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Orfandade: a influência de pais omissos

Circula na mídia uma notícia que estranhamente adquiriu importância. Trata-se de uma criança que ao visitar uma família, entrou no quarto de uma das moradoras e quis brincar com um bonequinho que lá estava. Então, ela foi informada de que não poderia brincar com tal boneco, pois se tratava de coleção.

O que me surpreendeu foi a reação da mãe, que ao receber a criança queixosa, deu um puxão de orelhas a quem disse não a ela, tirando toda a razão da proprietária do boneco. Como fiquei chocada com a reação da mãe, resolvi escrever esse artigo.

O que mais tenho presenciado em shoppings, casa de amigos, supermercados, lojas, são crianças não educadas. Pai e mãe têm funções: acolher, zelar, proteger, ensinar, dar segurança, promover saúde e estabelecer limites – dizer o que pode e o que não pode. Pais e mães ausentes decretam a orfandade de seus filhos.

A criança tem direito à educação, do contrário, estará sendo violentada. A verdadeira educação disciplina crianças, lhes ensina desta maneira a lidar com frustrações, que é o que mais existe na vida.

Que tipo de adulto essa mãe está criando? Alguém que saberá respeitar propriedades? Dificilmente. Alguém que ao ver algo em uma loja, ou um objeto de desejo na mão de outra pessoa, o que fará?

Disciplina é bom! É o que nos permite transitar com nossos veículos pelas cidades. É necessário o semáforo, é necessário que eu pare no vermelho. É imprescindível que haja calçadas e ruas a delimitar quem transita por onde.

Se esses tempos modernos abolirem as leis, as normas, os limites, a disciplina e a educação, testemunharemos uma época da história de caos.

Sobre o autor

Miriam Salete

Miriam Salete

Sou formada em Letras e Psicologia, tenho pós graduação em Psicossomática e Análise Junguiana. Sou Practitioner dos Florais de Bach (o que equivale a uma pós graduação, que finalizei no Bach Centre de Londres). Fiz diversos cursos: psicoterapia breve, Gestalt terapia, cromoterapia, terapia cognitiva comportamental, psiconeuroendocrinoimunologia.

Tenho como propósito de vida na minha profissão, levar a pessoa que me procura à possibilidade de descortinar a causa de seu sintoma, de seu desconforto/sofrimento, num processo de autoconhecimento. Levá-la a uma ampliação de consciência que vise uma consistência maior, uma conquista de si mesmo e de seu domínio.Conto nesse processo, com a ajuda terapêutica dos Florais de Bach desde 1989, visto que eles são descortinadores de sintomas.

Escrevi 4 livros e escrevo sobre comportamento humano. Meu primeiro livro foi sobre o Eu interior que chamei de Mim. O segundo foi sobre nossos conteúdos obscuros, sombrios; a sombra. O terceiro foi um infantil e agora, ainda em lançamento um sobre minha experiência com o câncer.

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