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Id, Ego e Superego

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Sigmund Freud foi um psicanalista que iniciou o desenvolvimento dos estudos sobre a mente. Para muitos, ele é até mesmo considerado o pai da Psicanálise. Em uma das teorias que ele aborda, é definida a existência de Id, Ego e Superego.

Essas seriam, de acordo com Freud, as instâncias da mente humana. Ou seja, o que compõe a mente de cada pessoa. Id, Ego e Superego existem em harmonia, mas nem sempre eles se manifestam da mesma forma.

Três dados na cor vermelha. Em cada um deles está escrito na cor branca as palavras: ID, EGO E SUPER EGO.

O Id é definido como o que compõe as vontades e os desejos de cada pessoa. Muitas vezes, desejos que uma pessoa desconhece que tenha ficam armazenados nessa parte da mente. Por possuir um aspecto primitivo, de constante busca pelo prazer, o Id sempre está sendo controlado por outra instância da mente.

O Ego, que talvez seja a instância mais conhecida da mente, é bastante atuante nos comportamentos de cada pessoa. É por meio do Ego que alguns dos desejos criados pelo Id podem ser realizados. Conhecido como “princípio da realidade”, o Ego surge do contato entre Id e ambiente de vida de uma pessoa, sendo uma versão mais controlada e realista do Id.

O Superego se desenvolve a partir do Ego, em pessoas maiores de cinco ano de idade. É essa instância que controla o Ego para que o Id não se manifeste livremente. O Superego é responsável por manter apurado o senso de justiça e de moralidade de uma pessoa, alertando-a sobre atitudes que possam ser inadequadas de acordo com a cultura na qual ela vive.

Dois círculos: um na cor vermelha, escrito ID e o outro na cor azul, escrito Super Ego. A palavra Ego está fora dos círculos, porém escrita sobre uma seta, indicando o centro dos dois círculos.

Dessa forma, Id, Ego e Superego caracterizam-se como princípios de impulsividade, de racionalidade e de moralidade, respectivamente. Cada um desses três podem ser compreendidos de forma simplificada por uma típica representação cinematográfica: uma pessoa (Ego) escuta conselhos de dois seres que ficam em seus ombros: um diabo (Id) e um anjo (Superego).

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A atuação de cada uma dessas instâncias acaba se alterando em momentos e situações específicos. Um exemplo disso é quando estamos dormindo. Um sonho ou um pesadelo são derivados de desejos do Id, que encontram vazão durante o sono. É possível que você tenha um sonho muito bom mesmo fazendo uma coisa que nunca fez, ou que você tenha um pesadelo horrível vivendo uma situação impossível.

O Id, sem o controle do Ego e do Superego, manifesta-se livremente de forma confusa. Nem todos os seus sonhos representam desejos inconscientes, mas é provável que a maior parte deles seja exatamente isso. É possível sonhar ou ter um pesadelo com alguma coisa que você nem imaginava existir na sua mente.

Placa em formato de 03 setas, indicando o Id, o Ego e o Super Ego.  O ID está na seta cor azul, o Super-Ego na seta verde e o EGO, na seta vernelha.

Outro momento no qual Id, Ego e Superego acabam deixando de cumprir suas funções é quando uma pessoa faz uso de entorpecentes ou de substâncias químicas. É comum que uma pessoa com um estado alterado de consciência diga ou faça coisas que ela normalmente não faria.

Em outras palavras: quando uma pessoa está em um estado de consciência alterado, propício para a manifestação do Id, o Superego perde o controle sobre o Ego, que age de forma não convencional.

Segundo Freud, Id, Ego e Superego são instâncias que interferem em toda a nossa personalidade. Essa é somente uma teoria da psicanálise. Existem outras teorias que defendem outras formas de organização da mente humana, mas é sempre bom conhecer uma das mais famosas.

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