Toda forma de amor

Não têm sexos

Mulheres negras com as cabeças encostadas.
Mikhail Nilov / Pexels
Escrito por Nilton C. Moreira

Hoje diminuiu consideravelmente o preconceito, mas ainda existe no sentimento de muitos povos. Relativo às atrações homoafetivas que atualmente não precisam ser mais as escondidas, há pessoas que aceitam e outras que não. Ora, se somos filhos do mesmo Pai e, portanto, irmãos de jornada planetária, por que tanta resistência em aceitar sentimentos entre outrem? Particularmente, tenho amigos com as mais diversas maneiras de pensar e se algum preconceito tive no passado, hoje está superado.

Efetivamente, nos tempos idos, nossa cultura nos impunha linhas de comportamentos reprimidas que, se não as cumpríssemos, sofríamos consequências e até perseguições, mas agora não mais se justifica qualquer tipo de preconceito.

No Livro dos Espíritos, compilação de Allan Kardec sobre o afeto entre as pessoas do mesmo sexo, livro editado no ano de 1857, foi perguntado à Espiritualidade Maior se têm sexos os Espíritos? E foi respondido: “Não como o entendeis, pois que os sexos dependem da organização. Há entre eles amor e simpatia, mas baseados na concordância dos sentimentos. Em nova existência, pode o Espírito que animou o corpo de um homem animar o de uma mulher e vice-versa? Decerto! São os mesmos os Espíritos que animam os homens e as mulheres. Quando errante (entenda-se no plano espiritual), que prefere o Espírito: encarnar no corpo de um homem ou no de uma mulher? Isso pouco lhe importa. O que o guia na escolha são as provas pelas quais haja de passar. Os Espíritos encarnam como homens ou como mulheres porque não têm sexo. Visto que lhes cumpre progredir em tudo, cada sexo, como cada posição social, proporciona a eles provações e deveres especiais e, com isso, ensejo de ganharem experiência. Aquele que só como homem encarnasse só saberia o que sabem os homens.”

Mulheres brancas com vestidos de noiva abraçadas.
Sofia Hernandez / Unsplash

Vemos que a Espiritualidade por meio de Kardec nos orienta que o preconceito em relação ao afeto que sentimos pelo nosso semelhante está além do sexo, já que o espírito que habita cada corpo carnal não tem sexo. O que se pode evitar é a promiscuidade, a falta de respeito para com o próprio corpo, esse que é o veículo que temos de preservar para que possamos cumprir nossos objetivos aqui na Terra, mas o afeto, a amizade e o carinho, que são alguns dos matizes do amor, não podem ser sufocados por preconceitos de algumas pessoas que se acham no direito de decidir as opções de como resgatar da melhor forma possível os acontecimentos em vidas passadas.

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A nossa capacidade de entendimento na jornada terrena é muito pequena. Ainda não conseguimos desenvolver noções básicas, como amar o próximo como a si mesmo, como Jesus nos exemplificou! Por isso vamos sofrer consequências em vidas futuras por julgarmos nossos semelhantes e custarmos nos adaptar ao amor incondicional.

Sobre o autor

Nilton C. Moreira

Policial Civil, natural de Pelotas, nascido em 20 de maio de 1952, com formação em Eletrônica, residente em Redentora (RS), religião Espírita, casado.
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