Autoconhecimento Psicapometria

O equívoco da normalidade

Paulo Tavarez
Escrito por Paulo Tavarez



Jung costumava dizer que ser normal é a meta dos fracassados. O que será que ele queria nos dizer? Teríamos que ser loucos para sermos bem-sucedidos? Bem, acredito que esse tema mereça uma investigação mais profunda, pois existe uma ânsia natural na humanidade pela busca da normalidade.

Normal é simplesmente aquele que segue normas, só isso. Seguir normas tem sido a lógica da nossa existência. Tudo o que fazemos, o tempo todo, é corresponder às exigências de um sistema que se impõe sobre nós. Desde que aqui chegamos, tudo o que ouvimos são prescrições, recomendações, enquadramentos, imposições, regras etc.

Todas as nossas ações precisam estar ajustadas às normas praticadas e aceitas pelo meio em que estamos inseridos, desta forma, existem modelos de conduta a serem perseguidos, padrões a serem observados e leis que precisam ser respeitadas. Aqueles que não se ajustam ao sistema são os “desajustados”. Aqueles que não seguem as normas são os “anormais”, aqueles que tentam ser diferentes são tratados como loucos, portanto, não há muita margem de manobra dentro de uma sociedade patologicamente normal.

Ciente de tudo isso, os pais não medem esforços para reprimir as inclinações dos filhos, principalmente aquelas que não correspondam às expectativas do sistema. Desde muito cedo, as fronteiras da infância são estreitadas pela força repressiva de tradições estúpidas e paradigmas culturais, transformando aquele ser único em mais um robô, pronto para executar os comandos que lhes forem programados.

A normose é uma epidemia mundial, mas está na hora de aprendermos a conviver com as diferenças. Nossos filhos seguem a mesma senda equivocada que trilhamos, reproduzem a mesma dificuldade de incluir e conviver com aqueles considerados “diferentes”. Por isso, o bullying na escola, por isso existem brigas e, com isso, aqueles que não se encaixam sofrem com a rejeição e acabam vitimados pelos problemas psicológicos que resultam dessa segregação.

Só existe uma norma que não pode ser transgredida: não fazer ao outro o que não gostaria que fizessem a você. Pronto, não há nenhuma necessidade de outras normas, todo o resto é desnecessário.

Já passamos o estágio das legislações, dos grandes legisladores, como Moisés, Hamurabi, César Augusto e tantos outros. Não há mais o que legislar. Estamos na fase da desconstrução e isso implica em demolir padrões, conceitos, normas, regras, modelos e uma série de programações que nos impedem de sermos naturais.

O homem precisa voltar a ser natural e deixar de ser normal.

Aqueles que não se ajustam ao sistema, quase sempre, são aqueles que estão mais próximos da libertação.

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Sobre o autor

Paulo Tavarez

Paulo Tavarez

Pedagogo, escritor, instrutor de Yoga e criador de uma terapêutica chamada Psicapometria. Tenho artigos publicados em vários sites voltados para o desenvolvimento da Consciência.

Celular: (11) 94138-9580
E-mail: [email protected]
Facebook: /paulo.hanuman

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