Espiritualidade

Iemanjá: salve a força criativa da Senhora dos Mares

Estátua de Iemanjá na água.
Raisa Covre
Escrito por Raisa Covre


No dia 2 de fevereiro, é comemorado o dia de Nossa Senhora dos Navegantes. Na Umbanda, por sincretismo, esse também é o dia de Mãe Iemanjá.

Orixá dos mares, a Rainha das Águas representa o aspecto de Mãe da Deusa Tríplice, a Lua Cheia, o fator criativo e gerador de toda a Criação. Podemos visualizá-la simplesmente como a Grande Mãe, um grande arquétipo materno criativo que existe em todas as culturas e religiões. Assim como Saraswati para os Vedas, por exemplo, a imagem da Yabá dos mares evoca toda a vida simbolizada pelo elemento água.

Mãe Iemanjá nos ensina o amor incondicional.

Nas palavras de Pai Alexandre Cumino, sacerdote de Umbanda e autor de diversos livros sobre a religião, Iemanjá é aquela que dá sustentação para a vida. Ela está em todos os lugares – onde houver uma mãe, ou mesmo um local ou situação que remeta ao acolhimento materno, lá está a força da Senhora das Águas. Os pontos cantados em sua homenagem trazem essa energia de amorosidade, alegria e tranquilidade.

Ao mesmo tempo, esse arquétipo nos convida a mergulhar em nossa própria potência criativa. Na Umbanda, a linha que trabalha sob a sustentação de Mãe Iemanjá é a de Marinheiros, grandes magos aquáticos que atuam principalmente no emocional dos seres humanos.

Afinal, o que é o nosso emocional senão um grande oceano cheio de oscilações?

Por vezes, somos calmaria, em outras tantas ocasiões, somos a ressaca. A criatividade humana tem grande poder de transmutação e sublimação emocional, uma cura profunda, que pode ser relacionada a essa grande força marítima.

Ao nos sentirmos fragilizados ou cansados, muitas vezes temos vontade de recorrer a esta grande força materna. Mas podemos também nos conectar a essa força criativa, geradora, que nos permite encontrar alento em nossa própria potência divina.

A profundidade e a força das águas marítimas nos convidam a mergulhar profundamente em nossa própria natureza humana, vasculhando e compreendendo nossas limitações, medos e inseguranças. Água é vida, força, movimento. Se pararmos para analisar, é um elemento extremamente dual, mas conciliador, que nos demonstra no Universo manifestado a nossa própria capacidade de conexão com a essência divina.

O mar é o ponto de força de Mãe Iemanjá. Ela representa a Geração, tem conexão com a Lua, trabalha principalmente o Chakra Básico, e a cor que nos conecta à sua irradiação é o azul claro. Suas pedras são azuis – água marinha, topázio azul – e as principais flores são rosas brancas, hortênsias e palmas brancas.

Que Mãe Iemanjá possa sempre nos ensinar a amar e criar a evolução em nossa própria realidade. Odoya, Grande Mãe!


Você também pode gostar de outro artigo da autora. Acesse: A jornada da heroína 

Sobre o autor

Raisa Covre

Raisa Covre

Jornalista, pós-graduanda em Psicanálise, eterna curiosa sobre as questões da vida, apaixonada pela espiritualidade, filha de Umbanda.

Contato:

E-mail: [email protected]
Facebook: Raisa Covre