Energia em Equilíbrio

Monge francês afirma que é possível treinar o cérebro para ser feliz

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Escrito por Eu Sem Fronteiras

O conceito de felicidade é pessoal. Uns acham que é dinheiro, para outros é a beleza, muitos acreditam que é sucesso profissional, existe quem acredita que é um grande amor. Há quem acredite que é algo que nasce com a pessoa.  Para as religiões, felicidade é conquistada pela evolução espiritual.

O assunto é tão complexo que é alvo de pesquisas. Os cientistas da Universidade de Kioto, no Japão descobriram que pessoas com precuneus maiores, região cerebral próxima ao lóbulo parietal superior, área ligada a orientação espacial são mais felizes. Entretanto, não é claro o mecanismo do precuneus responsável pela felicidade, o que se sabe é que a meditação aumenta o volume de massa cinzenta (material que processa as informações recebidas) na região.

Ciência da felicidade

Pesquisa do neurocientista Richard Davidson da Universidade de Wisconsin, (EUA) feita em 2009 revelou alguns mecanismos da felicidade. Um dos voluntários foi o francês Matthieu Ricard que aos 26 anos abandonou o trabalho como biólogo molecular para ser um monge budista no Himalaia. Richard que também é conselheiro de confiança de Dalai Lama e o traduz para o francês estuda as alterações cerebrais provocadas pela meditação.

Foram conectados aproximadamente 256 sensores no cérebro de Ricard e de outros voluntários. Todos foram submetidos à eletroencefalogramas e tomografias cerebrais. Os resultados foram alta atividade no córtex pré-frontal esquerdo, área ligada à felicidade e a produção de ondas gama associadas à consciência, atenção, aprendizado e memória.  

Após a pesquisa, o monge francês foi eleito o “homem mais feliz do mundo”.

O monge meditou em compaixão enquanto estava com os eletrodos. Meditação em compaixão ou meditação do amor-bondade é a técnica onde se deseja amor e compaixão a todos as pessoas. Ricard produziu ondas gama em quantidade nunca vista, dentro da escala de felicidade 0,3 (muito infeliz) e -0,3 (muito feliz), o monge alcançou a marca de -0,45. Richard Davidson e os demais cientistas descobriram que Ricard é incapaz de ter pensamentos negativos. 

Treinar o cérebro para ser feliz?

Matthieu Ricard mostra que isso é possível. Ele explica os quatro itens desse treinamento para a felicidade.

1. Transforme seu sofrimento

Quando estamos sofrendo, nosso cérebro foca nesse sentimento, o que aumenta a tristeza. A angústia ocorre porque os pensamentos ruins voltam à raiz da dor, pois, o cérebro não é treinado. Precisamos afastar emoções negativas para as positivas aflorarem.  Essa transformação demanda tempo e dedicação;

2. Ter tudo não é sinônimo de felicidade

Ser feliz quando alcançar riqueza e poder é uma ilusão. O monge explica que o fato de não termos poder sobre o mundo externo, os prazeres materiais são passageiros e causam sofrimento;

3. Olhe para si e não para o outro

Ódio, raiva, inveja, arrogância, desejo obsessivo e ganância intoxicam nossa alma. Ricard aponta que precisamos identificar como lidamos com isso para ensinar o cérebro a afastar tais sentimentos;

4. Meditar

A meditação altera estruturas e o funcionamento cerebrais, além de ativar áreas responsáveis pelas emoções positivas e dos locais associados ao controle emocional e aprendizado. Meditar 20 minutos diariamente por um mês é suficiente.

Ser feliz não é obra do acaso. Siga as orientações do monge francês Matthieu Ricard e alcance a felicidade. Conte para nós o que achou das dicas e o que mudou em sua vida.


Texto escrito por Sumaia de Santana Salgado da Equipe Eu Sem Fronteiras.

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