Autoconhecimento

O contato com o ventre sagrado

Juliana Ferraro
Escrito por Juliana Ferraro

Neste último final de semana, participei de uma união de mulheres em busca da cura de seu feminino e do planeta. Mulheres que vieram do outro lado do Oceano redescobrir um Brasil cheio de curandeiras, sábias, mães, filhas e netas… Todas em busca da cura do todo. Todas em busca da mudança, trabalhando a sintonia com a força da Grande Mãe, aquela que nos dá a vida e todo o amor incondicional.

happy pregnant woman on sunset beach touching her belly with love

Desde que comecei a ouvir o chamado para o Sagrado Feminino, sinto uma força cada vez maior de comunidades, profissionais e pessoas sozinhas no caminho da cura, da conexão e da busca ao essencial. Na prática do perdão. Praticando o desapego. Não sei se estou muito fora do mundo como muita gente o conhece, mas tenho uma visão otimista em relação ao nosso futuro como humanidade neste planeta.

Quanto mais choro e perdoo, quanto mais olho para a sombra e aceito, quanto mais mexo com a Terra e compartilho, mais acredito na abundância e na cocriação, mais conheço pessoas que estão nesta mesma vibração e, estando nesse lugar, não posso prever um cenário pessimista para o planeta e nossa existência.

Quando olho para as notícias, sinto que quase tudo está sendo meio que manipulado para nos sentirmos inseguros, medrosos e ansiosos. Com isso, as empresas vendem mais, principalmente aquelas de seguro. A gente pensa que precisa agradar aos outros para se sentir aceito, então devemos obedecer os padrões de consumo e de estilo de vida. Quando o estilo de vida vendido era o de faltar com respeito ao seu corpo em prol do financeiro, quando tudo mais valorizado era ter, quando estávamos desconectados da Terra, estávamos preocupados com o poder da mídia. Agora vejo, cada vez mais, que o que se mostra como apreciado e até “louvável” é o encontro consigo mesmo, a meditação, o amor, a cura, a redescoberta do sagrado em cada momento do dia, a percepção das relações entre todos e a criação de comunidades que se ajudam e crescem juntas.

Depois que a cura começa internamente, isto se reflete no externo e cada vez mais uma energia atrai a outra.

Às vezes, conversando com minha mãe sobre assuntos casuais, notícias de jornais, sinto que não vivemos no mesmo mundo. Talvez eu seja muito otimista, ou talvez ela seja pessimista, pois vivemos no mesmo mundo, mas o enxergamos de forma diferente. Eu, morando em uma cidade pequena de praia, ligada ao Yoga, ela vivendo em uma grande cidade, trabalhando em hospital. Também somos de gerações diferentes, aprendemos a ver o mundo de forma diferente. E cocriamos onde estamos a partir dessa crença. Por isso, acho que as notícias e visões de mundo são manipuladas e subjetivas, mas, se concordarmos com o pessimismo, nunca faremos nada para mudá-lo e o aceitaremos calados, pois não percebemos que criamos nossa própria realidade.

pregnancy, love, people and expectation concept - close up of pregnant woman with red heart in bed at home bedroomVocê sabe que tem o poder de mudar sua vida quando vai em busca da cura, da conexão, do perdão. Você sabe, e eu também sei, que não é fácil, mas continuar escolhendo sofrer não pode ser a razão de você ter vindo ao mundo. Tendo certeza disso, então, apesar das lágrimas e das feridas que devem ser curadas, apesar de doer abrir o peito e sentir com o coração, apesar de ter aprendido que a guerra é normal, me questiono, me informo, me conecto, me observo, peço pela cura, me ligo a todos que querem ajudar, ajudo, pois é dando que se recebe.

Uma forma que encontrei de ajudar é compartilhando aqui com vocês o que penso e por quê, esperando que possam contribuir também no aumento dessa rede em direção ao novo; e através do yoga e dos conhecimento sobre o Sagrado Feminino, busco ajudar a todos nesse caminho, o pouco que percorri, compartilhando.

A união faz a força!

Namasthea!

Sobre o autor

Juliana Ferraro

Juliana Ferraro

Juliana Ferraro é psicóloga por formação e viajante por amor às coisas novas da vida. Seu contato com diferentes línguas e culturas começou quando ela ainda trabalhava no Club Méditerranée, depois disso fez um mochilão pelo mundo em busca de autoconhecimento. Em pouco mais de 1 ano conheceu diversos países asiáticos, em especial a Índia, onde fundou uma paixão profunda pelo Yoga e pela meditação. Hoje, ela é professora de Yoga e terapeuta reikiana em Paraty, RJ.

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