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Fim de ciclos pode causar doenças

Claudia Regina Pinto
Antes mesmo de se pronunciar o fim de um relacionamento, no mínimo 6 meses antes para não dizer um ano, já se é sentido e entendido, por ambos, que este seria o único e possível desfecho para a união e na verdade já estamos um “pouco doentes” embora ainda apenas no emocional. Sempre temos o prognóstico antes, o difícil é acreditar que seja real, porque enfrentar a dor que estes momentos causam não é nada fácil, então é mais habitual colocar as tais “máscaras” que usamos para mascarar a situação real e evitar tal enfrentamento e, assim, segue-se arrastando as “correntes” até o momento em que ela arrebenta sozinha, meio que por força da natureza impondo a sua necessidade de findar um ciclo.

Arrastar correntes por muito tempo, por acreditar falsamente no que a mente te diz, é a mesma coisa que acreditar em uma mentira inventada pela verdade falsa. Nossa mente sabota o tempo todo, fazendo-nos acreditar naquele velho clichê: de que você não é merecedor de amor, de que se terminar o relacionamento ficará sozinho, de que nunca mais encontrará ninguém que goste de você, enfim, passa a ver a vida como uma vilã, dizendo que ela é mesmo assim, ingrata com você, injusta e por aí adiante. Ora, quer dizer então que a vida é mesmo culpada pelos seus atos ou seus atos são responsáveis pelo término da sua relação? Muitas vezes ficamos indagando o porquê o relacionamento acabou. De duas uma, ou vamos nos culpar, ou culparemos o outro.

Diria que nem um caminho, nem o outro é correto. Na verdade, não tem culpa, tem situações que foram motivadas por ambos e que levou o relacionamento ao fim. Ter respostas do outro não chegará a nenhum ponto, então o jeito mais fácil é você encontrar as suas próprias respostas, sem culpa, sem arrependimentos, sem desmerecimento de quem se é.

Toda resposta habita dentro de nós, no nosso interior e jamais no exterior. Buscar respostas do lado de fora só promoverá um distanciamento enorme de você promover seu autoconhecimento. Assim sendo, ao invés de procurar respostas no outro, porque não procura as respostas em você? É muito mais louvável dizer para si mesmo que acabou porque você mudou, porque seus sonhos e desejos já não combinam mais com os sonhos e desejos do outro, que você é diferente daquela pessoa que ele (a) conheceu, que o que te motiva, não é o motiva o outro e sua inspiração transita por outros ares diferentes dos ares que antes te inspirava, mas que ainda continuam inspirando o outro.

Ficará mais fácil encarar esse tempo, como um tempo normal de mudanças, de renovação de ciclo, de entendimento acerca da sua nova etapa e tudo o que está por vir. Olhe para esse evento como um momento para respirar, se reintegrar com você mesmo, se replanejar e acreditar em novos sonhos, novos tempos, com outras aspirações.

Estar ao lado de alguém só por estar, por medo ou por insegurança, creia te fará pior do que estar junto. O amor virá ódio e o ódio também alimenta a relação, de forma equivocada fazendo você pensar que é amor ao contrário.

O término se bem aceito e elaborado, sim causará dor, mas passará. Já o término com sentimentos e comportamentos de desafeto por si, de desprezo pela pessoa que é, com sintomas de autoflagelo, de vitimização, ou contrário disto, pela raiva desencadeada pelos fantasmas da mente, que diz que seu relacionamento acabou porque foi trocado, porque a pessoa não te valorizou ,só te levará a ter comportamentos vingativos , de cólera contra o outro , a uma percepção equivocada e distorcida da realidade, pois passará a culpar e a punir todos e a tudo pelo o que te aconteceu. Com esse tipo de fixação de pensamento, toda pessoa que se aproximar, surtirá como uma ameaça, ou de abuso, ou de pena.

O fato é que todos esses sentimentos, se nutridos em seu interior, atingirá seu EU Superior e despertará no seu campo físico, emocional e espiritual uma queda de energia, fazendo com que seus órgãos entrem em estado de alerta, já que uma pessoa com pensamentos e sentimentos distorcidos pela realidade do mental, torna-se somatizado no corpo e real em termo de sensações físicas. Sim, tudo começa pelo mental, porém termina com a doença real, pois uma vez que a pessoa começa a vivenciar um período de “crise existencial”, passando a se deprimir , passa a se alimentar mal, descontando na comida excessivamente ou na ausência, passa a dormir muito tarde por conta da insônia causada pelos pensamentos ilusórios , tendo sono agitado ou interrompidos ao longo da noite e sonhos que confirmem os seus maus pensamentos, alimentando sua força negativa e depressiva contra si ou contra o mundo.

Tudo começa na mente, porém termina com a doença real.

Isso tudo faz com que seu físico/matéria entre em desequilíbrio, causando perda da imunidade e assim dando espaço e vazão para a entrada de bactérias, vírus ou fungos, iniciando um quadro infeccioso e com diversos tipos de doenças que poderão se propagar e que na maioria das vezes, médico algum descobre o diagnóstico, tratando muitas vezes como apenas um quadro viral.

Quando o organismo entra em estado de perda de imunidade, de resistência e ocorre um elevado aumento de miasmas em determinada região, nos estudos da Alquimia, dizemos que o paciente está com desequilíbrio em uma das 3 substâncias ou nas 3: Enxofre, Sal e Mercúrio, onde no ser humano, o enxofre seria o corpo físico, o mercúrio, a alma e o sal, o espírito mediador.

Se entramos em debilidade seja de ordem física, mental ou emocional ou todas ao mesmo tempo, essas 3 substâncias entraram em desequilíbrio dando abertura para a entrada de miasmas, que passam a transitar de uma região para outra, infectando vários órgãos e promovendo inflamações, calcificações, edemas e desencadeando as doenças. Isso tudo promovido por pensamentos destrutivos, de baixa energia contra si mesmo e para com o mundo. Em outra matéria explicarei mais sobre essas substâncias, mas apenas para o maior entendimento.

Sim, somos responsáveis por nossas doenças e pelos estados degenerativos que produzimos, pela alimentação inadequada, pela falta de cuidado com a matéria (corpo físico), pelas emoções ruins que guardamos, pelos pensamentos negativos que mantemos, pelos círculos viciosos a que nos aprisionamos. Sendo assim, liberte o que precisa ser libertado, antes um pássaro voar, do que ficar preso e sofrendo e tornando seu “cúmplice” sofredor. Deixe ir quem tem que ir e abra espaço para o novo chegar.

O sofrimento faz parte até o momento que viver o luto é necessário, mas ir além da medida só tornará o processo mais penoso para ambos. A dor existe não porque somos ruins ou porque somos merecedores, mas simplesmente porque ela é parte necessária para o nosso aprendizado, embora possamos vivenciá-la de forma mais madura e consciente, respeitando o livre-arbítrio de todas as escolhas. Nunca carregue uma experiência vivida de um relacionamento para o próximo e para o próximo relacionamento, lembre-se: as pessoas são diferentes, e nada é igual a nada em um universo onde só quem cria as coincidências é o nosso mental falso.

Para aquele relacionamento que se termina, só nos cabe o respeito e a gratidão pela história construída, os momentos partilhados e tudo o que se viveu. E observe bem para não buscar no novo, os velhos e repetir os mesmos deslizes.

E tenha certeza que sempre, sempre é possível amar novamente e de formas tão diferentes, tão maiores e até mais profundas. E quanto aos erros do passado, quem não erra, também não acerta e se estamos aqui para evoluirmos então não errou, porque viveu aquilo pela 1ª vez. Quem somos nós para julgar quem errou ou quem acertou, em um mundo onde todos nós somos imperfeitos e estamos justamente em busca de evolução. Pense nisso!

Não se cobre, não se culpe, não se esqueça de apreciar a si próprio e reconhecer suas boas virtudes. A vida é feita deste momento exato, um segundo daqui este segundo virou passado, então mire-se no agora para criar o amanhã.

Vá em busca dos seus ideais e aceite-se, perdoe-se, ame-se!

Sobre o autor

Claudia Regina Pinto

Claudia Regina Pinto

Formada em Psicologia, com Pós-Graduação em Psicodrama, MBA Gestão Pessoas. Formação como Terapeuta Holística com ênfase na Alquimia (florais Sistema Joel Aleixo), Cromoterapia, Reflexologia, Argila terapia, Mestre em Reiki, Taróloga. Atendimento Clínico, Educacional e Organizacional com desenvolvimento de Lideranças e Palestras.

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