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Por que alguns pais estão falhando com seus filhos e com a sociedade

Imagem de um jovem segurando um cartaz de papelão com a frase "Pare o abuso de animais"
Katyasmailey / Canva
Escrito por Carla Marçal

A organização de jovens em grupos para torturar animais expõe não apenas a crueldade amplificada pelas redes, mas falhas profundas de educação, limites e responsabilização. A violência nasce do descaso, cresce com a impunidade e tende a se expandir para além dos animais. Proteger vidas exige presença familiar, aplicação real da lei e cuidado com a saúde emocional de quem acompanha esses casos.

Adolescentes e jovens adultos estão se organizando em grupos para cometer crimes contra animais. Isso está acontecendo agora, no Brasil. A impunidade, na prática, virou regra.

Plataformas como o Discord se tornaram pontos de encontro desses grupos. Ali eles trocam conteúdo violento, incentivam crueldade e planejam ataques. Hoje, ele funciona como meio de organização e disseminação de crime.

Mas é preciso ir além da plataforma e olhar para a origem do problema. Onde estão os pais desses adolescentes? O que fazem enquanto seus filhos participam de grupos criminosos, praticam violência e exibem isso publicamente?

Educação começa em casa. Empatia se aprende na convivência. Respeito à vida é ensinado no cotidiano, pelo exemplo e pelos limites. Quando os pais falham em acompanhar, orientar e responsabilizar, o resultado aparece. E ele é grave.

A situação se agrava quando, diante de críticas ou denúncias, alguns pais passam a ameaçar quem defende os animais. Em vez de reconhecer o erro, corrigir e assumir responsabilidade, escolhem proteger comportamentos violentos. Isso não é cuidado. É omissão.

Isso precisa parar.

Animais sentem dor, medo e sofrimento. Eles não são objetos. Têm direito à vida e à proteção. Violência contra animais não é brincadeira, nem desvio passageiro.

Do ponto de vista psicológico, a crueldade deliberada contra animais, especialmente quando ocorre em grupo e é compartilhada como forma de prazer, é um sinal de alerta sério. Falta de empatia, prazer no sofrimento alheio e ausência de culpa são características associadas ao transtorno de personalidade antissocial.

Esses traços não dependem de classe social, idade ou contexto econômico. Podem estar em qualquer ambiente. O que costuma se repetir é a ausência de limites, a formação moral falha e a falta de consequências claras.

A violência não surge do nada. Ela escala. Estudos mostram que quem agride animais tem maior probabilidade de cometer violência contra pessoas. O que começa com um animal pode terminar em agressões graves contra seres humanos.

Imagem de um cachorro sem um dos olhos usando um cone de recuperação, após realizar um procedimento cirúrgico em um dos olhos. A foto traz o conceito de maus tratos contra ele.
RomeoLu / Getty Images / Canva

Hoje, menores cometem esses crimes e voltam para casa sem qualquer mudança real. Maiores de idade seguem soltos. Enquanto isso, pessoas que não têm relação direta com esses atos adoecem. Apenas consumir essas notícias já provoca ansiedade, angústia, crises de pânico e depressão.

As leis existem. A Lei Federal 14.064/2020 prevê pena de dois a cinco anos de reclusão para maus-tratos contra cães e gatos. O artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais criminaliza maus-tratos contra qualquer animal. O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê medidas socioeducativas.

O que falta é aplicação. Punição efetiva. Responsabilização dos pais. Avaliação psicológica e psiquiátrica obrigatória. Acompanhamento contínuo.

Se os pais não educam, se a justiça não age e se a sociedade se cala, a violência cresce. E todos pagam o preço.

Se você está sofrendo ao lidar com essas notícias, se sente angustiado ou sobrecarregado emocionalmente, não ignore isso. Procure apoio profissional.

Sobre o autor

Carla Marçal

De uma carreira de destaque em grandes corporações à busca incansável por um propósito mais profundo, minha jornada de vida tem sido uma busca constante por significado e realização. Como psicóloga integrativa de formação, alcancei o sucesso profissional em níveis diretivos, acumulando todas as conquistas tradicionalmente associadas à felicidade.

No entanto, sempre senti que faltava algo, uma lacuna na minha busca pela plenitude. Paralelamente à minha carreira, mergulhei nos estudos do comportamento humano, obtendo formação como psicodramatista e aprofundando meu conhecimento em coaching, PNL, antroposofia e outras técnicas. Meu objetivo era claro: auxiliar indivíduos e organizações a prosperarem em processos de mudança, humanização e desenvolvimento pessoal e profissional. Mas ainda assim, algo essencial parecia escapar.

Em 2017, um diagnóstico de câncer de tireoide transformou minha vida de maneira profunda. Optei por um período sabático que se revelou um mergulho profundo em busca do meu verdadeiro propósito. Devorei livros, concluí cursos com diversos mentores e explorei todas as ferramentas disponíveis para desvendar meu destino. Foi nessa jornada de autoconhecimento que encontrei o ThetaHealing®, e minha vida deu um giro transcendental.

De cliente, me tornei terapeuta e instrutora oficial dessa incrível técnica. Além disso, obtive a certificação como operadora de mesa quântica estelar e mesa quântica estelar-pets, além de me tornar professora de MQE. Hoje, sou movida por uma paixão ardente pelo que faço, e vivo plenamente de acordo com meu verdadeiro propósito: espalhar luz, boas vibrações, alegria e energias positivas para ajudar pessoas e o planeta a desfrutar de uma vida plena e feliz.

Minha maior realização é auxiliar pessoas e animais a alcançarem a saúde mental, emocional e física que merecem. A transformação de vidas é a essência do meu trabalho, e estou dedicada a disseminar cura, amor e crescimento, proporcionando uma jornada de descoberta e renovação para todos aqueles que cruzam o meu caminho. Acredito que todos podem alcançar um estado de harmonia, e é isso que me impulsiona a continuar, cada dia, nessa incrível jornada de cura e evolução.

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