! Entretanto, apenas dessa vez, façamos um pouco diferente, de forma quase secreta, como um jeito de tornar tudo especial para nós. Digamos que pode se tratar de um presente pessoal, íntimo e valioso. Vamos responder a essas perguntas e até criar outras que nos pareçam mais instigantes. Mas vamos refletir sobre nós mesmos, com todo carinho de que somos capazes. Essa finalização de ano pode ser a mais interessante, brilhante e revolucionária se deixarmos em segundo plano tudo o que nos distrai do essencial.

Homem no meio de duas explosões de fogos de artifícios. Ele está com o braço levantado.

Merecemos nos tratar com reverência. Somos seres fantásticos, só que, de vez em quando, nos perdemos de nós mesmos. O caminho de volta está bem pertinho, é só dar o primeiro passo.


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Sobre o autor

Leila de Sousa Aranha

Leila de Sousa Aranha

Sou psicóloga clínica, formada em Jornalismo e com Mestrado em Psicopatologia e Saúde, com o tema de pesquisa sobre o Perdão Interpessoal.
Atendo pessoas de todas as idades em consultório particular há 15 anos e gosto muito do ser humano, de acompanhar o seu desenvolvimento e auxiliar a melhor lidar com as situações de sua etapa de vida.

Sou divorciada e mãe de duas mulheres de 31 e 27 anos. Gosto de arte marcial e treino Aikido. Sou vegetariana, aprecio a natureza e os animais e gosto de encontrar meus amigos com frequência.

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